Construir Resistência

Além Muros

Marisa

USP celebra 90 anos com show gratuito de Marisa Monte

Por Camila Bezerra – jornal GNN Cantora apresenta os maiores sucessos da carreira junto com a Orquestra Sinfônica da USP; organização pede doações de agasalhos e alimentos Marisa Monte é a atração principal da celebração de 90 anos da Universidade de São Paulo (USP), realizada no próximo dia 22, na Praça do Relógio, a partir das 15h, no campus da universidade. A cantora apresentará os maiores sucessos da carreira junto com a Orquestra Sinfônica da USP. Serão 60 músicos no palco, regidos pelo maestro André Bachur. “Marisa Monte é uma artista multifacetada, além de uma cantora muito celebrada e uma intelectual. Ela compõe, faz poesia e isso permitiu que a Universidade lhe desse seu título mais prestigioso. Marisa também é uma benemérita da Universidade, pois participa do USP Diversa, que é um programa de apoio aos alunos. Então, é uma alegria e uma honra para a USP tê-la neste evento dos 90 anos”, destaca a vice-reitora da Universidade e coordenadora da Comissão Executiva das comemorações dos 90 anos da USP, Maria Arminda do Nascimento Arruda. No repertório estão previstas as canções Vilarejo; Ainda bem; Beija eu; Magamalabares; Infinito particular; Gentileza; Amor I love you; Carnavália; Maria de verdade; A sua; e Feliz, alegre e forte. Marisa deve apresentar ainda sua versão de Carinhoso, de Pixinguinha e Braguina, e Danzón No. 2, do mexicano Arturo Márquez. A entrada é gratuita, mas a organização pede doações de alimentos não perecíveis e agasalhos, que serão doados para a Central Única das Favelas (Cufa) e para o programa USP Diversa.   Você ainda não contribuiu com o Construir Resistência? Agora é a hora! Leia, apoie, critique, contribua com o Construir Resistência. Pix para o editor Simão Zygband 11 911902628 (Copie e cole este número) ☝️

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Mercedes Sosa

Homenagem à Mercedes Sosa no Museu Ema Klabin

Por Luiz Orsolon – Portal Radar A Casa Museu Ema Klabin, em parceria com o Instituto da Música Judaica -IMJ Brasil, recebe no dia 16 de junho (domingo), às 11h, o espetáculo La Negra em homenagem a uma das principais vozes da América Latina, Mercedes Sosa. Mercedes Sosa (9/07/1935– 4/09/2009) popularizou ritmos latinos e foi considerada a maior intérprete do folclore argentino. Apelidada de La Negra devido à sua ascendência ameríndia, a cantora foi uma das expoentes da Nueva Canción Latinoamericana, um movimento que pretendia divulgar as raízes da música folclórica e denunciar a desigualdade social da América Latina. A cantora lançou mais de 30 discos, recebeu diversas premiações e interpretou canções de nomes como Violeta Parra, Charly Garcia, Milton Nascimento, entre outros. Anúncio Com uma carreira que uniu música e ativismo político, Mercedes Sosa também ficou conhecida como a “voz dos sem voz”. Em um trabalho intimista, a cantora e compositora Nicole Borger dará voz às principais canções interpretadas por Mercedes Sosa. Ela será acompanhada pelo violonista Alê Cueva, que atua em diversos grupos musicais e com grandes nomes da música, como João Gilberto (Festival Brazil-Brasil/Londres em 2020). Repertório ● Cantor de ofício, Dante Ramon Ledesma ● El cantar tiene sentido, Isabel Parra ● Canción con todos, César Isella e Armando Tejada Gómez ● Juana Azurduy, Ariel Ramírez e Félix Luna ● Antiguo dueño de las flechas, Ariel Ramírez e Félix Luna ● Como pájaros en el aire, Peteco Carabajal ● Alfonsina y el mar, Ariel Ramirez e Félix Luna ● Te recuerdo Amanda, Victor Jara ● Como la cigarra, María Elena Walsh ● Sólo le pido a Dios, León Gieco ● Todo Cambia, Julio Numhauser ● Volver a los 17, Violeta Parra ● Gracias a la vida, Violeta Parra   Serviço Data: domingo, 16 junho de 2024 Horário: 11h Entrada: Gratuita – 100 vagas por ordem de chegada Endereço: Rua Portugal, 43, Jardim Europa, São Paulo    

