Construir Resistência

25 de julho de 2023

Bajulação do repórter da Band expõe conluio da emissora com Bolsonaro

Do DCM   Nesta terça (25), o DCM mostrou com exclusividade um vídeo do jornalista Caiã Messina, da Band, bajulando o então presidente Jair Bolsonaro, em 2019. O repórter fez uma entrevista exclusiva com o ex-capitão para a emissora e bajulou o mandatário antes da conversa. A entrevista foi feita logo depois de a TV Globo divulgar informações sobre o inquérito que trata do assassinato de Marielle Franco, mostrando que o porteiro do condomínio implicou Bolsonaro no caso. “Antes de começar eu quero dizer para o senhor o seguinte: o senhor está entre amigos. Eu tenho vergonha, como jornalista (do vazamento de trechos da investigação na TV Globo), eu e o D* (apontando para o cinegrafista) votamos no senhor. O pessoal conhece meu trabalho”, afirmou o jornalista. Ele ainda disse que faria as perguntas para que Bolsonaro “esclareça” a situação e avisou: “Pode falar o que o senhor quiser. A entrevista é do senhor”. O então presidente disse que tinha uma “narrativa” e questionou se poderia falar sobre a Globo. Após o furo do DCM, a Band está sendo detonada nas redes sociais. Internautas e outros jornalistas criticaram a emissora e taxaram o episódio como “vergonha” e “vexame”. O termo chegou ficar entre os assuntos mais comentados do Twitter, com mais de 140 mil menções a ele. Matéria publicada originalmente no link abaixo do DCM https://www.diariodocentrodomundo.com.br/furo-do-dcm-sobre-conluio-da-band-com-bolsonaro-explode-nas-redes-veja-a-repercussao/ Título original (alterado pelo editor) Furo do DCM sobre conluio da Band com Bolsonaro explode nas redes; veja a repercussão  

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As inacreditáveis acusações de Malu Gaspar contra Márcio Pochmann

