Lula sabe que, mesmo com a química, Trump vai tentar sabotar a eleição

Por Moisés Mendes – em seu blog

“Durante a evolução da campanha ficaremos sabendo o quanto não gosta de tê-lo como inimigo e aliado da China por mais tempo”.

O que esperar do encontro Lula-Trump além de mais uma declaração de amor?

Trump receberá Lula com cordialidade, dirá que os dois países se entenderão sobre as pautas postas na mesma e voltará a declarar que sente algo especial por Lula, que é muito mais do que uma química.

É o que pode acontecer nessa quinta-feira? Pode. E significará o quê? Poderá não significar nada.

Trump e Lula podem se ver no mesmo tom das conversas anteriores, e as manchetes dos jornais talvez não digam nada.

Talvez não saia nada de concreto dessa reunião, além da percepção geral de que Trump parece respeitar Lula.

O que também não tenha grande significado, porque estamos em ano de eleição, lá e aqui.

Dizer, ao final do encontro, que Trump e Lula mantiveram o bom nível de outros contatos pode significar apenas que Trump continua fazendo o jogo de que gosta de Lula.

Mas que durante a evolução da campanha ficaremos sabendo o quanto não gosta de tê-lo como inimigo e aliado da China por mais tempo.

Se for reeleito, Lula fica no poder até o final de 2030. Trump, se não der um golpe, sai do governo em janeiro de 2029.

Trump não pode deixar a Casa Branca com a fama de que foi apenas amiguinho de Lula.

Mas terá ganho o quê? Quem conseguir chutar e acertar o que Lula irá conceder a Trump, para acalmá-lo, pode apostar na mega sena.

Esse é o ano do teste para valer da química descoberta em setembro de 2025, na ONU.

Trump vai sabotar a eleição aqui, como fez na Argentina e tentou fazer na Hungria.

Resta saber como, quando e quando? Não há o que fazer a não ser aguardar.

Eu apostaria que o encontro de hoje não vai render manchetes.

Moisés Mendes

Moisés Mendes é jornalista em Porto Alegre. Foi colunista e editor especial de Zero Hora. Escreve também para os jornais Extra Classe, Jornalistas pela Democracia e Brasil 247. É autor do livro de crônicas ‘Todos querem ser Mujica’ (Editora Diadorim)

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