Da Times Brasil
Crise econômica e inflação fora de controle estão levando grandes empresas a vender ativos e encerrar operações no país
Multinacionais e empresas globais avaliam reduzir ou encerrar operações na Argentina em razão da crise econômica e da alta inflação que afeta o país sul-americano.
Conforme informações da Times Brasil, ao menos 16 instituições empresarias conhecidas internacionalmente anunciaram planos de vender ativos ou deixar o mercado argentino, diante da falta de previsibilidade nas políticas do governo de Javier Milei.
Conforme informações do site Trading Economics, a Argentina enfrenta crise econômica e inflação elevada, com preços ao consumidor subindo 33,6% nos últimos 12 meses.
Segundo o site Exame, a previsão é de que ao fim de 2025 a inflação anual encerre em torno de 29,8%, somado ao cenário de desafios econômicos.
Efeito Milei? Multinacionais avaliam permanência na Argentina
Uma das principais redes de fast food do mundo, o Burger King colocou à venda 118 lojas na Argentina, que estavam em operação desde 1990. A negociação é conduzida pelo banco BBVA.
Em congruência com o Burger King, a empresa francesa de supermercados, a Carrefour, avalia a venda de ativos e teria contratado um banco internacional para buscar compradores interessados.
Segundo a Times Brasil, a multinacional possui cerca de 680 lojas e hipermercados na Argentina, e estaria disposta a vender os estabelecimentos por uma proposta inicial de cerca de US$ 2 bilhões, mas aceitaria reduzir o valor para algo entre US$ 800 milhões e US$ 1,6 bilhão.
Em entrevista ao jornal La Nación, na semana passada, O CEO (Chefe-executivo) da Carrefour da Argentina, David Collas, considera, atualmente, o mercado argentino como de alto risco e não enxerga esperanças para uma permanência da empresa.
“Depois de um 2024 de forte queda, com a desaceleração por causa da inflação e acúmulo de estoque, 2025 não dá sinais de melhora”, afirmou.
Outra empresa que está à venda no país, é a brasileira Raízen, dona de 700 postos da Shell e da refinaria Dock Shud. A multinacional pretende arrecadar cerca de US$ 1,5 bilhão pela operação dos ativos.
Veja lista de empresas que devem deixar o país
Conforme informações da Times Brasil, além da Burger King, Carrefour e Raízen, outras instituições já deixaram o país ou anunciaram que vão encerrar as atividades, confira:
Walmart;
Telefónica;
Mercedes Benz;
Exxon;
Procter & Gamble;
Zara;
HSBC;
Petrobras










