Por Isaías Coutinho – Folha de Búzios
Cidade que tem pouco mais de 42 mil moradores registra crescimento superior a dez vezes durante a virada do ano, pressionando infraestrutura, serviços e mobilidade urbana
Armação dos Búzios viveu, no Réveillon 2025/2026, um dos maiores picos populacionais de sua história recente.
De acordo com dados do contador de veículos da Prolagos, o município — que possui população residente estimada em 42.527 habitantes — atingiu o impressionante número de 471.245 pessoas no dia 31 de dezembro, consolidando-se como um dos principais destinos turísticos do país durante as festas de fim de ano.
O crescimento começou a ser observado ainda antes do Natal. No dia 26 de dezembro, Búzios registrava 126.157 pessoas, número que já representava quase três vezes a população fixa da cidade.
A partir daí, a curva populacional seguiu em ascensão contínua: 162.121 no dia 27, 194.784 no dia 28 e 255.306 no dia 29, evidenciando a chegada massiva de turistas para o período de festas.
O salto mais significativo ocorre entre os dias 29 e 31 de dezembro. Em apenas dois dias, a população flutuante salta de pouco mais de 255 mil para 333.441 no dia 30, alcançando o ápice na virada do ano.
O número de 471.245 pessoas no dia 31 representa um crescimento superior a 1.000% em relação à população residente, um desafio monumental para qualquer município de pequeno porte.
Após o Réveillon, o movimento começa a recuar, mas ainda se mantém em patamares elevados.
No dia 1º de janeiro, Búzios ainda contabilizava 392.752 pessoas, caindo gradualmente nos dias seguintes: 354.076 no dia 2, 311.989 no dia 3, 254.272 no dia 4, 199.278 no dia 5 e 197.158 no dia 6 de janeiro. Mesmo após o pico das festas, a cidade seguiu operando com uma população cerca de cinco vezes maior que a residente.
O gráfico evidencia, de forma clara, o impacto do turismo sazonal sobre Búzios. A linha pontilhada que marca a população fixa do município — pouco acima de 42 mil habitantes — contrasta fortemente com a curva da população flutuante, que se mantém sempre muito acima desse patamar durante todo o período analisado.
Esse cenário reforça os desafios enfrentados pela cidade durante a alta temporada: pressão sobre o abastecimento de água, sistema de esgoto, coleta de lixo, trânsito, atendimento de saúde, segurança pública e preservação ambiental.
Ao mesmo tempo, o Réveillon confirma a força econômica do turismo, responsável por movimentar hotéis, restaurantes, comércio e serviços, gerando empregos temporários e aquecendo a economia local.
Os dados do Réveillon 2025/2026 mostram que Búzios não apenas recebe turistas — ela se transforma completamente. Durante alguns dias, a cidade deixa de ser um município de médio porte e passa a operar como uma verdadeira metrópole sazonal, o que torna ainda mais urgente o planejamento estratégico para lidar com esses picos populacionais cada vez mais intensos.
Nota da Redação – hotéis e restaurantes lotados sobretudo nas cidades turísticas. Falta de produtos nas pratileiras dos supermercados. Reflexo do acerto da política econômica do presidente Lula e do ministro da Economia, Fernando Haddad.
O boom não ocorreu apenas em Búzios, no Rio de Janeiro, mas em todo o país.
É fruto da melhora do poder aquisitivo da população, da estabilidade econômica e do baixo desemprego.
O brasileiro demonstrou, com a explosão de consumo durante as Festas, que a crise tão propalada pelos adversários do governo passou longe do nosso país.
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Respostas de 2
Paraty também foi loucura… superlotação, mas a infraestrutura precária com falta de energia elétrica, sem vagas de estacionamento, congestionamento no centro histórico e escassez de produtos básicos nos supermercados.
Acho que foi em todo litoral brasileiro. Não se prepararam minimamente