Construir Resistência

22 de maio de 2024

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“Faz exame de DNA para saber quem deu calote”, diz Haddad a deputado bolsonarista

Do Estado de Minas O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, protagonizou um bate-boca com o deputado bolsonarista Filipe Barros (PL-RS) durante uma audiência na Câmara    Crédito: EVARISTO SA / AFP   O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, protagonizou um bate-boca com o deputado bolsonarista Filipe Barros (PL-RS) durante uma audiência na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (22/5). A briga começou após o parlamentar acusar o governo federal – liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – de maquiar os dados relacionados às contas públicas após o ministro afirmar que “não vale a pena trabalhar com fake news”. De acordo com Haddad, Felipe estaria colocando na conta do governo o pagamento de precatórios herdados da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Só tiveram dois presidentes que deram calote: Collor e Bolsonaro. Aí vem o presidente e paga o calote, ‘Ah, olha o déficit que o presidente Lula fez’. Esse déficit, deputado, não é nosso. O filho é teu, tem que assumir a paternidade, faz o exame de DNA que vai saber quem deu calote. Eu não quero polarizar com o senhor, não vim para cá para isso, vim para restabelecer a verdade”, disse Haddad. Em resposta, o bolsonarista disse que o Brasil vive uma “pandemia econômica” e que os números atuais do ministério da Fazenda são “piores” que os registrados na crise sanitária da Covid-19. “Ministério Paulo Guedes, não, desculpa, Fernando Haddad. Se fosse Guedes. Estávamos melhor”, provocou o deputado bolsonarista.

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Dirceu E Moro

O incrível país que absolve José Dirceu e Sergio Moro no mesmo dia

Por Simão Zygband   As coincidências  fazem que duas personagens antagônicas da vida política brasileira sejam absolvidas em tribunais superiores diferentes no mesmo dia.  Nesta terça-feira (21), a segunda turma do Supremo Tribunal de Federal (STF) extinguiu a condenação por corrupção passiva, no âmbito da Operação Lava Jato, do ex-deputado federal José Dirceu (PT). Quase que simultaneamente,  o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) absolveu o ex-juiz e senador Sergio Moro (União Brasil-PR) da acusação de favorecimento financeiro no processo de sua eleição. Dirceu foi um dos vários perseguidos por Moro, inclusive o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No julgamento, que começou em março de 2023, o relator Luiz Edson Fachin votou pela manutenção da condenação de José Dirceu. Já o ex-ministro do STF, Ricardo Lewandovski, que atualmente chefia a pasta de Justiça e Segurança Pública, votou pela prescrição da pena, já que a aceitação da denúncia teria ocorrido fora da data da aceitação. Na tarde desta terça-feira, o ministro Kassio Nunes Marques, indicado por Jair Bolsonaro e Gilmar Mendes, que dispensa apresentações, acompanharam Lewandovski e garantiram a maioria de três votos pela extinção da pena. Dirceu foi condenado a 8 anos, 10 meses e 28 dias pela 13ª Vara Federal de Curitiba, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já havia absolvido o petista pelo crime de lavagem de dinheiro. Em uma decisão unânime, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) absolveu Sergio Moro (União Brasil-PR) da ação apresentada pelo PT e do PL, que pediram a cassação do mandato de senador, O placar foi de 7 votos a 0. Com a decisão, Moro escapa da cassação e mantém seu mandato no Senado Federal. Ele foi eleito no pleito de 2022, pelo estado do Paraná, com 1,9 milhão de votos, e tem mandato até 2030. José Dirceu, o todo poderoso ex-ministro da Casa Civil no primeiro mandato de Lula, era apontado como o virtual sucessor do presidente. Era o seu homem forte, uma liderança que ajudou a elaborar a estratégia que levou o ex-sindicalista do ABC ao posto mais alto da República. Era quem operava a política, que ajudou a costurar alianças que garantissem a governabilidade. Apesar do passado combativo, foi Dirceu que ajudou a ditar o tom mais moderado do governo, concordando em realizar alianças mais à direita como com o ex-presidente do PTB, Roberto Jeferson. Foi exatamente o seu equívoco. Confiou em um escroque como Jeferson, que no atual cenário, encontra-se encarcerado não por ser um tresloucado extremista de direita, mas por ter disparado contra policiais federais por ocasião de sua prisão. Evidente que Dirceu cumpriu um indesejado e injusto período de prisão, no presídio da Papuda, em Brasília, hoje habitado por golpistas bolsonaristas. Já o marreco de Maringá se livra do processo que poderia cassar o seu mandato, mas nem de longe limpa a sua reputação de juiz imparcial, que promoveu uma caça contra a principal liderança de esquerda da América Latinas, Luiz Inácio Lula da Silva, a quem perseguiu e manteve ilegalmente na prisão em Curitiba, por longos 580 dias, e contra quem forjou provas. Deveria sim estar preso por ter protagonizado tão escandalosa perseguição.   O CONSTRUIR RESISTÊNCIA DEPENDE DO SEU APOIO  PIX para o editor Simão Félix Zygband 11 911902628 (copie e cole este número no pix)   Simão Zygband é jornalista, editor do site Construir Resistência, com passagens por jornais, TVs e assessorias de imprensa públicas e privadas.        

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