Construir Resistência

1 de fevereiro de 2023

Lula consegue derrotar os fascistas no Senado e na Câmara

Por Simão Zygband Acabadas as eleições em outubro, Bolsonaro e sua gentalha cantavam vitória de possuírem o controle da Câmara e do Senado. Isso virou até ameaça no debate do genocida com Lula no segundo turno das eleições. Vociferava o filho do capeta que se vencesse as eleições, o petista não teria maioria no Congresso e não conseguiria governar. A primeira grande derrota do Coiso aconteceu nas urnas, no dia 30 de outubro. A população não caiu mais no conto da carochinha do bolsonarismo e o genocida foi surrado e enxotado pelo povo através do voto. Então, para se vingar, o bolsonarismo financiou seu exército de descerebrados, tumultuou rodovias e entornos dos quartéis, ocasionou quebra-quebra no dia da diplomação do Lula e provocou cenas graves de vandalismo uma semana após a posse no novo presidente na Praça dos Três Poderes, com invasão, depredação e saques no STF, no Congresso e no Palácio do Planalto. Os fascistas estavam revoltadinhos por que o tão propalado golpe militar, que tanto pediram, também fracassou. As esperanças de causar mais um caos à democracia se limitou então à eleição da presidência da Câmara e do Senado, principalmente este ultimo onde Bolsonaro e seus seguidores desmiolados tinham a vaga esperança de fazer a presidência. Também não funcionou. O fascismo foi novamente derrotado e Rodrigo Pacheco, o candidato apoiado por Lula, derrotou Rogério Marinho, o da extrema direita e do terrorismo. É como analisa o jornalista gaúcho Moisés Mendes : “ficou mais complicado para Bolsonaro, a família e o golpismo. Foi com boa folga, com 49 votos a 32. Jornalistas amigos ou meio amigos da direita erraram feio. “Analistas” dos jornalões que anunciavam uma eleição apertada eram muito mais torcedores do antilulismo do que analistas. A extrema direita e Merval Pereira não esperavam essa lavada. É uma derrota de Bolsonaro, da família dele, em especial do filho senador, e de toda a estrutura criminosa que mandou os terroristas para as ruas em 8 de janeiro. Os fascistas perderam três eleições na sequência. Os dois turnos da eleição de Lula e agora, com a derrota do candidato deles para Pacheco”. Na Câmara Federal Na Câmara o passeio foi ainda maior. O deputado federal Arthur Lira (PP) foi conduzido ao segundo mandato consecutivo como presidente da Casa. Foi o mais votado na história da eleição para o cargo na Casa com 464 votos. Lira construiu votação recorde através de um arco de aliança que reuniu Republicanos, PL, União Brasil, PT, PSD e MDB. Conseguiu este feito após ter sido a primeira autoridade a reconhecer a vitória de Lula, ainda na noite de 30 de outubro. Com o gesto, pavimentou o caminho para uma aliança com o atual governo.

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O Brasil precisa enxergar a guerra contra os matadores de Yanomamis

Do Blog do Moisés Mendes  Homens sem dentes aparecem em vídeos que mostram garimpeiros invasores das terras yanomamis. São bandidos, mas são também a versão amazônica da Fátima de Tubarão. São a ralé do garimpo artesanal, que presta serviços a gente bem mais poderosa. São eles que fazem o serviço sujo, a mando de alguém ou por encomenda. Os homens sem dentes são a parte visível de um gigantesco esquema criminoso sustentado por quadrilhas protegidas por Bolsonaro, com a conivência, a omissão ou a cumplicidade de militares. É com essa ralé que o governo vai se entender de imediato pelos danos ambientais, pela rapinagem e pela matança de yanomamis. Muitos desdentados devem ser presos. Mas os homens com dentes, que circulam na área em aviões e helicópteros, esses não são vistos, mesmo que sejam conhecidos em toda a região. Os garimpeiros do trabalho braçal são a parte visível do cerco que leva à matança. E será agora com o cerco a eles que vamos nos contentar por enquanto. Lula já mandou cortar a circulação de aeronaves na região com o fechamento do espaço aéreo. Os manés do garimpo ficarão sem proteção e sem suprimentos. O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, anunciou um mutirão das Forças Armadas para acelerar a repressão. Polícia, Ministério Público e órgãos do governo se mobilizam para conter os criminosos. O Judiciário terá de se engajar à urgência do genocídio. Mas nada é mais urgente do que a ação em mutirão para mostrar ao mundo, e não só Brasil, que todas as frentes andam na mesma direção. Um esforço que não pode cumprir os ritos de situações de normalidade. Mais do que inquéritos céleres e processos que não andem só para os lados, o Brasil precisa agora, já, ver a ação contra os bandidos. E ver significa o que o verbo diz: precisa enxergar. Todas as instituições terão de impor, pela presença ostensiva, a força do Estado. É a hora do espetáculo do começo da reparação. Sim, espetáculo, como ação visível, impositiva, com a destruição prevista e legal de equipamentos e prisões em massa, em flagrante. É disso também, da imposição do seu poderio contra o crime, que vive a democracia. Se as instituições tratarem os bandidos da floresta com as liturgias de tempos de normalidade, nada irá acontecer. Como não aconteceu até agora com o gabinete do ódio, com os vampiros da vacina, com os golpistas financiadores de patriotas. Todos com fartura de dentes. Os garimpeiros da chinelagem da Amazônia, assassinos de índios e indigenistas, mandaletes das gangues do garimpo, todos protegidos por Bolsonaro, esses terão de pagar pelo espetáculo que o Estado precisa oferecer aos brasileiros. O Estado precisa dizer: nós estamos aqui. E convencer, por ação coercitiva, que está presente, lá onde o crime acontece, e não só nos gabinetes de governo ou do sistema de Justiça. Ninguém espera que peguem todo mundo. O Ministério Público calcula que 20 mil garimpeiros atuam na região. Não há como flagrar e prender todos. Peguem o que é possível pegar, como aconteceu dia 9 de janeiro com os manés de Brasília. Mas peguem com estardalhaço, com pompa, como demonstração de força. Promovam, num dia, o espetáculo da limpeza das terras yanomamis. Não como fazem nas favelas. Não. Não cheguem matando. Cheguem destruindo máquinas e equipamentos, como manda a lei, e prendendo os bandidos. Façam como deve ser feito, com ação integrada, legal e legítima de todas as instituições. Não trabalhem com muita discrição. Atuem com determinação, porque estamos em guerra, em nome dos yanomamis que foram assassinados. A partir da prisão dos homens sem dentes, cheguem aos homens com boas dentaduras. Para que os grandões não fujam de novo, como fazem os donos de frotas de helicópteros e aviões e os grandes negociantes de ouro. As cenas do sofrimento de crianças devem ter, como contraponto, imagens da prisão de bandidos, mesmo os pequenos, que poderão levar aos bandidos graúdos. A repórter Sônia Bridi mostrou na Globo que os garimpeiros reagiam com naturalidade e sem medo diante da aproximação de helicópteros da FAB. É uma informação terrível para as Forças Armadas. O Brasil precisa enxergar o Estado tentando salvar a floresta e o povo da floresta. E o Estado precisa se livrar da percepção dos próprios criminosos de que é sócio do genocídio.