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Raí vai conduzir a tocha olímpica nos jogos da França

Da Redação  Raí, ex-jogador e ídolo do São Paulo, terá a honra de conduzir a tocha olímpica dos Jogos de Paris no dia 23 de julho, em Versalhes, apenas três dias antes da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos. O anúncio foi feito por ele nesta quarta-feira, 12, em suas redes sociais, onde compartilhou sua conexão especial com a França e a cidade anfitriã do evento. “Vou carregar a tocha olímpica PARIS24! Minha caminhada na França já é longa, mas está prestes a ganhar outros 200 metros pra lá de especiais. Recebo este convite para carregar a tocha como um reconhecimento desta linda história de amor, aprendizados, conquistas e realizações, ainda longe de acabar”, anunciou Raí. Campeão do mundo pelo time paulista em 1992 e com a Seleção Brasileira em 1994, Raí estabeleceu laços profundos com o povo parisiense durante suas cinco temporadas atuando pelo Paris Saint-Germain. Durante sua passagem pelo clube francês, disputou 215 jogos e marcou 72 gols. Em 2020, em uma votação oficial do PSG, foi eleito o maior jogador da história da equipe.  

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Ainda sobre o filme “Crônicas do Irã”

Por Hermógenes Saviane Filho O filme iraniano “Crônicas do Irã”, de 2023, é um misto de Kafka e Camus. Ao longo de seus 77 minutos, vamos assistindo situações que ocorrem em todos os lugares do mundo e, com certeza, eu, você, nós já passamos por, pelo menos, uma. Os diretores Ali Asgari e Alirza Khatami nos apresentam esquetes em que as experiências são tão desnecessariamente complicadas e frustrantes, como no mundo kafkiano, quanto a revolta camusiana pelo absurdo a que cada cena nos apresenta. E não são apenas os burocratas do serviço público, como Kafka escrevia em sua obra, que se arvora no direito de determinar que o nome do filho de alguém não pode ser o que os pais desejam ou da mulher que não pode ficar com o rosto descoberto em seu carro; mas, também, na esfera privada em que a moça é assediada na entrevista ou a de um senhor que é humilhado noutra. E não tomem como se aquilo fosse algo de um lugar em que não há liberdade, que há um sectarismo religioso…e que no Ocidente é diferente. Não, isto ocorre em todo o tempo e lugar. Não a toa, a cena final é simbólica visual e sonora. Um filme imprescindível para refletir o mundo que criamos a não ser que se deseje continuar vivendo em Nárnia.   Hermógenes Saviane Filho é professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul  

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Bolsonarista, banda Ultraje a Rigor é chamada de fascista por radialista

Da Redação com informações do Metrópoles   Kiss FM de São Paulo cancela participação de banda bolsonarista Uma confusão envolvendo a banda de rock Ultraje a Rigor e um radialista de São Paulo foi parar entre os assuntos mais comentados das redes sociais na manhã deste domingo (9/6). A treta começou após Marco Antonio, da Kiss FM, chamar a banda liderada por Roger Moreira de “fascista”. O Ultraje a Rigor estava escalado para tocar no aniversário da rádio. Porém, o show foi cancelado. Pelas redes sociais, Marco Antonio comemorou a decisão. “Graças a Deus a Kiss repensou e decidiu cancelar o show de aniversário da rádio com a merda ultrajante do Ultraje a Rigor. Uma rádio tão importante como a nossa, merece uma festa de respeito e não um grupo de fascistas falidos”, escreveu o radialista. Lógico que a postagem causou o maior rebuliço. Marco Antonio também usou a rede social para se pronunciar sobre o ocorrido: “Amigos, gostaria de esclarecer que, num momento de empolgação pessoal, cometi um erro ao fazer uma crítica a uma determinada banda e senti que, sem a menor intenção, prejudiquei a emissora que trabalho”. Roger é um fascista Roger é figurinha carimbada como defensor de extremistas de direita, como o ex-governador de São Paulo, Paulo Maluf e mais recentemente do fascista Jair Bolsonaro. O vocalista de direita, por ocasião das manifestações dos golpistas que foram às ruas com a camiseta da seleção brasileira, ficou “indignado” com uma reportagem da Rede Globo que disse os protestos tinham intenções golpistas e eram “uma afronta à constituição e à democracia”. “Golpe é seu c*, Rede Globo, lacaios do PT e do crime. Estamos reagindo ao que sofremos à luz do dia!”, escreveu Roger, sem esconder o seu traço fascistóide. **************************************** O CONSTRUIR RESISTÊNCIA DEPENDE DO SEU APOIO PIX para o editor Simão Félix Zygband 11 911902628 (copie e cole este número)  

