Lula consegue derrotar os fascistas no Senado e na Câmara

Por Simão Zygband

Acabadas as eleições em outubro, Bolsonaro e sua gentalha cantavam vitória de possuírem o controle da Câmara e do Senado. Isso virou até ameaça no debate do genocida com Lula no segundo turno das eleições. Vociferava o filho do capeta que se vencesse as eleições, o petista não teria maioria no Congresso e não conseguiria governar.

A primeira grande derrota do Coiso aconteceu nas urnas, no dia 30 de outubro. A população não caiu mais no conto da carochinha do bolsonarismo e o genocida foi surrado e enxotado pelo povo através do voto.

Então, para se vingar, o bolsonarismo financiou seu exército de descerebrados, tumultuou rodovias e entornos dos quartéis, ocasionou quebra-quebra no dia da diplomação do Lula e provocou cenas graves de vandalismo uma semana após a posse no novo presidente na Praça dos Três Poderes, com invasão, depredação e saques no STF, no Congresso e no Palácio do Planalto. Os fascistas estavam revoltadinhos por que o tão propalado golpe militar, que tanto pediram, também fracassou.

As esperanças de causar mais um caos à democracia se limitou então à eleição da presidência da Câmara e do Senado, principalmente este ultimo onde Bolsonaro e seus seguidores desmiolados tinham a vaga esperança de fazer a presidência. Também não funcionou.

O fascismo foi novamente derrotado e Rodrigo Pacheco, o candidato apoiado por Lula, derrotou Rogério Marinho, o da extrema direita e do terrorismo. É como analisa o jornalista gaúcho Moisés Mendes : “ficou mais complicado para Bolsonaro, a família e o golpismo. Foi com boa folga, com 49 votos a 32. Jornalistas amigos ou meio amigos da direita erraram feio. “Analistas” dos jornalões que anunciavam uma eleição apertada eram muito mais torcedores do antilulismo do que analistas. A extrema direita e Merval Pereira não esperavam essa lavada. É uma derrota de Bolsonaro, da família dele, em especial do filho senador, e de toda a estrutura criminosa que mandou os terroristas para as ruas em 8 de janeiro. Os fascistas perderam três eleições na sequência. Os dois turnos da eleição de Lula e agora, com a derrota do candidato deles para Pacheco”.

Na Câmara Federal

Na Câmara o passeio foi ainda maior. O deputado federal Arthur Lira (PP) foi conduzido ao segundo mandato consecutivo como presidente da Casa. Foi o mais votado na história da eleição para o cargo na Casa com 464 votos. Lira construiu votação recorde através de um arco de aliança que reuniu Republicanos, PL, União Brasil, PT, PSD e MDB. Conseguiu este feito após ter sido a primeira autoridade a reconhecer a vitória de Lula, ainda na noite de 30 de outubro. Com o gesto, pavimentou o caminho para uma aliança com o atual governo.

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