Construir Resistência

20 de maio de 2024

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Prefeito de POA destruiu sistema de proteção contra enchentes

Por Guilherme Toledo Barbosa  Em 1941 ocorreu uma grande inundação em Porto Alegre. Cerca de 40% da área urbanizada da cidade, naquela ocasião, ficou embaixo d’água. O Guaíba chegou ao nível de 4,31m. Sob a liderança do antigo Departamento Nacional de Obras de Saneamento (DNOS), e com a participação de engenheiros alemães, aconteceram estudos de várias hipóteses para a proteção da Capital gaúcha. Ficou decidida a configuração atual do sistema com cerca de 60 km de diques, um muro com 3 m de altura no região junto ao centro da cidade, com 2,6 km e 23 casas de bomba. A cota da parte superior dos diques e do muro, é de 6 metros; ou seja, até esta altura não haveria inundação em grande parte de Porto Alegre. Em setembro de 2023, tivemos muita chuva no Estado do Rio Grande do Sul e o Sistema de Proteção precisou ser acionado para a cidade não ser inundada. Esta precipitação foi menor que a ocorrida em 2021. Ao acionar os portões e casas de bomba, foram constatados vários problemas. Agora em maio de 2024, a precipitação pluviométrica ultrapassou aquela de 1941 e o nível do Guaíba chegou a 5,33 m. Ao se acionar novamente o Sistema, verificou-se que os problemas ocorridos no ano passado não tinham sido corrigidos e outros surgiram. Trágico resultado: o centro da cidade e vários outros bairros próximo ficaram, e ainda continuam, inundados. Tomamos ciência, então, que a administração do prefeito Sebastião Melo, assim como a do seu antecessor, Nelson Marchezan Júnior, não fizeram manuntenção nos equipamentos que protegeriam a cidade! Ambos neoliberais, negacionistas dos problemas climáticos, seguidores do ex-presidente inelegível, pensando em privatizar o Departamento Municipal de Águas e Esgotos (DMAE) que sempre prestou um ótimo serviço à comunidade. Como o Guaíba começou a baixar depois que as chuvas cessaram, era possível abrir um dos portões. Qual não foi a surpresa da população ao ver o portão ser derrubado, ser praticamente destruído, quando deveria correr nos seus trilhos! O senhor Melo criou um gravíssimo problema ao não realizar as manutenções necessárias e, em seguida, cria um segundo problema ao destruir parte fundamental do Sistema de Proteção contra as  Inundações! Guilherme Toledo Barbosa é ex -diretor geral do DMAE, Ex-Secretário de Obras e Ex-Vereador de Porto Alegre 20/05/2024

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Instituto Tebas lança web série “Liberdade ou Morte: histórias que a história não conta”

