Por Simão Zygband

Nada contra o Corinthians, digno time rival do meu, Palmeiras, mas da predileção do meu filho Thiago. Mas foi uma péssima ideia convocar o Primeiro de Maio para dentro da Neo Química Arena, estádio corintiano, na zona leste de São Paulo.
Totalmente identificada com uma das mais importantes equipes do futebol brasileiro, com uma das mais fanáticas torcidas, não por acaso a que torcem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o pré-candidato a prefeito de São Paulo, o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL).
Claro que quem teve a brilhante ideia de “corinthianizar” o Primeiro de Maio, colocando-o no estádio do Corinthians, talvez não entenda o significado de que um ato público deve ser realizado em local preferencialmente público, e não no privado, como são as grandes arenas futebolísticas da cidade. Também desconhece a ranhetagem que existe entre torcedores do futebol paulista. É um equívoco de logística e de marketing.
Posso dizer, sem medo de errar, que um palmeirense, um são paulino ou um santistas, não se sentem confortáveis em gastar um transporte para ir numa atividade no estádio do Corinthians, que não seja para assistir futebol ou um show de pagode ou de rock. O ambiente é mais propício para isso. Portanto, não tinha como dar certo. O inverso também seria verdadeiro. Arenas só para futebol e shows. Mesmo tendo o presidente Lula como chamariz.
Confesso que as centrais sindicais e o próprio governo deveriam ser mais zelosos com o dinheiro dos trabalhadores. Todos reconhecem o esforço do presidente Lula em tentar normalizar o país, devastado pelo ciclone extremista do bolsonarismo. Mas ele mesmo não conseguiu ter uma noção de sua popularidade em São Paulo e não ficou nada satisfeito com o resultado em termos de público.
Lula da Silva expressou críticas à organização do ato. Ele demonstrou descontentamento com a maneira como o evento foi convocado e apontou falhas na gestão do ministro de Estado Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Costa Macedo, um dos responsáveis pela atividade.
Inicialmente, o ato foi organizado pelas centrais sindicais, com o governo Lula se integrando à organização apenas na última terça-feira (30). O presidente reconheceu que não houve o esforço necessário para mobilizar a quantidade de pessoas desejada.
“Não fizemos o esforço necessário para levar a quantidade de gente que era preciso levar. De qualquer forma, eu estou acostumado a falar com mil, com um milhão, mas se for necessário falo com a senhora maravilhosa que está ali na minha frente”, dirigindo-se a uma mulher no público.
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