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Como se venceu a luta pelo Parque do Bixiga contra a especulação imobiliária

POR ADRIANO DIOGO   O legendário ator, diretor e criador do Teatro Oficina, José Celso Martinez Corrêa, mais conhecido como Zé Celso, não está mais entre nós para comemorar o mais novo presente à cidade de São Paulo. Mas sua luta durante décadas contra o magnata da mídia Silvio Santos foi crucial na construção dessa vitória.   Foto: Karime Xavier/Folhapress Esta história começou décadas atrás. Existiram várias escolas revolucionárias que vieram da arte. O Teatro Oficina, criado por José Celso Martinez Corrêa, o Zé Celso, era uma escola da revolução. Zé Celso trabalhava com Renato Borghi. No dia da leitura do Ato Institucional no 5, ele montava a peça “Galileu Galilei”, de Brecht, e teve a ideia de vestir os atores que faziam os cardeais que condenariam Galileu de batina verde com botões dourados. Com atitudes como essa, Zé Celso enfrentava a ditadura. O Teatro foi incendiado, ele teve de se exilar. Depois de ter voltado ao país, retomou o Oficina; Lina Bo Bardi e Edson Elito fizeram o belíssimo projeto do novo teatro, que saiu do papel e foi inaugurado em 1994. Contudo, sobrou aquele enorme terreno porque aquela quadra era do Silvio Santos. O Zé, além daquele teatro, sonhava que a comunidade tivesse um parque em volta. O Teatro Oficina recebeu tombamento pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) em 1983. Foi um ato do governo estadual. Em 1991, o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) realizou novo ato de tombamento. Em 2010, o Instituto do Patrimônio Histórico e Nacional (IPHAN), que é federal, tombou-o de novo, tal é a importância do Oficina para a cultura brasileira. As torres que o Grupo Silvio Santos queria edificar afetariam o imóvel tombado, ferindo a proteção do entorno. O conflito durou décadas. Em 2015, nos meus últimos dias de mandato de deputado estadual, fui chamado a uma audiência pública na Câmara dos Vereadores. Queriam ouvir meu posicionamento como geólogo, político e ambientalista em relação ao terreno contíguo ao Teatro Oficina, que pertencia ao Grupo. Nessa audiência, o professor Sadalla Domingos, da Poli-USP, falou que o terreno era non edificandi, porque passava o rio Bixiga por baixo, tributário (ou afluente) que segue para o Vale do Anhangabaú. As construções desejadas por Silvio Santos afetariam seriamente o meio ambiente da cidade. Além da minha admiração por Zé Celso, esse dado me instigou muito para começar a trabalhar, embora eu estivesse terminando meu mandato de deputado e não soubesse ainda ao certo como contribuir. Ao longo de dez anos acompanhei essa questão. Surgiu um importante projeto de paisagismo do Parque vindo do Oficina. Porém, no fim de 2019, o Conpresp chegou a aprovar o projeto das torres de Silvio Santos ao lado do Teatro Oficina, o que não era a melhor solução para a proteção do patrimônio histórico e cultural. Em 2020, a Câmara dos Vereadores aprovou um projeto de lei para a criação do Parque do Bixiga. O prefeito em exercício, Eduardo Tuma, vetou-o integralmente, afirmando que o assunto era da competência privativa do Executivo. Nessa época, o encaminhamento principal era o que havia sido dado por Eduardo Suplicy e Gilberto Natalini: o Grupo Silvio Santos deveria doar o terreno para a cidade de São Paulo como um gesto político. Mas seria realmente possível convencê-lo a fazer uma doação? Em agosto de 2017, aconteceu uma reunião sobre o assunto com o então prefeito João Doria. Nessa ocasião, Silvio Santos pessoalmente quis humilhar Zé Celso, chegando a dizer para que ele morresse. Isso foi o que mais me marcou e me encorajou a lutar contra a ideia do mecenato, ou de que o Grupo SS (como Zé Celso costumava se referir) poderia fazer uma doação. Adotei outra orientação, pois aquela via não parecia viável: a metodologia da advogada Célia Marcondes, que se uniu à luta. Ela, da Associação dos Proprietários, Protetores e Usuários de Imóveis Tombados, havia tido a ideia de usar recursos repatriados para o Fundo de Direitos Difusos para a desapropriação da área do Parque Augusta, e a levou para o Ministério Público Estadual (MPE). O Parque Augusta, depois de uma luta de anos, foi finalmente criado. Levamos essa tese para o MPE, para o promotor Silvio Marques, da Promotoria do Patrimônio Público e Social. Ele a encampou e conseguiu os recursos para a área. A verba para a compra do terreno do Grupo Silvio Santos veio de acordo com a Uninove, que aceitou pagar para a Prefeitura mais de um bilhão por causa das denúncias de propina no escândalo da máfia dos fiscais do ISS, que foi descoberta em 2013 pela administração do então prefeito Fernando Haddad (PT). O Grupo concordou com o negócio em 22 de maio de 2024, no valor de mais de R$ 64 milhões. Essa operação foi vitoriosa e foi um dos trabalhos mais importantes de que participei na vida. Já atuei muito no campo de parques e meio ambiente, especialmente quando fui Secretário do Verde e do Meio Ambiente na prefeitura de Marta Suplicy: instituímos o sistema dos Conselhos Gestores dos Parques, reformamos o Parque do Ibirapuera com parcerias com a iniciativa privada e criamos, entre outros, o Parque do Carmo. No entanto, a colaboração com a luta pelo Parque do Bixiga foi uma das ações de que mais me orgulho. Sofremos críticas como se estivéssemos disputando com os arquitetos o paisagismo do futuro parque, o que não aconteceu. Agora, com a área adquirida, a prefeitura pode fazer um concurso para a escolha do projeto paisagístico. Infelizmente, Zé Celso não está mais aqui para ver esta vitória da cultura e da cidade. Todos nós agradecemos a ele pelas décadas de luta pela democracia, pela cultura brasileira, mas também pelo enfrentamento de décadas com o grupo empresarial, que levou à futura criação de mais um parque para os paulistanos e à defesa do meio ambiente desta capital.   ADRIANO DIOGO é geólogo formado pela USP, lutou contra a ditadura militar, foi vereador na capital paulista por quatro

