Por Simão Zygband
Hoje pela manhã, escrevi uma matéria dizendo que este domingo seria o Dia D do governo do presidente Lula (https://construirresistencia.com.br/o-dia-d-para-o-governo-lula)
Não estava fazendo nenhum exercício de quiromancia. Apenas baseie-me em fatos que vinham ocorrendo para saber que hoje não seria um dia tranquilo para o governo do presidente Lula.
O Construir Resistência tem recebido denúncias diárias de vídeos onde os fascistas não apenas apontavam que iriam fazer terrorismo hoje em Brasília como até ameaçavam de morte o presidente Lula.
Isso tem ocorrido desde o dia 30 de outubro, quando os perdedores decidiram se reunir em frente aos quarteis, certamente financiados por ordinários que se escondem por detrás deles, que por si só já é uma excrescência, pois desafiam os resultados das eleições e atentam contra a Democracia.
Mas desde ontem, vários fatos me chamaram a atenção: os fascistas decidiram bloquear a entrada da refinaria Revap, no Vale do Paraíba, no interior de São Paulo, ameaçando a entrada e saída dos caminhões-tanque utilizados para o abastecimentos dos postos o que, convenhamos, não é atitude de manifestantes. Também recebi relato de um repórter fotográfico que teve seu trabalho cerceado por um elemento, que se deu ao trabalho de intimidá-lo e filmá-lo.
São condutas não condizentes com “patriotários”, mas sim de elementos treinados para intimidar jornalistas, ou qualquer outro tipo de cidadão que eles julgarem inconvenientes, executando vigilância dos ditos acampamentos. São agentes do caos, terroristas.
Não gostaria de apontar culpados pelos graves episódios ocorridos com a invasão e depredação de prédios dos Três Poderes, em Brasília. Isso em nada vai contribuir para que o presidente Lula recoloque o Brasil nos eixos. Merece nosso total apoio e voto de confiança.
Mas, ao decretar a Intervenção Federal em Brasília, Lula deixa de ser o tradicional Lulinha Paz e Amor, que o levou a se eleger por três vezes presidente da República, para ser um outro homem, agora com sangue nos olhos, se é que os 580 dias de prisão já não lhes tenham fornecido motivos para isso.
Na entrevista coletiva concedida na cidade de Araraquara, também no interior de São Paulo, onde foi se solidarizar e prometer recursos para as vítimas das enchentes, Lula já demonstrava ser um outro governante. Parecia que desta vez os fascistas conseguiram lhe tirar do sério, o que convenhamos, não é tarefa fácil para um político tarimbado como ele.
Os terroristas bolsonarista esqueceram que estavam lidando com um cabra nordestino, filho de retirantes, que passou todo o sufoco do mundo na infância pobre até chegar à presidência da República. Lula ainda tentou fazer uma piadinha durante a entrevista, mas era notória a sua contrariedade. Nunca, em tantos anos vendo o Lula em comícios e nos diversos pronunciamentos, vi o nosso presidente tão furioso, engolindo com dificuldade a sua raiva.
Tenho a impressão que os fascistas estão literalmente lidando com fogo. Podem ter despertado dentro do presidente um Lula que até então não havíamos conhecido. E confesso que não lhe restará outra saída, se quiser continuar no poder, a não ser prender e punir exemplarmente os terroristas, sobretudo os que financiam o golpe.
Não tenho nada a ensinar ou a aconselhar ao presidente Lula.
A festança de posse já acabou. É necessário agora esmagar as cabeças das serpentes do fascismo.