Por Maria Cristina Bandeira
Enquanto projetos urgentes para o povo apodrecem nas gavetas, a bancada bolsonarista transformou o Congresso em palco de seu circo político.
A paralisaçao das votações — sob o pretexto de defender Bolsonaro — não é resistência democrática: é sabotagem institucional que se pretende popular.
No dia do protesto, travou-se justamente a pauta de combate à fome e ajustes no Bolsa Família.
Eis o paradoxo: os mesmos que gritam “defesa dos pobres” bloqueiam políticas sociais para cultuar um “líder” investigado por tentativa de golpe e outros crimes.
Performismo sem vergonha:
– Exigem “anistia” para golpistas de 8/1, mas votam contra direitos trabalhistas;
– Pedem impeachment de Moraes, mas protegem aliados com foro privilegiado;
– Usam o povo como cenário para seu culto à personalidade.
O preço da encenação:
Cada sessão travada significa:
→ Atraso no reajuste de benefícios sociais;
→ Congelamento de verbas para saúde em estados carentes;
→ Proteção a milicianos infiltrados no poder.
Essa direita não defende instituições — as sequestra.
Sob o manto do “protesto”, promove o caos que alimenta seu projeto de poder.
O povo assiste ao espetáculo, mas paga o ingresso com seu prato vazio.
“Quando a política vira culto, o povo vira refém.”

Maria Cristina Bandeira é educadora no Paraná