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Adeus Café Girondino. Um pedaço da história paulistana se despede

Por Sérgio Barroso O aroma de café fresco e o som de conversas animadas, que por décadas ecoaram no Café Girondino, silenciaram-se na última segunda-feira (03). A tradicional casa, localizada no coração da cidade, na Rua Boa Vista, fechou suas portas, deixando um vazio na memória afetiva de paulistanos e visitantes. Com decoração que evocava a Belle Époque paulistana, o Girondino era um portal para o passado. Mobília de época, lustres de cristal e paredes adornadas com fotografias antigas transportavam os frequentadores para um tempo em que o centro da cidade pulsava com a energia dos cafés. O estabelecimento, fundado no final da década de 1990, resgatava a tradição dos antigos cafés paulistanos, como o que ocupava a rua 15 de Novembro, em 1875. Instalado em uma mansão do século passado, o Girondino se tornou um dos mais charmosos restaurantes do centro antigo, unindo gastronomia de qualidade a um ambiente cultural único. A vista privilegiada para o Mosteiro de São Bento, cartão postal da cidade, completava o cenário, tornando cada visita ao Girondino uma experiência singular. O local atraía artistas, intelectuais, políticos e, claro, um público fiel que buscava um refúgio da correria da vida moderna. Entre as personalidades que passaram pelo Girondino, destaca-se a presença do Senhor Barriga, personagem do seriado Chaves, interpretado por Édgar Vivar, durante sua visita ao Brasil. O ator, conhecido por seu humor e carisma, apreciou a atmosfera do local, imerso em um ambiente que remetia ao passado. A tristeza pela despedida do Girondino é compartilhada por muitos. Rafael Nunes, ex-funcionário da casa, expressa o sentimento: “É com muita tristeza que vejo esta casa fechando as portas, um lugar onde tive o privilégio de trabalhar e conhecer pessoas maravilhosas, e onde aprendi muito profissionalmente”. A despedida do Café Girondino representa a perda de um pedaço da história de São Paulo, um lugar que carregava em si a memória afetiva de gerações. Sua ausência será sentida por todos que apreciavam a atmosfera única do local, um refúgio de cultura e tradição no coração da cidade.