Do organizador Evento marcará os 194 anos de nascimento de Luiz Gama (1830-1882) Lançamento no dia 21 de junho terá cortejo, saindo do Largo do Arouche (18h) seguido de encontro no auditório do Sindicato dos Jornalistas (19h), onde haverá exibição da primeira das sete narrativas (textuais, fotográficas e audiovisuais) sobre a agenda antirracista na cidade.     Liberdade ou Morte: histórias que a História não conta é o título da web série composta por sete narrativas (fotográficas, textuais e audiovisuais) que destacam a agência indígena e negra em territórios paulistanos considerados representativos das contradições do projeto de nação forjado a partir da Proclamação da Independência do Brasil. O lançamento, que conta com apoio da Cojira-SP (Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial) será no dia 21 de junho, às 19 horas, no auditório do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo (Rua Rego Freitas, 530, Vila Buarque), onde haverá a exibição da primeira narrativa, que tem como título “Caminhada Luiz Gama Imortal”, celebrando os 194 anos de nascimento do escritor, jornalista e advogado abolicionista negro, nascido em 21/6/1830. A programação terá início às 18 horas, com concentração e ato público em frente ao busto do homenageado, no Largo do Arouche, seguido de um cortejo em direção à sede do sindicato. Organizados pelo Instituto Tebas de Educação e Cultura, cada um dos sete episódios da web série é constituído de duas obras artísticas: um ensaio de imagens do fotógrafo João Leoci, combinado com uma crônica de autoria do escritor Abilio Ferreira; e um audiovisual dirigido pelo antropólogo e documentarista Alexandre Kishimoto. O enredo tem como referência crítica as programações do bicentenário da independência comemorado em 2022, razão pela qual reúne documentos, imagens, textos e depoimentos de representantes de movimentos sociais organizados e atividades que mostram outra realidade, diferente da versão oficial. Os outros seis títulos são os seguintes: Marcha Noturna Pela Democracia Racial; Marcha das Mulheres Negras; Cerco de Piratininga; Marcha da Consciência Negra; Chaguinhas, o santo negro da Liberdade e Saracura Vai-Vai. Todos os episódios, a começar pelo lançamento do dia 21 de junho, estarão disponíveis no site www.institutotebas.org.br ao longo do segundo semestre deste ano, em datas que serão oportunamente divulgadas. “Lançamos mão dessa variedade de linguagens – vídeo, música, design, foto, texto – na tentativa de dar conta da maneira como a agenda do movimento antirracista paulistano dialoga com o processo histórico de interpretação do Brasil, tendo como marco referencial a narrativa do grito do Ipiranga, que teria ocorrido no dia 7 de setembro de 1822. As peculiaridades dessas linguagens se articularão mediadas por um conteúdo comum que é a agenda mencionada. Entretanto, caberá à narrativa textual explicar as relações existentes entre essa agenda e os acontecimentos ocorridos ao longo de dois séculos de fundação desse projeto brasileiro de nação”, disse Abílio Ferreira. Para os autores a proposta principal é dar acesso às pessoas a um conjunto de informações que relacionam as ideias e os lugares, através da vocação educadora do movimento negro brasileiro, como um produtor de saberes emancipatórios e sistematizador de conhecimentos sobre a questão racial no Brasil, seguindo o pensamento da ativista e educadora Nilma Lino Gomes. O projeto é financiado por uma emenda parlamentar da vereadora Luana Alves (PSOL/SP) e executada pelo Farol Antirracista, política pública da Secretaria Municipal de Relações Internacionais (SMRI) de São Paulo. Liberdade ou Morte: histórias que a História não conta descreve uma agenda de lutas que, desenvolvida entre os meses de maio e novembro da nossa contemporaneidade, reelabora, no presente, a longa história popular de resistência contracolonial e antirracista. A expressão “Liberdade ou Morte” remete ao lema da Revolução do Haiti (1791-1804), numa interpretação crítica do projeto de nação veiculado pelo grito do Ipiranga (Independência ou Morte), cujo bicentenário foi comemorado em 2022, em plena retomada das mobilizações coletivas pós-pandemia. Já o subtítulo “histórias que a História não conta” lembra um dos versos do emblemático samba-enredo da Mangueira História para ninar gente grande, campeã do carnaval carioca de 2019. Luiz Gama Imortal A primeira narrativa Caminhada Luiz Gama Imortal narra a celebração da memória do escritor, jornalista, advogado, líder abolicionista e republicano nascido no dia 21 de junho de 1830. Para se ter ideia do prestígio de Gama, ainda na São Paulo escravista do século XIX, basta lembrar que o seu funeral, realizado no dia 25 de agosto de 1882, mobilizou cerca de três mil pessoas (10% da população paulistana de então) de diferentes segmentos sociais e econômicos, que fizeram a pé todo o percurso de seis quilômetros, do bairro do Brás, onde ele morava, até o Cemitério da Consolação.  Criou-se, a partir desse momento, uma tradição de caminhadas regulares que, atravessando os últimos 144 anos, acaba por projetar a figura de Luiz Gama para a eternidade. A palavra “progresso”, que aparece na inscrição do pedestal, na foto, é o nome do jornal editado a partir de 1928, por integrantes do Movimento Negro jornalístico, literário e carnavalesco de São Paulo, com o objetivo de arrecadar recursos para confeccionar um busto em celebração do centenário de nascimento de Gama. O monumento foi instalado no Largo do Arouche, em novembro de 1931, com quase um ano e meio de atraso em relação à meta de 21 de junho de 1930, mas com grande mobilização da sociedade paulistana e ampla cobertura da imprensa. Quase nove décadas depois, no dia 17 de maio de 2018, a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira), órgão do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, reconheceu Luiz Gama, oficialmente, como um integrante da categoria. Já o nome da rua onde fica o Sindicato, e que liga a Igreja da Consolação ao Largo do Arouche, refere-se ao juiz municipal Antônio Pinto do Rego Freitas (1835-1886), que, como representante da elite política e econômica do Brasil imperial e escravocrata, era um dos principais adversários do projeto de Luiz Gama, que previa um país republicano e livre da escravidão.   A Caminhada   No dia 21 de junho de 1991, quase 60 anos depois da intervenção jornalístico- literária que invadira o Largo do Arouche pela primeira vez, um grupo de escritores ligados ao movimento da Literatura Negra Brasileira criou o projeto Rhumor Negro,