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Folga para quê?

Por Mouzar Benedito Um dos meus muitos empregos foi no grupo Pão de Açúcar, rede de supermercados que estava começando a crescer quando eu tinha 18 anos de idade. Era calculista de preços. Éramos uma equipe de oito pessoas. Nosso trabalho não era tão necessário no sábado. Bastava plantão de um de nós, para alguma emergência. E eu sonhava não ter que trabalhar aos sábados. Propus que fizéssemos um abaixo-assinado para isso, mas logo veio um cara bravo falar comigo. Detalhe: não era chefe, nem nada, era colega. Falou: — ‘Cê’ quer que a gente pare de trabalhar sábado, é? E o que eu vou ficar fazendo lá em casa? Respondi que era problema dele. Logo vi que não teria sucesso. A iniciativa morreu. E para completar, no sábado seguinte o chefe veio falar comigo. Explicou que de três em três meses faziam um inventário geral em todas as lojas, contando todas as mercadorias que existiam nelas. Como não podiam fechar as lojas para isso, o balanço era feito depois que acabava o expediente, à noite. O pessoal trabalhava a noite inteira, e de manhã já continuava trabalhando ali mesmo. Desta vez, segundo dizia, tivemos sorte, pois o dia do inventário caiu num domingo. Então não precisaríamos trabalhar a noite toda, porque na época os supermercados não abriam aos domingos e o inventário seria nesse dia. E foi logo me convocando para estar lá às oito da manhã em ponto. Meu primeiro pensamento foi dizer que não podia, inventar que tinha compromisso. Mas resolvi ser honesto e falei: — Não venho. Ele esbravejou: — Todo mundo é obrigado a vir. Não é permitida falta de jeito nenhum. — Não venho. — respondi. E continuamos a conversa: — Por que? Qual é seu compromisso pra amanhã? — Descansar. — Então… Você vai ficar em casa? — Vou. Coçando o saco. — Então tem que vir. — Não venho. Houve discussão e ameaças. Não fui trabalhar e não aconteceu nada comigo, a não ser ver caras feias durante uns dias — caras feias de gente que eu já achava feia, porque nunca gostei de puxa-sacos. Pelo menos uma coisa ficou clara: às vezes o empregado permite que montem nele. Como dizia um velho que conheci, se há explorador é porque existe gente disposta a ser explorada. Não é sempre assim, mas às vezes é. Então, peitemos os patrões e os puxa-sacos. Mouzar Benedito é escritor, geógrafo e contador de causos.  

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Margareth Menezes confirma criação de Memorial da Democracia sobre 8 de janeiro

Texto e foto de Victor Correia –  Correio Brasiliense A ministra da Cultura reforçou a importância da obra como um modo de não repetir a violência registrada contra as sedes A ministra da Cultura, Margareth Menezes, confirmou, nesta terça-feira (31/1) a construção de um Memorial da Democracia em Brasília, para relembrar os ataques terroristas de 8 de janeiro, com invasões as sedes dos Três Poderes. “Para deixar marcado e para que não ocorra outra violência do mesmo tipo contra a democracia”, disse a ministra. A fala ocorreu durante a solenidade de posse de Leandro Grass, novo presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), vinculado ao MinC. “Um exército de desalmados atacou os símbolos dos três Poderes. Convoquei uma reunião no ministério da Cultura. Formamos uma equipe e a destreza política do Leandro Grass, sua diplomacia e agilidade de pensamento foram determinantes na busca da solução”, disse Margareth sobre a reação aos ataques, que causaram milhões de reais em prejuízos para os prédios públicos e obras de arte contidas neles. A solenidade ocorreu no Salão Brasília, no segundo andar do Palácio Itamaraty. Estavam presentes também a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o secretário-executivo do ministério da Cultura, Márcio Tavares, a secretária-geral do Itamaraty, Maria Laura da Rocha, o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, entre outras autoridades. O Palácio do Itamaraty é um bem cultural tombado pelo Iphan.

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