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Ney Matogrosso conta como se sentiu no set de “Homem com H”, filme sobre sua vida

Do O Globo Cantor de 82 anos diz que “perdeu o controle” da emoção nas filmagens e fala sobre vida sexual ativa e do trauma de mentiras Ney Matogrosso esteve três vezes no set de filmagem de “Homem com H”, cinebiografia sobre sua vida, que acabou de ser rodada no Rio de Janeiro, sob direção de Esmir Filho. O cantor de 82 anos contou ao GLOBO suas impressões sobre o que viu: “Foi muito interessante ver as pessoas reproduzindo a minha vida, embora eu ache que não dá para contar a vida de alguém exatamente como foi em uma hora e meia. São aspectos da minha, um ponto de vista.” observa “Claro que estranho, porque há liberdades. E eu aceito as liberdades das pessoas. O que eu precisei fazer para ajudar, eu fiz”. O artista teve alguns encontros com o ator Jesuíta Barbosa, que o interpreta na tela. – Ele veio à minha casa a gente ficou conversando fiado, largado aqui no chão. Eu percebi que ele estava me estudando, olhava o jeito como eu sentava, falava, andava. Isso não me incomodou. Poderia ter me incomodado, mas não. Ele também foi ver um show meu em Fortaleza, e me falaram: ‘Ele está te observando”. Estava mesmo. É isso que um ator faz. Ney destacou a escolha dos atores que fazem os papéis de Cazuza (Jullio Reis) um de seus grandes amores, e de Marco de Maria (Bruno Montaleone), seu último companheiro e o único com quem conviveu na mesma casa por 13 anos. Marco morreu de Aids nos braços de Ney. “O Jesuíta parece comigo, o Cazuza parece o Cazuza, o Marco é igual ao Marcos e meu pai também é muito parecido” diz ele. Conhecido por ser uma pessoa que não se emociona facilmente (“quase nunca choro”, conta) – talvez fruto da educação dura de seu pai, o sargento da aeronáutica Antonio Matogrosso – Ney revela que não conseguiu se conter em uma determinada cena a que assistiu: – Era eu chegando na minha casa com o Marco, que já estava doente. Eu dizia a ele que não entendia porquê meu exame de DNA tinha dado negativo. Então, ele me perguntava se eu ia ficar com ele mesmo “magro, feio, com cabelo caindo, manchas pelo corpo, feio, magro”. Eu respondia: “Claro”. Os atores foram tão convincentes que tive uma coisa assim… Eu perdi o controle. Não é que comecei a chorar, as lágrimas pulavam do meu olho e eu não tinha controle sobre aquilo. Fiquei com muita vergonha. Vergonha, no entanto, pode parecer uma palavra distante no vocabulário de Ney se a gente pensar na franqueza dele em falar sobre qualquer assunto. Não há tema proibido com o cantor, que não se furta a comentar absolutamente nada da sua biografia. Desde que, ele alerta, seja verdade. Ney carrega trauma de mentiras contadas sobre a própria vida. “Foram muitas. Algumas inacreditáveis. Já disseram que minha voz era fina porque tinha sido castrado em um acidente.” Ele também lembrou as loucuras do início de carreira, nos anos 1970: “Eu vivia na esbórnia, na mão de quem chegasse primeiro, homem, mulher… Adorava aquilo.” Naquela época, também começou a desenvolver uma relação quase sexual com a plateia – que, aliás, mantém até hoje. “Eu olhava aquela gente do palco e tinha vontade de transar com todo mundo.” Uma libido que continua tinindo até hoje, aos 82. “Tenho vida sexual ativa e fico feliz de, quando estou no palco, fazer as pessoas de mais idade reconhecerem que a sexualidade ainda faz parte da vida delas. Esse é o normal. É que as pessoas botaram na cabeça que, com essa idade, não pode. Pode, sim! – afirma aquele, que em 2021, teve um nude vazado por acidente. – Era para um lugar e foi para outro. Simples assim.