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Se você é sexista, racista, homofóbico, não compre meus discos

Por Victor Miller – Cruff Gay Blog Segundo a publicação Aventuras Na História, Kurt Cobain, o vocalista da banda Nirvana, lutava contra a homofobia e era a favor dos direitos humanos. Na época em que ele morava em Aberdeen, Seattle, nos Estados Unidos, Cobain saía pelas ruas com uma tinta spray e pichava paredes e carros com os dizeres “Deus é gay”, chegando a ser preso por isso em uma ocasião. Já um artigo do Reverb aponta que Kurt Cobain também lutava contra o sexismo, racismo e o machismo. Na coletânea “Incesticide”, o Nirvana colocou no libreto do disco os seguintes dizeres: – BKDR – “Se qualquer um de vocês em qualquer sentido odeia homossexuais, pessoas de outras cores ou mulheres, faça-nos um favor: nos deixe em paz! Não venha aos nossos shows e não compre nossos discos”. A contundente afirmação iluminava um sentido profundo por trás do Nirvana que por vezes acaba eclipsado justamente pelo imenso sucesso que a banda alcançou: há quase 30 anos, solitária em um cenário musical dominado por homens, pelo machismo, o sexismo e a corrida comercial.  O Nirvana era não só uma banda que sublinhava a importância do feminismo, como denunciava a masculinidade tóxica, a desigualdade de gênero, a homofobia e a violência masculina – acima até mesmo de seu próprio sucesso. O último disco inédito da banda, “In Utero”, também havia no libreto dizeres bem radicais contra qualquer tipo de discriminação:  “SE VOCÊ É SEXISTA, RACISTA, HOMOFÓBICO OU BASICAMENTE UM IDIOTA, NÃO COMPRE ESSE DISCO. EU NÃO ME IMPORTO SE VOCÊ GOSTA DE MIM, EU ODEIO VOCÊ.” Em várias entrevistas, Cobain se posicionava a favor dos direitos LGBTQ+ e era bastante firme e incisivo em seus posicionamentos. O mesmo valia para outros segmentos, como mulheres e negros. Além disso, várias músicas da banda também tinham uma mensagem social. “Rape Me” é um manifesto anti-estupro; “Very Ape” e “Floyd The Barber” atacam o machismo, só para citar alguns exemplos. Victor Miller é jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de “fobia”   Texto publicado originalmente no link abaixo do Gay Blog  https://gay.blog.br/noticias/se-voce-e-homofobico-nao-compre-esse-cd-disse-kurt-cobain-em-1993/?fbclid=IwZXh0bgNhZW0CMTEAAR1HZJh74jBC59LWiWjsCj2qZmiRlqrL4JO6qVL3ZawCShAR9wHvlThLwqg_aem_AftoPlTLNhH1PTwrZW1yDIgreKHgKVkAM6AuZ4WtA05pulOY3-jJfQ7N0dkvo2pmM6xXJom3Hbr8thnfiflV_Rct

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