Por Sonia Castro Lopes
Hoje é o dia dele, Fernando Haddad. Veio ao mundo no dia do aniversário de São Paulo, a cidade onde nasceu, estudou, trabalhou e governou. Acadêmico dos bons, advogado, mestre em economia, doutor em filosofia, lindo de viver… É revoltante pensar que sob o argumento de que “a escolha era difícil” muita gente contribuiu para a eleição de um ser grosseiro, misógino, homofóbico, racista, iletrado, obscuro – o genocida que tanto mal está fazendo ao Brasil e aos brasileiros. De forma depreciativa, foi chamado “poste”, pau mandado de Lula, defensor do “kit gay” e outras sandices espalhadas aos quatro cantos por devotos do “mito” em redes sociais e listas de WhatsApp.
Pessoa educada – a delicadeza é sua marca – suas denúncias têm sido vigorosas nas postagens do Instagram e twitter que acompanho diariamente. “Isso daí tem que deixar o cargo, isso daí jamais foi e jamais será um presidente, isso daí é um fim de linha que mata nossos compatriotas. Fora isso daí”, postou recentemente utilizando o jargão do “abominável.” Com ele, as Forças Armadas seriam prestigiadas e estariam no seu devido lugar, não se prestando ao papel ridículo de tristes figurantes diante de um capitão que mais parece o “sargentão sem compostura”, personagem do famoso episódio das Cartas Falsas atribuídas a Artur Bernardes ainda na “velha república”.
Sempre a favor da ciência, desafia os negacionistas e conclama a população: “Bora Vacinar, abaixo o obscurantismo, o fanatismo, a burrice, a teimosia, a soberba…” Realmente, é inconcebível que brasileiros ainda morram depois de quase dois anos de pandemia. Bastaria um ministro da saúde competente para evitarmos toda essa desgraça.
Colunista da Folha de São Paulo, suas matérias sobre educação eram irrepreensíveis, mas no dia 8 de janeiro do ano passado ele publicou uma carta de despedida. Alguns dias antes uma conhecida jornalista sugerira no Estadão que o STF mantivesse a condenação de Lula e desconsiderasse as provas de parcialidade de Moro. Haddad reagiu nas redes sociais e a Folha, no editorial do dia seguinte, resolveu atacá-lo, interpretando sua reação como uma tentativa oportunista de obter nova chance para disputar as próximas eleições presidenciais. O editorial foi, inclusive, desrespeitoso, o que motivou o fim da colaboração de Haddad com o jornal. Perdeu a Folha, perdeu o leitor, perdemos todos. Tentando minimizar o prejuízo, o espaço de Haddad foi ocupado por Boulos (faz parte da cota que a Folha oferece à esquerda), mas faz falta a quem lida com educação a coluna de sábado do mestre Haddad.
Jamais poderemos perdoar os que apostaram suas fichas no descerebrado nas eleições passadas. Eles sabiam o que estavam fazendo. Quanto sofrimento impuseram ao país! E o pior é que essa conta será paga por quem mais precisa…
Feliz Aniversário, Professor! Sigamos juntos!











