Gotham City nunca mais!

Simão Zygband

Escrevo às vésperas das eleições municipais, um dia antes da votação que vai determinar se a maior metrópole da América Latina vai permanecer com aspecto da Gotham City, do Coringa, ou se vai preferir a mudança.

Confesso que a primeira vez que vi Guilherme Boulos (50) em uma reunião no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo durante os protestos contra os 20 centavos de aumento nas tarifas dos transportes, em 2013, não fui com a cara dele.

O que estaria fazendo aquele “burguesinho” metido a pobre, representando o movimento dos fudidos sem moradia?

De cara já me bateu um ranço. Quem é este sujeito para falar em nome dos fudidos?

Respeito

Nesta campanha, mais do que em outro momento, Guilherme Boulos (50) conquistou totalmente o meu respeito.

Postura firme, decidida, inteligente. Bem diferente do seu adversário.

É o único que pode fazer com que São Paulo deixe de ser a Gotham City em que se transformou, uma cidade devastada pelo capitalismo selvagem, onde pupulam os espertalhões e aproveitadores.

Como Lula, Boulos tem a missão de ser o nosso redentor.

Coringa

Gotham City, do enlouquecido Coringa, é às vezes como vejo a minha cidade querida, a de nascença, transformada em pesadelo, onde prevalece o salve-se que puder.

Herança do muy amigo Ricardo Nunes e o seu apoiador, Jair Bolsonaro, com ajuda do truculento Tarcísio de Freitas.

O “burguesinho” do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) se transformou naquele que pode nos salvar da Gotham City construída pelo bolsonarismo.

Boulos teve conduta exemplar nesta campanha.

A única exceção é que, se eu fosse ele, teria migrado para o PT, o que possibilitaria ter como vice a deputada Tabata Amaral, refazendo a frente ampla montada com maestria pelo presidente Lula.

No mais, considerei corretas todas as estratégias de campanha. Boulos se saiu bem em absolutamente todos os debates que participou, inclusive o último e fundamental da Rede Globo.

Concordei com ele e com sua coordenação de campanha quando decidiu participar de sabatina com Pablo Marçal, que atingiu quase meio milhão de pessoas e se transformou na grande novidade das eleições.

Foi tripudiado por isso. Mas mídia nunca se despreza, ainda mais jogando na casa do inimigo. Pode ter virado a eleição ali.

Foi extremamente instigante ver cara a cara duas pessoas tão diferentes como Guilherme Boulos e Pablo Marçal. Frente a frente.

Conversa franca, sem rodeios, os dois delimitando espaços. Boulos foi mais cuidadoso, óbvio,  pois só ele tinha a perder.

Marçal foi contundente nas perguntas que fez. Assim também se diferenciou do cérebro de ameba, o capo Jair Bolsonaro, que trava uma luta ferrenha pela sobrevivência no seu campo político.

O candidato do presidente Lula se saiu muito bem, mesmo sendo questionado sem dó pelo inusitado apresentador.

500 mil visualizações

As perguntas eram na pinta, provocativas, despertando a curiosidade dos telespectadores. Teve quase 500 mil visualizações, meio milhão de pessoas, uma potência na boca da urna.

À noite, no debate da Globo, mais uma postura exemplar.

Pode não ser suficiente para virar? Pode. Mas Boulos travou o bom combate.

Mostrou que a São Paulo de Ricardo Nunes, Tarcísio de Freitas e Jair Bolsonaro estava largada, abandonada, suja, escura, insegura, não se encontrando em pior situação graças à dois anos de curativos do governo federal de Lula.

Imagine se ainda estivéssemos sob os auspícios do miliciano?

Livramento

Foi disso que nos livramos nas eleições de 2022. É disso que precisamos nos livrar amanhã (domingo) na nossa cidade.

É isso que Boulos (50) representa.

A chance de não permitir que São Paulo continue marchando assustadoramente para se transformar na Gotham City da extrema direita.

Simão Zygband é jornalista, editor do site Construir Resistência e produtor de campanhas eleitorais, algumas vitoriosas

 

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