Da Redação, com informações da GGN Você está disputando algum cargo no governo, no Supremo ou algum outro tribunal, em Ministério ou autarquias? Ou então apoiando algum candidato? Então procure a Malu Gaspar e fale mal do adversário. Em qualquer circunstância, ela colocará suas impressões no coletivo. Se for algum candidato a tribunais superiores, ela publicará uma nota dizendo que “os ministros” têm ressalvas a ele. Se for para as autarquias, dirá que ele é mal visto no governo. Ou, se for para queimar, dirá que ele está apoiado por quadros petistas. Mas, nesse festival de balões de ensaio, nenhuma tentativa foi mais indigna que os ataques cometidos, hoje, contra o economista Márcio Pochmann (https://encurtador.com.br/hyzQV) A matéria seguramente foi feita em cima de uma conversa banal com UM membro da equipe de Simone Tebet. Mas as declarações são sucessivamente atribuídas a: • um integrante do Planejamento; • alguns auxiliares de Tebet; Segundo a matéria, Pochmann estaria sendo indicado para a presidência do IBGE pelo PT. A partir dessa suspeita, ela direciona uma saraivada de acusações difamatórias e inverossímeis contra ele. Pochmann é um intelectual respeitável, especialista em história econômica e indicadores sociais. Duvido que, algum dia, Malu tenha lido qualquer trabalho dele. Fia-se exclusivamente em uma fonte covarde e transmite todas suas baixarias sem checar sequer a verossimilhança. As acusações são típicas da retórica bolsonarista: • “Nem o Centrão conseguiria apresentar um nome tão ruim. Nem o próprio PT”, diz um integrante do Planejamento. • Desenvolvimentista e heterodoxo da escola da Universidade de Campinas, Pochmann é considerado por alguns auxiliares de Tebet como um “terraplanista econômico”. Detalhe: Pochmann nunca foi um macroeconomista, sua preocupação sempre foram os aspectos sociais e históricos da economia. No fundo, o tal “alguns auxiliares” pretende demonizar uma escola de pensamento, da Unicamp. E encontra uma jornalista disposta a servir de sela, e sem nenhum conhecimento econômico sequer para questionar as acusações. O ápice desses absurdos, demonstrando que Malu tem total fé na ignorância de seus leitores, é a suposição de que um presidente do IBGE poderia fraudar as estatísticas: “Há quem cite inclusive o temor de que, uma vez no IBGE, Pochmann possa querer seguir o exemplo do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec) argentino, que maquiava dados durante os governos de Néstor e Cristina Kirchner para manter a taxa de inflação anual em 10% ao ano”. É de uma ignorância ciclópica. Nenhuma pessoa minimamente informada consideraria a possibilidade de um dirigente maquiar os dados do IBGE. É desconhecimento total sobre a forma como são feitas as pesquisas do Instituto e os diversos filtros a que são submetidos. Paulo Guedes conseguiu maquiar os dados do Banco Central, interferiu na Petrobras, fez negócios no BNDES, e não conseguiu influir no IBGE, mesmo contrariado com as pesquisas. É impressionante a facilidade com que jornalistas se valem da arma de que dispõem para fuzilar reputações, sem nenhum apreço pela biografia da pessoa, sem nenhuma preocupação em checar as acusações. Servem apenas de selas para serem cavalgados pela fonte.   Em defesa de Márcio Pochmann Nota da Associação Brasileira de Economistas pela Democracia Três matérias, ditas jornalísticas, foram publicadas em menos de 24 horas com tentativas de desqualificar o economista, professor e pesquisador Márcio Pochmann. Os textos, de cunho político indiscutível, pretendem disseminar a ideia de que seu percurso profissional e acadêmica não o habilita a ocupar a presidência do IBGE. Advogam que haveria perfis puramente técnicos para o cargo e que este deveria ser ocupado por um desses perfis. Desde logo, não há perfil puramente técnico entre economistas e, tampouco, entre os jornalistas ou entre profissionais de qualquer outro ramo. O professor Márcio Pochmann tem uma longa carreira acadêmica e profissional e, como é prática dessa carreira, foi ampla e recorrentemente avaliado por seus pares. O debate, entre atores políticos, como demonstram ser o jornalista e as duas jornalistas que assinaram tais matérias, sobre o futuro do IBGE e a escolha de seu novo presidente é salutar. Nocivo é cobrirem-se do véu de jornalistas neutras para atuarem politicamente. Infame e vil é tentarem disseminar a ideia, atribuída a terceiros não identificados, de que Pochmann poderia manipular índices de inflação. A Associação Brasileira de Economistas pela Democracia repudia o ataque orquestrado contra Márcio Pochmann, contra a Unicamp e contra as linhas de pensamento econômico críticas ao neoliberalismo. Repudia, ademais, a ética jornalistica, ou a ausência dela, praticada nestes três exemplos. Associação Brasileira de Economistas pela Democracia https://economistaspelademocracia.org.br/2023/07/25/em-defesa-de-marcio-pochmann/

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The answer my friend está na Primavera Barbie e no identitarismo

