Construir Resistência

19 de maio de 2024

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Milei insulta casal presidencial espanhol e cria crise diplomática

Com informações do Página 12 – Argentina O Governo de Espanha apelou este domingo a consultas “sine die” ao seu embaixador em Buenos Aires depois das declarações do presidente da Argentina, Javier Milei , em Madrid, sobre o chefe do Executivo espanhol, Pedro Sánchez , a quem descreveu como um “canalha” e sua esposa, Begoña Gómez , a quem descreveu como “corrupta”. Isto foi relatado numa aparição institucional pelo ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares , que pediu ao presidente argentino “desculpas públicas” por algumas palavras que considera “muito graves” e, se não o fizerem ocorrer, ele anunciou que a Espanha tomará “medidas apropriadas” para defender a sua “soberania e dignidade”. Albares considerou que as expressões do presidente argentino constituem um ataque frontal à Espanha. “São inéditos na história das relações internacionais e menos ainda na história das relações entre dois países e dois povos unidos por fortes laços de irmandade”disse Albares. O ministro espanhol disse que com o seu comportamento “Sr. Milei“levou as relações entre Espanha e Argentina ao momento mais sério da nossa história recente.”, então foi tomada a decisão de chamar o embaixador em Buenos Aires para consultas. Caso o presidente argentino não peça desculpas, Albares destacou que o governo espanholtomará “todas as medidas” que considerar adequadas “para defender a nossa soberania e a nossa dignidade”. “Exigimos do senhor Milei o respeito pelas formas que são devidas entre as nações que excluem a interferência nos assuntos internos e que estejam à altura do grande país que representa e da posição que ocupa, formas e respeito que nunca deveriam ter sido abandonados. ainda mais estando na capital da Espanha”, acrescentou. Antes da aparição de Albares, os líderes e ministros socialistas espanhóisEles questionaram os “insultos” e o “ódio” de Milei contra Sánchez e sua esposa através das redes sociais.e pediram ao líder da oposição, o conservador Alberto Núñez Feijóo, que condenasse aquelespalavras “inaceitáveis”. O ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol afirmou no seu discurso que neste momento o líder do Partido Popular (PP) não se pronunciou. Milei fez essas declarações polêmicas no evento‘Viva a Europa 24‘, organizado este fim de semana em Madrid pela formação espanhola de extrema-direitaVox, cujo líder, Santiago Abascal, é amigo pessoal do presidente argentino.

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Toni

Cinema brasileiro perde Toni Venturi aos 68 anos

Da Redação Toni Venturi faleceu na tarde de sábado, 18, aos 68 anos, na localidade de Barra do Una, no município de São Sebastião, litoral de São Paulo. Ele sentiu-se mal enquanto nadava no mar. Graduado bacharel em Artes Fotográficas-Cinema pela University of Ryerson, do Canadá, em 1984, Toni Venturi dirigiu vários filmes, em diversas metragens, com destaque para o premiado “O Velho”, um documentário sobre a vida do líder político Luís Carlos Prestes: Latitude Zero, Estamos Juntos, A Comédia Divina, Cabra Cega e Dentro da Minha Pele são alguns dos títulos mais destacados de sua filmografia. Ele era casado com a atriz Débora Duboc com quem teve dois filhos, Theo e Otto. Foi um lutador incansável pelo Cinema Brasileiro, que enxergava como elemento de soberania nacional. Sempre lutou pelos direitos de todos e de todas. O velório será realizado na cidade de São Paulo, amanhã, dia 20 na Cinemateca Brasileira, largo Senador Raul Cardoso, 207, Vila Clementino, das 13 as 20 horas.

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O negacionismo ambiental e a inundação de Porto Alegre

