Construir Resistência

5 de maio de 2023

O regime lirista inviabiliza o governo

Por Pablo Holmes Chaves O período de parlamentarismo sem Executivo (Temer/Bolsonaro), simbolizado pelo governo Lira/Alcolumbre, criou um equilíbrio perverso. O Congresso suga emendas do relator e fragmenta o Orçamento. Políticas públicas são impraticáveis. O país contrata a imobilização do seu futuro. Analistas naturalizaram o novo equilíbrio. Jornalistas falam em “nova realidade”. Como se tudo se tratasse apenas de uma disputinha normal de poder quando, na verdade, é uma tragédia. Mas, o novo equilíbrio é frágil. Surgiu porque Temer não foi eleito e Bolsonaro nunca quis governar, só manter o show do gado, com a esperança de dar um golpe para matar comunistas e reimplantar o ancien régime (o do século XVIII). O equilíbrio dependia assim de um Executivo ausente. Se o Executivo tenta governar, tem-se um conflito. Congresso lirista se revolta porque não executa mais o Orçamento e cria um impasse. Quer que o Executivo desapareça. Bloqueia o governo, ameaça explodir a República. Se o governo quer, pode continuar governando. Afinal, há muito a fazer dentro do Direito e Orçamento vigentes. Mas se prejudica muito, claro. Já o Congresso tem algumas opções: 1) Continuar bloqueando o governo. Assim o lirismo também sofre, definha. O governo continua tocando o barco, negociando pontualmente. E torcendo para a melhora da economia criar uma nova realidade política em 2026, quando o lirismo terá definhado um pouco. 2) Tentar derrubar o governo. Essa é, porém, uma opção nuclear. O golpeachment de 2016, por exemplo, destruiu todos os seus artífices (lembrem Aécio, Cunha, PSDB, Maia, Jucá e quejandos). Os estilhaços podem terminar hoje até com ditadura militar. 3) Um grupo inteligente, hábil e oportunista o suficiente para, no centrão, entender o impasse, tentando substituir o regime Lira por um sistema de governo onde o Executivo governa e o Legislativo participa, mas sem inviabilizar o país. É hora do jornalismo parar de usar o parlamentarismo sem Executivo de Lira como arma contra o PT. O problema aqui é de todos. Não existe país que avance sem um governo funcional. E o regime lirista torna isso impossível. Pablo Holmes Chaves é professor associado do Instituto de Ciência Políticas e na Pós-Graduação da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB).    

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O rato pestilento está com sua toca em chamas

Por Jarbas Capusso Filho  Muito se falou e, até, satirizou e virou memes, o choro do bolsonaro, durante a sua entrevista na Jovem Klan, pelo não menos fascista, Emilio Surita. É a primeira vez que o bolsonaro chora? Não. Já houve outras raríssimas ocasiões. Ontem, eu mesmo zoei um pouco o choro dele. Mas, é bom que falemos a sério. Porque é muito sério. O que diz a literatura psiquiátrica sobre os psicopatas? De modo geral é que são desprovidos de afetos, sentimentos nobres: amor, empatia ou compaixão. Ficam tristes? Sim. Mas, só quando sentem-se encurralados ou quando não obtém o que desejam. Choram? Sim. Nessas duas ocasiões que citei. Quando o choro é meio para obter algo, alguma vantagem ou quando sentem-se acuados em suas trapaças, são descobertos. E o choro do Bolsonaro, ontem, se aplica no segundo caso. Lembram do choro da Suzane Richthofen no enterro dos pais que ela mesma planejou os assassinatos? É isso. Abaixo, listei alguns critérios diagnósticos da psicopatia: • Falta de empatia ou compaixão pelos outros; • Falta de remorso ou culpa pelo comportamento prejudicial; • Mentir frequentemente e/ou manipulação de outras pessoas para obter benefícios pessoais; • Impulsividade e falta de planejamento a longo prazo; • Comportamento agressivo e violência; • Falta de responsabilidade e negligência para com obrigações e compromissos; • Histórico de comportamento criminoso; • Arrogância e superioridade; • Desrespeito pelas normas sociais e leis. Não sei vocês, mas não vejo um critério em que o bolsonaro não se encaixe, perfeitamente. Fomos governados por um psicopata durante quatro anos, disso não tenho dúvidas. Nem eu e nem uma série de psiquiatras, psicólogos e psicanalistas renomados. Tivemos pandemia, 4 mil mortes por dia. Alguma lágrima? Visita à alguma familia enlutada? 33 milhões de pessoas famélicas. Alguma palavra de compaixão? Não. Aliás, a negação da fome e da miséria. Enfim, o país tocado a pulsão de morte, numa destruição sem precedentes em nossa história. Choro? Palavras de consolo? No máximo um, eu não sou coveiro! Daqui por diante terenos a oportunidade de assistir a muito mais choros do bolsonaro. O rato pestilento está com sua toca em chamas. O cerco se fecha. Jarbas Capusso Filho é psicólogo clínico, dramaturgo e roteirista de TV *************************************** O CONSTRUIR RESISTÊNCIA PRECISA DO SEU APOIO  PIX para Simão Félix Zygband no 11 997268051 (qualquer quantia) OU CLICANDO E OBSERVANDO OS ANÚNCIOS QUE APARECEM NA PÁGINA. QUALQUER FORMA DE CONTRIBUIÇÃO É BEM VINDA. ✊  