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O Lágrimas no Mar de Arnaldo Antunes e Vitor Araújo

Da Redação com Arnaldo Antunes  “Um disco que tem uma vontade engasgada de chorar”. Essa é apenas uma das maneiras como Arnaldo Antunes define Lágrimas no Mar, sua parceria com Vitor Araújo. A recomendação é celebrar esse álbum e a união entre esses dois artistas saboreando cada intervenção sonora de Vitor e cada sílaba de Arnaldo. Lágrimas no Mar foi registrado no estúdio Canto da Coruja, localizado em um sítio em Piracaia, interior de São Paulo, mesmo local onde Arnaldo Antunes gravou seus dois álbuns anteriores. Durante as gravações, banhos de lago e cachoeira, trilhas pela mata e uma busca pela natureza emocional das canções. Arnaldo, sempre ávido em conectar-se com artistas de diversos gêneros e gerações, enxergou em Vitor mais do que apenas um parceiro musical, mas alguém para dividir seu universo particular e suas angústias. Vitor foi o responsável por todos os arranjos do álbum, que segue a máxima de Arnaldo de que “a originalidade vem de não redundar nas fórmulas estabelecidas”. Das nove canções do LP, quatro são inéditas: “Enquanto passa outro verão”, “Umbigo”, “A não ser” e a balada título, “Lágrimas no mar”. O primeiro single extraído do disco foi “Fim de festa”, de Itamar Assumpção, originalmente gravada por ele e Naná Vasconcelos. Lágrimas no Mar contém ainda releituras para “Como 2 e 2”, de Caetano Veloso, “Manhãs de love” (uma parceria de Arnaldo Antunes com Erasmo Carlos) e ainda duas regravações do repertório do próprio cantor: “Fora de si”, do disco Ninguém (1995) e “Longe”, do álbum Iê Iê Iê (2009). Esta reedição Rocinante/Três Selos é em vinil preto 180g e inclui capa dupla, pôster, envelope com letras e texto do jornalista e escritor Bento Araujo, autor da série de livros Lindo Sonho Delirante. Veja o vídeo no link abaixo:

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A vitória do sanduíche que engorda

Por Jorge Antonio Barros, com “The New York Times”   Dirigido por Morgan Spurlock e estrelado por ele, o documentário “Super Size me”, que relata a experiência do diretor que engordou e adquiriu várias doenças depois de se alimentar apenas de sanduíches do MacDonald’s, teve um sucesso estrondoso, arrecadando mais de US$ 22 milhões com um orçamento de US$ 65 mil. Seguindo Spurlock enquanto ele não comia nada além de McDonald’s por 30 dias – e os efeitos nocivos que essa dieta teve sobre sua saúde -, o filme se tornou o ponto alto de uma onda de sentimentos contra o fast food. O McDonald’s, especificamente, tornou-se um símbolo da hegemonia brilhante do capitalismo americano, tanto no país quanto no exterior. “McJobs” tornou-se um termo para cargos mal remunerados e sem saída, e “McMansions” para casas extravagantes e grandes. Em 1992, o teórico político Benjamin Barber usou o termo “McWorld” como abreviação do domínio neoliberal emergente; sete anos depois, os manifestantes contra a Organização Mundial do Comércio pareciam concordar, lançando uma caixa de jornal pela janela do McDonald’s durante as marchas da “Batalha de Seattle”. Dois anos depois, foi publicado o livro “Fast Food Nation”, de Eric Schlosser. Uma ampla acusação de todo o setor de fast food, o best-seller acusou o setor de ser ruim para o meio ambiente, repleto de problemas trabalhistas, culturalmente achatador e culinariamente engordativo. Mas, duas décadas depois, não apenas o McDonald’s está maior do que nunca, com quase 42 mil estabelecimentos em todo o mundo, mas o fast food em geral cresceu. Atualmente, existem cerca de 40 redes com mais de 500 estabelecimentos nos Estados Unidos. O fast food é o segundo maior setor de emprego privado do país, depois dos hospitais, e 36% dos americanos – cerca de 84 milhões de pessoas – comem fast food em um determinado dia. Os três principais atrativos do fast food permanecem intactos: o preço baixo, a rapidez da entrega e as pessoas gostam de seu sabor. É impossível negar, por exemplo, que você recorra a uma lanchonete do McDonald’s num lugar como os Estados Unidos, onde a comida em geral é muito cara e mal temperada para quem tem papilas gustativas educadas no hemisfério sul. Ainda me lembro da primeira loja do Brasil, inaugurada em 1979, na Rua Hilário de Gouvêa, em Copacabana, o mesmo bairro onde nasceu o Bob’s, na Domingos Ferreira, em 1952. Foi fundado pelo americano Robert Falkenburg, marido da atriz Sylvia Bandeira. Mas essa é uma outra história. Jorge Antonio Barros é jornalista profissional desde 1981. Atualmente é editor-chefe do Quarentena News e consultor de marketing jurídico.  

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