Por CARLOS ATÍLIO TODESCHINI* Porto Alegre tem o melhor sistema de proteção contra cheias do Brasil. É considerado um “minissistema holandês”. Por que esse sistema falhou em sua função de evitar que a cidade fosse alagada? 1. Para que fique evidente meu conhecimento das questões que envolvem a tragédia que estamos vivendo no Rio Grande do Sul, devo informar que fui Chefe de Gabinete e Assessor Especialista do Departamento de Esgotos Pluviais (DEP), de 1993 a 1996, Diretor de Conservação e Diretor do DEP em 1997, e posteriormente Diretor-Geral do Departamento Municipal de Água e Esgotos (DMAE) de 2001 a 2004. Antes de qualquer observação técnica é preciso registrar que estamos passando por um desastre inédito. Dois fatores contribuíram significativamente para configurar este quadro: (i) o aquecimento do oceano Atlântico (que ficou em média quatro graus acima da média histórica) e (ii) os sinais de perda de capacidade da floresta amazônica de capturar os rios voadores que sobrevoam a região. Essa conjunção de fatores foi agravada pelo aquecimento desmedido do centro-oeste e sudeste do país. Quando uma corrente amazônica chega à região e entra em choque com as correntes frias do sul, os rios voadores desabam. De novo foi no Rio Grande do Sul que o fenômeno aconteceu. E, com isso, quase 90% de seus municípios foram atingidos (alguns deles foram reduzidos a vestígios). Os prejuízos são incalculáveis e a reconstrução demandará tempo indeterminado, além de recursos vultosos. Algumas cidades provavelmente não serão reconstruídas no mesmo local onde existiam porque duas cheias no intervalo de oito meses já demonstraram a inviabilidade urbana dos respectivos sítios. Mas é necessário também registrar que Porto Alegre tem o melhor sistema de proteção contra cheias do Brasil, composto por Diques, Casas de Bombas, pelo Muro da Mauá, por comportas de superfície e de gravidade, e ainda pela estrutura predial da usina do gasômetro. É um complexo que representa investimentos que ultrapassam um bilhão de dólares, construído durante várias décadas (desde 1941). O sistema é robusto e capaz de proteger a cidade contra inundações até a cota 6 de cheia do Guaíba (a qual, ressalte-se, não foi atingida nos eventos). É considerado um “minissistema holandês”. Ainda assim, mesmo com a inundação tendo atingido níveis nunca medidos antes, o sistema serviu para retardar a chegada da onda de cheia e dar tempo de evacuações – o que permitiu a preservação de vidas. O que não aconteceu em Canoas onde, só na UTI do pronto socorro municipal, nove pessoas não puderam ser resgatadas, sem considerar mortos e desaparecidos cujo número final só poderá ser conhecido quando as águas baixarem.   2. Mas cabe perguntar: porque o sistema de Porto Alegre – embora tenha permitido ganho de tempo para evacuações – falhou em sua função de evitar que a cidade fosse alagada (fato que gerou e gerará gigantescos danos de ordem sanitária, social, urbanística e econômica)? É preciso ser claro e evidenciar: as últimas gestões do município de Porto Alegre e do estado do Rio Grande do Sul têm dispensado um tratamento desleixado e de desmonte das estruturas públicas em geral – gênero das quais são espécie as estruturas públicas de proteção. O conceito do sistema de proteção é o mesmo da Holanda. O colapso atual, contudo, acontece porque os serviços básicos de manutenção não foram feitos e então, por decorrência, pelo menos duas comportas não resistiram à pressão da água e foram a pique: o abandono das suas estruturas – enferrujadas, emperradas, sem graxa e sem pintura – chegou a tal ponto que assistimos a comporta da região central ser acionada por uma retroescavadeira. Nos vários momentos da nossa gestão fazíamos a manutenção preventiva das comportas – tanto as de superfície, quanto as de gravidade – quando recebiam tratamentos e reparos relacionados a ferrugem, pintura, vedação, mobilização e outros, a ponto de serem acionadas manualmente a qualquer momento em caso de necessidade. As comportas de gravidade ficam submersas nos poços das casas de bombas (portanto não aparentes), e têm a função de realizar o esgotamento por gravidade quando o nível do rio está mais baixo do que o da cidade. Essas comportas fazem parte das estruturas do sistema de proteção contra as Cheias: quando o rio está acima da cota 3 (mais alto que várias áreas da cidade), elas fecham com a pressão do rio e, então, o escoamento é feito pela elevação da água pelo acionamento do sistema de bombeamento. Sua manutenção é cara e é feita por serviços de mergulho altamente especializados. É importante registrar que esse problema já havia aparecido na enchente de 2023. No entanto o prefeito Nelson Marchezan (2017-2020) decidiu extinguir o DEP – a única Secretaria integrante do primeiro escalão no Brasil para cuidar da drenagem e do serviço de proteção contra enchentes – da estrutura administrativa do município e o transformou em um mero departamento do DMAE, cindindo suas atribuições entre esse reduzido departamento e outra secretaria da administração direta – fato que gerou desconexão e desarticulação entre a tarefas que o DEP executava de forma unificada. A prova do negacionismo dos atuais mandatários está, por exemplo, em um vídeo do prefeito Sebastião Melo afirmando em programa de TV que o muro da Mauá não mais deve existir. Ocorre, contudo, que o referido muro é parte do sistema de proteção da cidade contra cheias do Guaíba, é uma cortina de concreto no centro histórico da cidade (de 2,6 km de extensão) que liga o dique da Avenida Castelo Branco à Usina do Gasômetro (duas estruturas igualmente integrantes do sistema de proteção contra cheias). O muro possui comportas metálicas de superfície, (portões) as quais ligam o centro da cidade ao antigo cais do porto. Essas comportas foram construídas para serem abertas quando necessário (para acesso ao cais do porto), bem como fechadas quando a cheia do Guaíba ameaçar a cidade com inundação. Sendo assim, é de delicada essencialidade que tais comportas recebam manutenção permanente – de proteção contra corrosão e verificação de trilhos, rolamentos, borrachas de vedação, parafusos e todos os

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