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Dez mulheres votam contra igualdade salarial das… mulheres

Do Facebook Carla Zambelli, Bia Kicis e Rosângela Moro votaram contra igualdade salarial para mulheres De 35 votos contrários, 10 são mulheres, a maioria do PL e do União Brasil. Do total de 10 mulheres que votaram contra a igualdade salarial, 6 são do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. Outras 2 deputadas são do União Brasil, 1 do Cidadania e 1 do Partido Novo. Este último orientou a bancada inteira de deputados a votarem contra. Os demais partidos deixaram a escolha livre. Outros 15 homens também votaram contra a proposta, incluindo o filho 03 do ex-presidente, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o ex-ministro do Meio Ambiente de Jair Bolsonaro Ricardo Salles (PL), o ex-procurador Deltan Dallagnol (Podemos-PR) e Kim Kataguiri (União-SP). A PL foi aprovada e prevê a igualdade salarial entre homens e mulheres, nesta quinta-feira (04), na Câmara dos Deputados, por 326 votos a favor e 35 votos contrários. Confira os deputados(as) que votaram contra o projeto: Adriana Ventura (Novo-SP) Alberto Fraga (PL-DF) André Fernandes (PL-CE) Any Ortiz (Cidadania-RS) Bia Kicis (PL-DF) Bibo Nunes (PL-RS) Capitão Alden (PL-BA) Carla Zambelli (PL-SP) Carlos Jordy (PL-RJ) Caroline de Toni (PL-SC) Cb Gilberto Silva (PL-PB) Chris Tonietto (PL-RJ) Dani Cunha (União-RJ) Deltan Dallagnol (Podemos-PR) Dr. Jaziel (PL-CE) Eduardo Bolsonaro (PL-SP) Evair de Melo (PP-ES) Filipe Martins (PL-TO) General Girão (PL-RN) Gilson Marques (Novo-SC) Julia Zanatta (PL-SC) Junio Amaral (PL-MG) Kim Kataguiri (União-SP) Luiz Lima (PL-RJ) Luiz P.O Bragança (PL-SP) Marcel van Hattem (Novo-RS) Marcio Alvino (PL-SP) Mauricio Marcon (Podemos-RS) Mauricio do Vôlei (PL-MG) Ricardo Salles (PL-SP) Rodolfo Nogueira (PL-MS) Rosângela Moro (União-SP) Sargento Fahur (PSD-PR) Sgt. Gonçalves (PL-RN) Silvia Waiãpi (PL-AP)

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Cine Boa Praça: o brilho da itinerância cultural

Por Cláudia Perrota Estamos chegando ao fim de mais uma edição do Cine Boa Praça realizada via lei de incentivo Rouanet, já com o Ministério da Cultura de volta, como deve ser num país civilizado. Muito pra compartilhar de tudo que vivemos junto às comunidades que visitamos, sendo sempre nossa equipe muito bem recebida. Só uma palhinha: Esta foto é da sessão de ontem, no parque ao lado do C.E.U Feitiço da Vila, no Capão Redondo, uma das regiões mais desassistidas pelo poder público, e isso no estado mais rico deste país que segue tão triste. Sessão lotada de uma meninada gracinha, acompanhada de seus familiares, que mesmo cansados de um dia duro de trabalho, que a classe política gananciosa e estúpida, com raras exceções, desconhece – curtiram um filminho com seus filhotes, netas, netos, irmãos, irmãzinhas. A gente aprende muito na itinerância cultural. A gente aprende que Gente é pra brilhar e NUNCA pra morrer de fome. Cláudia (Coda) Perrota é psicanalista e coordenadora do Cine Boa Praça   Nota da Redação:  O CINE BOA PRAÇA é um projeto cultural e educacional, itinerante, que favorece a democratização do acesso ao cinema e a outros bens culturais através da exibição gratuita de filmes em espaços públicos e da formação de jovens em produção audiovisual. Em praças de comunidades com pouco ou nenhum acesso à arte e a entretenimentos de qualidade, exibe filmes cuidadosamente escolhidos, com temáticas que tratam de valores humanos e de solidariedade. Em escolas públicas, promove sessões seguidas de debates, contribuindo para a formação crítico-reflexiva de alunas e alunos. Em equipamentos culturais e/ou educacionais, ministra oficinas de cinema e de podcast. Merece todos os elogios.

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