Por Luiz Hespanha Começou a Primavera Barbie na Transilvânia. Os castelos estão em polvorosa em plena luz do dia. A revolução cor de rosa também chegou a Gizeh, no Egito, onde a movimentação nos sarcófagos é grande. Até o Harrison Ford foi chamado para tentar apaziguar os ânimos. E pensar que tudo isso foi provocado pela postagem de Michel Temer no mundo de Barbie. Depois de tirar a arma de Carlos Bolsonaro, o governo Lula agora quer tirar o velocípede bandeirante do Carluxo. Isso é perseguição. Urgente a formação de uma comissão de parlamentares para ir à sede da ANUS em Rio das Pedras protocolar a denúncia. A vida de um ex-juiz e futuro ex-senador vai chegar às telonas. O longa “O Marreco Zumbi de Maringá” terá locações no Paraná, Brasília e Langley, Virgínia/USA. As filmagens ainda não começaram porque José Padilha está acertando os últimos detalhes da direção. O VazaJato, digo “LavaJato Movie”, deverá ser estrelado pelo Mario Frias como o Conje e Regina Duarte ou Juliana Paes como a Conja. Qualquer vitória nas eleições venezuelanas que não seja a da oposição já é considerada fraude a priori pela mídia corporativa. E cá pra nós: eleições na Venezuela sem a reeleição antecipada por tempo indeterminado do presidente Juan Guaidó jamais será uma eleição livre. Algumas biografias que estão sendo construídas me emocionam. Tente imaginar o que é ser ex-BBB da edição 3023, ter saído no oitavo paredão e ainda ser acusado de assédio, agressão ou estupro? É notoriedade de deixar Beyonce, Putin, Zelensky, Anitta e Barbie com inveja. Depois das explanações teórico-digitais do General-Senador Mourão sobre Gramsci não há mais impeditivo para o literato verde-oliva conquistar o fardão da ABL. Se o general Aurélio “Adelita” Lyra Tavares e Roberto Marinho chegaram lá, por que não Mourão? Dizem que o imortal Merval Pereira, presidente da ABL, está excitadíssimo com a possibilidade de ter o tonitroante general-senador como colega de linguística, semântica e semiótica. A troca de adjetivos, substantivos, superlativos e outros aditivos entre Joyce Hasselman e Carla Zambelli superou a também emocionante luta de Regina Duarte contra o anonimato. Não li, não vi, mas estou amando. Quando você imagina que autossuperação da mediocridade e da estupidez da família AliBaBozo tem limites, Micash reaparece  com a cena do olho de vidro e mostra que é sempre possível ir mais além. Considerando o “identitarismo” latente de jornalistas que contribuíram com o golpe contra Dilma e com a prisão de Lula, o presidente não tem outra escolha a não ser nomear para o STF, PGR ou mesmo um ministério, alguém que seja obrigatoriamente afro-indígena-descendente, periférico-globalista, gay ou lésbica e colunista da Folha, Uol ou da GloboNews. Duas cenas emocionaram parlamentares e todos que acompanham pela tevê ou internet a CPMI do Golpe. A primeira foi a das lágrimas do senador Rogério Marinho (PL/RN) em defesa dos direitos humanos e da liberdade de quem participou do terrorismo democrático que atingiu o Congresso, o STF e o Palácio do Planalto no 8 de janeiro. Outra cena comovente foi a interpretação poético-literária de “Blowin’in the wind”  pelo deputado Marcel van Hatten (NOVO-RS). Mas teve quem não gostou. O técnico de futebol Joel Santana e o deputado Eduardo Suplicy devem entrar juntos com uma ação contra o parlamentar direitista gaúcho. Vivemos em tempos em que o fundo do poço está sempre mais embaixo e a mediocridade é sempre mais em cima. Luiz Hespanha é jornalista, escritor, compositor de música popular e corintiano. Ultimamente estuda as raízes antropológicas, autofágicas e antropofágicas do identitarismo a partir do episódio masterchef dos indígenas que saborearam o Bispo Sardinha quando este chegou ao Brasil em 1556. A arte urbana é do Timid e está exposta na rua James Holland na Barra Funda/SP

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Por qual motivo uma quadrilha de PMs decidiu executar Marielle Franco?

