LUTO
Hoje nos despedimos de João Habenschuss Filho, o “Peixe”. Excelente fotógrafo e um dos grandes editores de fotografia deste país, marcou uma geração no jornal Diário Popular, onde ajudou a formar uma legião de incríveis fotojornalistas. Nossos sentimentos a todos os familiares e amigos. Que o querido “Peixe” siga na luz.✨
Associação dos Repórteres Fotográficos de São Paulo (Arfoc/SP)
Ser humano exemplar. Grande companheiro. Grande chefe da Fotografia do Diário Popular, onde trabalhou por mais de 40 anos.
Simão Zygband (jornalista)
O João Habenschuss era um dos editores de fotografia mais conhecidos na imprensa paulista porque um grande número de repórteres fotográficos despontou para o jornalismo brasileiro por suas mãos.
Recordo-me de várias passagens com ele, não tanto como os amigos do antigo jornal Diário Popular, mas as conversas com ele e o carinho que recebia dos companheiros fotógrafos, fazia entender a grandiosidade de sua competência como editor e pessoa humana.
Ele sempre dava um jeito de colocar na equipe o jovem que chegava para ficar na sala a espera da oportunidade para fazer uma pauta, a famosa sala da “pescaria”, um lugar dentro do Diário Popular, onde ficavam os fotógrafos.
Eu trabalhava no antigo Noticias Populares e, certa vez, precisando de dinheiro, como sempre, eu me dirigi até ele e perguntei se eu poderia fazer um freela num final de semana, no Diário Popular.
E assim, durante um mês, alternei plantões, um no Noticias Populares e outro no Dipo. Não me esqueço de uma foto de um cartaz que decorava a sala da Fotografia, de uma antiga exposição, de autoria do Jão Habenschuss, uma criança morta, num caixão bem simples, sendo velada.
Uma foto muito expressiva, mostrando que aquele editor no passado já tinha tido uma história nas ruas de São Paulo, fotografando e portanto tinha autoridade para editar em qualquer jornal do mundo.
Sempre curioso, perguntei para um grande amigo dele, o Brigadeiro, o porque do apelido de
Peixe, e segundo fiquei sabendo, na antiga redação do Dipo, o Brigadeiro, por ter servido na Aeronáutica, recebeu o referido apelido e o João, por ter servido na Marinha, recebeu o apelido de Peixe.
Nunca tive oportunidade de perguntar ao próprio Peixe se era de fato essa a história, a única coisa que eu conclui no dia de hoje, com a passagem do nosso querido Peixe para o andar de cima, é de que Deus, ouvindo o conselho de fotógrafos que se encontram no céu, decidiu atender que precisava de um grande editor de fotografia para coordenar a equipe do céu, com Orlando Brito, Evandro Teixeira, Sebastião Salgado, Sérgio Amaral. Monalisa Lins, Ernesto Rodrigues, Dida Sampaio, Kadão, Lilo Clareto entre outros.
Deus literalmente desceu sua varinha de pesca e com carinho fisgou o nosso querido Peixe, para essa redação celeste.
Fica a ele a nossa gratidão.
José Luiz da Conceição (repórter fotográfico)
O Peixe foi o responsável pela fotografia durante o melhor periodo da história centenária do Dipo. Comandava uma equipe que mesclava jovens fotografos com alguns veteranos e, apesar das limitações da um jornal pequeno, fez um trabalho que marcou os anos 80.
José Augusto Camargo (ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo)
Muito triste. Mais um colega de profissão que vai embora. Meus sentimentos à família.
Gilberto Nascimento (jornalista)
Sentimentos, grande CHEFE!
Roberto Faustino (repórter fotográfico)
Um mestre
Selma Nunes (jornalista)
Conheci o Peixe em 1970, junto com o cinegrafista Galves e o repórter Lourival, ambos dos Diarios Associados enviados para fazer a cobertura do sequestro do Cônsul brasileiro em Uruguai Dias Gomide pelos tupamaros.
Fazia frilas no jornal O Globo em São Paulo e foi para o Dipo na década de 80. Lembro que estava conversando com Guto, presidente no Sindicato dos Jornalistas. O Peixe tinha ido lá para doar umas fotografias de sua autoria que achou importantes o Sindicato ter. Se estou aqui no Brasil devo ao Peixe que ele me acolheu em 1973, 3 meses antes dos militares tomarem o poder em Uruguai.
Rubens Ferrari – Tupa (jornalista)
Puxa, que tristeza, grande cara, lamento, era da minha época, quando a fotografia era artesanal. Meus sentimentos aos familiares e amigos.
José Bittar (repórter fotográfico)
Nossa! Que o Peixe siga seu caminho de Luz, gente boa demais. Que lástima.
Anderson França (jornalista)
Fizemos grandes reportagens juntos para os Diários Associados, Diário da Noite! Triste notícia a sua passagem. Pêsames para a família.
João Bussab (jornalista)
Trabalhei com o Peixe. Grande repórter fotógrafico. Grande companheiro. Que viaje em paz.
Elvídio Matos (jornalista)











Respostas de 2
Eu fiquei por 3 anos no Dipo. Sempre converavamos. Deus conforte os familiares .
Grande Peixe, tive contato com ele em 1991 negociando imagens do carnaval paulistano e o privilégio de ter foto de minha autoria na capa do Dipo, graças ao seu olhar de editor.
Meus pêsames, ao familiares 🙏🏾
Valdemi Silva