Do Portal Metrópoles

No dias das invasões terroristas em Brasília (DF), em 8 janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a socióloga Janja, estavam em Araraquara, no interior de São Paulo. O presidente precisou atender o seu telefone para falar sobre os atos golpistas.
A chamada estava sendo feita pelo ministro da Defesa, o engenheiro José Múcio Monteiro (PTB). O ministro, então, ligou para o petista para poder relatar os acontecimentos de Brasília.
O presidente, para conseguir escutar bem as ligações, só faz chamadas no viva voz e, então, Janja, que estava ao lado do petista, também ouviu: o ministro sugeriu que Lula baixasse um decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).
A GLO é dispositivo previsto na Constituição Federal em que o presidente determina que as Forças Armadas restabeleçam a ordem em graves situações de perturbação, diversos poderes são liberados para os militares. A medida é uma das últimas ações e das mais urgentes.
Segundo o colunista Guilherme Amado, do Metrópoles, quando a primeira-dama ouviu Múcio, que está a frente da direção dos militares, falar com Lula, ela teve uma reação forte: “GLO não! GLO é golpe! É golpe!”.










