O último aviso antes da prisão preventiva

Por Júlio Benchimol Pinto 
Alexandre de Moraes fecha o cerco contra Jair Bolsonaro 

Na mais recente decisão do STF, Alexandre de Moraes foi direto: Bolsonaro está proibido de falar – até por terceiros. Nada de lives disfarçadas, entrevistas transmitidas por aliados ou vídeos republicados em perfis amigos. Quem tentar “driblar” a Justiça pode acabar driblando a liberdade.

A decisão é clara: estão proibidas “transmissões, retransmissões ou veiculação de áudios, vídeos ou transcrições de entrevistas em qualquer plataforma de redes sociais de terceiros”. E mais: a burla será considerada descumprimento direto da medida, com risco de prisão preventiva.

Bolsonaro, que já vive sob tornozeleira, agora também deve silenciar nos bastidores. Não pode mais aparecer nem como holograma.
Cancelou entrevistas, sumiu de lives, e deve estar descobrindo que o silêncio judicial dói mais que o silêncio do WhatsApp.

Do ponto de vista jurídico? A medida está fundada no princípio da efetividade cautelar: se a proibição de usar redes existe, deve impedir qualquer forma de comunicação que a contorne.

Do ponto de vista político? É o fim do Bolsonaro influencer – pelo menos até segunda ordem.

E se perguntar onde isso vai parar, a resposta parece vir do próprio Moraes: vai parar na prisão. Se insistir.

Golpe não se comenta. Se combate na Justiça.

Julio Benchimol Pinto é PHD da Universidade Federal de Brasília  (UNB) com Pós-doutorado em Oxford e Duke

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