Os traidores da pátria

Por Júlio Benchimol Pinto 

Enquanto o governo brasileiro finalmente sai do modo zen-budista e decide usar os instrumentos legais que tem à mão – como o decreto que regulamenta a Lei de Reciprocidade Econômica, assinado ontem por Lula – a oposição bolsonarista resolveu abraçar, com gosto e sem disfarce, o papel de quinta-coluna.

Eduardo Bolsonaro, agora oficialmente um ex-deputado autoexilado, está nos Estados Unidos não para defender o Brasil, mas para tentar salvar o pai de um processo judicial legítimo – nem que, para isso, precise incendiar o comércio exterior brasileiro e pedir sanções contra o STF. Segundo ele, o tarifaço de 50% imposto por Trump sobre os produtos brasileiros é obra sua e de Paulo Figueiredo – que além de foragido, agora atua como “chanceler pirata”.

O mais absurdo? Eles não escondem. Reivindicam o dano. Se orgulham do estrago. Como se prejudicar o país fosse uma gesta libertadora, e não exatamente o que é: sabotagem.

Tarcísio, por sua vez, tenta equilibrar-se sobre o arame da ambiguidade: posa de diplomata ao se reunir com o encarregado de negócios da embaixada americana, mas não deixa de acenar para o clã Bolsonaro. Em público, culpa Lula pelas tarifas americanas. Nos bastidores, busca protagonismo. No fundo, sabe que está cercado por lunáticos com saudade do bunker.

O que está em jogo não é só comércio exterior. É soberania. É a linha que separa oposição legítima de sabotagem institucional. Um governo que regula retaliações com base em lei é um governo em defesa. Já um grupo que se gaba de conseguir sanções estrangeiras contra seu próprio país é um agrupamento de conspiradores, não de patriotas.

No fim, o que temos é isto: de um lado, um governo tentando responder com as armas da diplomacia e do direito. Do outro, um bando tentando resolver suas pendências criminais com chantagem internacional. Chame como quiser – mas não chame isso de oposição democrática. Chame pelo nome certo: traição organizada.

Julio Benchimol Pinto é PHD da Universidade Federal de Brasília  (UNB) com Pós-doutorado em Oxford e Duke

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