Por Paulinho Cavalcanti
O Evangelho, segundo os evangélicos
A política, que era coisa do diabo para os evangélicos no século passado, hoje é o principal palco para candidatos da Bancada da Bíblia. Ser pastor, em especial os da linha neopentecostal, virou um grande negócio.
A Frente Parlamentar Evangélica hoje no Congresso, reúne 219 deputados (42,69%) daquela casa, e 26 senadores (32,10%) e tem papel relevante na discussão das matérias em votação pelo Congresso. Observem o poder de fogo que tem a igreja hoje, nas decisões nacionais.
Só para efeito de comparação, Lula tem hoje na Câmara, uma base aliada fiel, de 130 deputados, (25,34%), pouco mais da metade da bancada evangélica, e no Senado apenas 9 senadores, (11,11%) naquela casa. No Senado, a bancada evangélica é quase 3 vezes maior que a base aliada de Lula.
O IBGE apontou em sua pesquisa sobre religiões que, num universo de 218 milhões de brasileiros:
– Católicos (56,7%) = 123 milhões;
– Evangélicos (26,9%) = 58 milhões;
– Sem religião (9,3%) = 20 milhões;
– Outras (4,2%) = 9 milhões;
– Espíritas (1,8%) = 4 milhões;
– Umbanda e Candomblé (1,0%) – 2 milhões.
Hoje, os evangélicos mandam em quase 50% do Congresso Nacional. Num futuro não muito distante, dado ao fundamentalismo que praticam, veremos a instalação de um Estado Teocrático, com fortes traços à automutilação do estilo explodirem cinturões de bombas em praças públicas. Quem viver, verá.
Oremos

Paulinho Cavalcanti é autointitulado especialista em nada.