Por Simão Zygband Aos poucos as peças do quebra-cabeça vão se encaixando. Já se sabe como agiu a quadrilha de policiais militares cariocas que tramou e assassinou a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, em 14 de março de 2018. Ela tinha seus passos seguidos por um olheiro, o ex-bombeiro militar Maxwell Simões, conhecido como Suel, por encomenda do sargento da PM Edimilson Oliveira da Silva, conhecido como Macalé, em quem foi “dado baixa” misteriosamente  em 2021, numa avenida da zona Oeste do Rio de Janeiro. Macalé era o elo entre os mandantes e os executores do assassinato. Claro que toda a ação tem cheiro de crime encomendado. Um grupo de PMs não iria deliberar sozinhos pelo execução de uma vereadora. Não é artigo que eles costumam manipular no seu dia a dia como policiais. Na realidade, eles foram contratados como um grupo de matadores de aluguel, uma das chagas que corrói a instituição como o tráfico de armas e drogas e outros encorpados delitos. A cagoetagem (delação premiada) do ex-policial militar do Rio de Janeiro Élcio Queiroz de como foi tramada a execução da vereadora Marielle desvendou parte do bárbaro assassinato, exceto o mais importante: quem são os mandantes do plano de execução? Quais motivos poderiam estimular os PMs a se transformar em um grupo de extermínio e tramar a morte da parlamentar, nada corriqueiro na rotina policial? Evidente que houveram mandantes, possivelmente pagantes, que tinham interesses em apagar o brilho da vereadora psolista. Cheira a encomenda política de tirar a parlamentar que talvez atrapalhasse planos de políticos de grupo que crescia na política carioca. Macalé foi executado na avenida Santa Cruz, em Bangu, na zona oeste do Rio, por criminosos, que efetuaram disparos de um veículo e fugiram após o crime. “Edimilson Macalé esteve presente em todas [as campanas]. Inclusive foi através do Edimilson que trouxe… vamos dizer, esse trabalho pra eles. Essa missão pra eles foi através do Macalé, que chegou até o Ronnie”, diz a delação de Élcio Queiroz, que está preso preventivamente. No depoimento à Polícia Federal, Queiroz revelou que o sargento da Polícia Militar reformado Ronnie Lessa, também preso preventivamente sob suspeita de envolvimento no crime, confidenciou vários acontecimentos que precederam a execução de Marielle e Anderson. Lessa é apontado por Queiroz como o responsável por ter atirado contra o carro da vereadora enquanto o delator conduzia o veículo. Relembre o caso Ronnie Lessa e Élcio Queiroz são dois ex-policiais militares, envolvidos com a milícia do Rio de Janeiro, que acabaram ligados à família Bolsonaro no início das investigações. Élcio Queiroz tem foto abraçado com Jair Bolsonaro (abaixo). Segundo a revista Veja, a foto teria sido feita em 2011. Foi postada no Facebook do PM. Ronnie Lessa morava no Vivendas da Barra, o mesmo condomínio onde Jair Bolsonaro e Carlos Bolsonaro têm imóvel. A filha de Ronnie Lessa, inclusive, teria tido um relacionamento com Renan Bolsonaro. No começo das investigações, o porteiro do Vivendas da Barra teria dito que partiu da casa 58, de Jair Bolsonaro, a autorização para que Élcio Queiroz entrasse no condomínio com o carro usado na execução de Marielle, no mesmo dia do crime. Embora tenha sido autorizado pela casa 58, Élcio teria ido encontrar Ronnie na casa 66. Outra peça chave da investigada pela morte de Marielle era o miliciano Adriano da Nóbrega, membro do Escritório do Crime. Ronnie Lessa atribuiu o assassinato da ex-vereadora ao grupo de matadores de aluguel comandado por Nóbrega. Em fuga por conta de outro inquérito, Adriano da Nóbrega foi morto em operação da polícia da Bahia, em 2020, e o caso circulou na opinião pública como possível “queima de arquivo”. Quando Adriano foi morto, membros do Escritório do Crime teriam ligado para “Jair” ou “presidente” ou “homem da casa de vidro”, segundo escutas feitas a pedido do Ministério Público. As escutas foram canceladas sob a justificativa de que se o interlocutor fosse mesmo Jair Bolsonaro, o MP não teria competência para o caso. Simão Zygband é jornalista profissional desde 1979. Trabalhou em TVs, rádios e jornais de São Paulo, onde foi respectivamente pauteiro, repórter e redator. Foi funcionário das TVs Bandeirantes, SBT, Gazeta, Record e dos jornais Notícias Populares, Diário Popular, Diário do Grande ABC , Diário do Comércio, entre outros. Foi coordenador de Comunicação no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (onde editou o Jornal Unidade) e redator do jornal Plataforma do Sindicato dos Metroviários de São Paulo. Também fez assessoria de comunicação em campanhas eleitorais e mandatos parlamentares. Trabalhou na Comunicação de Secretaria Municipal de Transporte de São Paulo. Foi diretor da Rádio e TV Educativa do Paraná e Secretário Municipal de Comunicação da prefeitura de Jacareí, São Paulo. CONTRIBUA COM O CONSTRUIR RESISTÊNCIA Com qualquer quantia, em nome de Simão Félix Zygband 11 997268051 (copie e cole este número no seu pix)        

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