O que Sydney Oliveira tem a aprender com outros corruptores

Por Moisés Mendes 

Sidney Oliveira, dono da rede de farmácias Ultrafarma, e Mario Otávio Gomes, diretor do grupo Fast Shop, presos hoje por sonegação e corrupção.

Deveriam se informar com outros grandes empresários processados por sonegação e contrabando que sempre escaparam do cerco do Ministério Público e do Judiciário.

Grandes sonegadores também foram cercados pela Polícia Federal e pelo MP e conseguiram escapar, alguns por prescrição dos crimes, porque só os crimes deles prescrevem.

Que os dois presos hoje se informem para saber como grandes sonegadores, alguns delinquentes contumazes e outros engajados ao ativismo político da extrema direita, escapam da Justiça no Brasil.

Mesmo condenados a cumprir prisão, não são presos e ainda não pagam o que devem. Que os novos presidiários não percam a esperança. Entrem no Google e pesquisem. Há casos exemplares de impunidade.

Está na capa da Fórum: Sidney Oliveira é patrocinador da bolsonarista RedeTV e apoiou Ricardo Nunes. Até pouco tempo isso dava imunidade, hoje talvez não mais.

Mas o dono da Ultrafarma sabe que remédio tomar nesses casos. Nem precisa de receita médica. É só aumentar a dose.

(Oliveira deixou furos que outros grandes sonegadores profissionais não deixam. Um auditor fiscal de São Paulo, do alto escalão da Secretaria da Fazenda, seria o chefe de um esquema de fraudes em créditos tributários que teria arrecadado em propinas cerca de R$ 1 bilhão desde 2021.

O auditor é Artur Gomes da Silva Neto e também foi preso na operação. Silva Neto trabalhava para Oliveira. Como a polícia e o MP chegaram ao caso? Porque, claro, outros auditores denunciaram. E porque 99,9% dos servidores públicos nunca irão agir em conluio com milionários sonegadores.)

Moisés MendesMoisés Mendes é jornalista, autor de “Todos querem ser Mujica” (Editora Diadorim). Foi editor especial e colunista de Zero hora, de Porto Alegre.

 

 

 

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Resposta de 0

  1. Então, tá no coração ❤️ e com a mão no bolso da gente. Isso porque o dinheiro dos impostos deve servir para a criação de políticas públicas, de serviços públicos, da assistência pública, da educação pública. Quantas vezes esses “líderes”, esses “inovadores”, esses “exemplares” administradores, esses “gênios” da gestão empresarial estiveram em programas de TV e capas de veículos de economia e negócios?

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