Por René Ruschel
“Para preservar a democracia, será preciso fechar a tampa do bueiro e fazermos o rescaldo desta extrema-direita fascista”, diz, sem meias-palavras.
O deputado estadual Leonel Radde, do PT gaúcho, definitivamente não é do tipo que engole sapo. Policial civil licenciado, bacharel em Direito e História, mestre em Direitos Humanos, especialista em História Contemporânea e graduando em Ciências Econômicas, construiu sua carreira política com um discurso que mistura convicção, informação e uma dose generosa de afronta aos extremistas de plantão.
Quando o assunto é o MBL versão gaudéria ele não economiza adjetivos. “Trata-se de um grupo radical que corrói a política ao fazer da violência e mentira sua pauta principal, principalmente entre jovens”, dispara, com a mesma precisão de quem enfrenta o grupo nas ruas, nas redes sociais e no parlamento.

Mas Radde vai além. Propõe uma espécie de faxina cívica. “Para preservar a democracia, será preciso fechar a tampa do bueiro e fazermos o rescaldo desta extrema-direita fascista”, diz, sem meias-palavras.
Ao invés de varrer o problema para debaixo do tapete, ele prefere abrir a janela, deixar a luz entrar e seguir no front tentando impedir que a política vire um eterno reality show de mau gosto.
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René Ruschel é jornalista










