Por Júlio Benchimol Pinto
Daniel Vorcaro, ao que tudo indica, foi o Júlio César do Banco Master: um homem de muitas mulheres e uma mulher de muitos homens. Mas, na sua Roma particular, o coração pendia claramente para o bolsonarismo.
Flávio Bolsonaro, segundo mensagens reveladas pelo Intercept, não tratava o banqueiro como mero conhecido de mercado. Chamava de “irmão” e prometia estar com ele “sempre”. Uma ternura rara. Quase um Cântico dos Cânticos com planilha de patrocínio.
Ciro Nogueira, ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro e vice dos sonhos de Flávio, aparece no inquérito da PF como teúdo e manteúdo de Vorcaro: teria recebido mesada de R$ 300 mil a R$ 500 mil, cartão de crédito, imóveis de alto padrão, viagens, voos privados, hospedagens e jantares caros. Faltou só aliança, comunhão parcial de bens e álbum no Instagram.
E a genealogia desse romance também merece registro. Depois de negativas na gestão Ilan Goldfajn, no governo Temer, foi no Banco Central de Roberto Campos Neto, indicado por Jair Bolsonaro, que Vorcaro conseguiu assumir o Banco Máxima, depois transformado em Banco Master.
Para completar a árvore afetiva, Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e alvo da PF, doou R$ 3 milhões à campanha de Bolsonaro e R$ 2 milhões à de Tarcísio em 2022, segundo dados do TSE divulgados pela imprensa.
Agora tentam fingir que Vorcaro era um corpo estranho ao bolsonarismo.
Estranho?
Flávio chamava de irmão. Ciro, segundo a PF, era praticamente dependente afetivo-financeiro. O entorno familiar irrigou campanhas. E o Banco Central bolsonarista abriu a porta que antes havia sido fechada.
O amor, no bolsonarismo, pode até acabar, mas a Polícia Federal costuma guardar os prints.
O Construir Resistência não tem patrocínio do Banco Master.
Faz então um pix para ele
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Em nome de Simão Zygband










