Da Redação do Construir Resistência
“Nós não temos uma relação de contrariedade com o Estado de Israel. Nós temos contrariedade contra quem está no governo, governando o Estado de Israel hoje”
A ministra-chefe da Secretaria das Relações Institucionais da presidência da República, Gleisi Hoffmann, disse, durante entrevista coletiva organizada pelo Centro de Estudo da Mídia Alternativa Barão de Itararé, que o governo brasileiro não estuda o o rompimento de relações com o estado de Israel.
Isso, apesar haver abaixo-assinado neste sentido, realizado por várias entidades da sociedade civil.
“Eu sei que existe um abaixo-assinado que nos foi enviado, mas nós não temos uma relação de contrariedade ao Estado de Israel. Nós temos uma contrariedade contra quem está governando o Estado de Israel hoje”
Sobre a questão do rompimento das relações de estado, Gleisi disse que ainda não existe esta discussão no governo sobre o tema.
“Eu mesma tenho muitas dúvidas sobre isso. A gente deve pensar muito bem. Pois várias situações de rompimento em relação a outros estados já colocaram muitos povos em situação muito difíceis, de embargo, como fizeram em relação a Cuba e outros. Não há uma posição definida sobre isso, mas eu acho que é uma discussão que se deve fazer de maneira muito cuidadosa”, declarou a ministra.
Segundo Gleisi, a questão sobre o conflito em Gaza não deixa de preocupar o governo brasileiro:
“Nós não estamos tendo uma guerra. Nós estamos tendo um massacre. Uma população desarmada que está sendo massacrada por um exército fortemente armado. O presidente Lula tem toda a razão em dizer que é um genocídio. E ele sempre procurou delimitar que a posição dele é contrária ao governo de extrema-direita de Benjamin Netanyahu e não contra a comunidade judaica. Eu acho que isso tem que ficar claro. Agora, todo nosso repúdio a este governo de extrema-direita que está cometendo um genocídio na faixa de Gaza'”
Gleisi disse ainda que é necessário que a comunidade internacional se posicione. “Aliás, aconteceu isso e apenas os EUA votaram contra uma nota que era exatamente sobre o cessar-fogo em Gaza. Então, é muito preocupante quando um país apenas consegue ir contra quinze países que haviam se pronunciado na ONU pelo cessar-fogo.
A imagem.de abertura foi capturada durante a entrevista realizada pelo jornalista Carlos Tibúrcio, com produção de Aparecido Lima (Cidoli) e Felipe Bianchi, todos do Barão de Itararé
Veja no vídeo abaixo a íntegra da entrevista da ministra Gleisi Hoffmann realizada com vários veículos da mídia alternativa sobre vários temas.










Uma resposta
Pelo menos o governo brasileiro poderia suspender o comércio de petróleo e armamentos com o governo de Israel.