Construir Resistência

12 de setembro de 2022

Lula mostra muita firmeza na entrevista da CNN

Ex-presidente Lula foi muito seguro e com grande clareza nas respostas aos temas propostos pelo jornalista William Waak, da CNN   Da Redação com informações site da campanha do Lula   Na noite desta segunda-feira (12), Lula foi entrevistado por William Waack na CNN. O ex-presidente foi o convidado do WW Especial: Presidenciáveis, transmitido pelo canal de TV paga. Confira a seguir alguns dos melhores momentos da entrevista de Lula na CNN: Papel do STF Sobre o papel do STF em um novo governo, Lula diz que o Brasil vive hoje tempos de anormalidade. O problema é que no Brasil temos uma certa anormalidade hoje, porque tem hora que o Legislativo se mete em ser Judiciário e Executivo, e às vezes o Judiciário faz política como o Executivo afronta os outros. O poder Judiciário deve cumprir o papel de ser garantidor da nossa Constituição para que as coisas voltem à normalidade.   Judicialização da política Ao analisar o que Waack chama de “judicialização da política”, Lula atribui as animosidades às eleições de 2014. É culpa a classe política judicializar a política. O problema começa com a eleição da Dilma em 2014, quando o candidato derrotado não quis aceitar o resultado das eleições. Aécio é responsável pelo clima de animosidade criada hoje neste País. Temos que voltar à normalidade porque cada um tem que cumprir sua função. A negação e destruição da política que permitiram que surgisse o Bolsonaro. Combate à corrupção Lula lembrou que, no seu governo, foram criados mecanismos importantes de investigação e, se eleito, vai continuar criando mecanismos para investigar qualquer delito na máquina pública. Transformamos a CGU em Ministério, dobramos o número de funcionários da PF, investimos na inteligência, o Ministério Público tinha autonomia. Escancaramos o Portal da Transparência, você acompanhava o governo. Hoje, tudo isso acabou. No meu tempo, nada ficava sem investigar. Assim foi e assim será. Se você cometer ilícito, terá o direito da presunção da inocência, mas será investigado. Segundo levantamento realizado pela Transparência Internacional, o Brasil piorou duas posições no ranking mundial da corrupção em 2022, sob a batuta de Bolsonaro, seus sigilos e seus gastos milionários. Os dados foram divulgados em janeiro deste ano. Dos 180 países analisados, ocupamos a 96ª posição no Índice de Percepção da Corrupção (IPC). Em 2020, o Brasil ocupava a 94ª posição. Quanto mais pra cima no ranking, menos o país é considerado corrupto. Desde o final do governo Lula, Brasil piorou 27 posições – em 2010, estávamos em 69º lugar. Durante os governos petistas, o combate à corrupção se tornou uma ação permanente de Estado. Medidas efetivas foram tomadas, como a criação da Controladoria-Geral da União (CGU), a criação do Portal da Transparência, da Lei de Acesso à Informação e a firme atuação do COAF no monitoramento de movimentações bancárias atípicas e muitas coisas. Se eleito, Lula vai continuar promovendo mecanismos de combate à corrupção, um compromisso que pauta sua vida pessoal e trajetória política. Lava Jato Na CNN, Lula lamentou os erros cometidos pela Lava Jato, que colocaram em xeque instituições fundamentais como o Ministério Público e a Polícia Federal. Com o intuito de tirar Lula das eleições de 2018, a operação abusou de seus poderes quando passou a enveredar por caminho político. O processo de investigação poderia ter sido mais sério se o juiz não tivesse transformado a investigação em uma questão política, declarou Lula em referência ao ex-juiz Sergio Moro. Indicações políticas A Waack, Lula diz que a indicação política a cargos estratégicos faz parte das democracias do mundo todo. Precisamos compor com partidos para ganhar a eleição e, quando ganhamos, esses partidos devem participar do governo. Isso faz parte da democracia. Agora, todos os diretores que eu indiquei para a Petrobras tinham mais de 30 anos de experiência. Bolsonaro foi comprado pelo Orçamento Sobre a relação de Bolsonaro com o Congresso e o chamado orçamento secreto, Lula diz que Bolsonaro ficou refém do Congresso. O governo está tão fraco que o Congresso se apoderou do orçamento. Espero que elejamos uma bancada mais arrumada do que temos hoje e vamos ter que conversar, não pode ter orçamento secreto. Não dá pra permitir que o Congresso seja dono do Orçamento. O Congresso vota, mas quem executa é o Poder Executivo. Não podemos ser reféns como Bolsonaro está sendo. Como se monta um governo Caso saia vitorioso dessas eleições, Lula diz acreditar que é possível fazer ainda mais do que ele já fez como presidente. Primeiro temos que ganhar as eleições, depois precisamos escolher as pessoas competentes e capazes para montar os Ministérios. Quando assumi, em 2003, levei muita gente que eu nem conhecia, nem tinha relação… porque na hora de montar o governo, você tem que levar pessoas capacitadas. Hoje, de diferente, eu tenho muita experiência. Eu consegui fazer coisas por esse País que há muito tempo não aconteciam. Eu estou candidato hoje porque eu acredito que é possível reconstruir o Brasil, é possível garantir que as pessoas tenham o que comer novamente, o salário mínimo vai aumentar, os pobres vão voltar pra universidade. Economia Lula lembrou na CNN que, quando tomou posse, a inflação estava em 10%, a taxa de desemprego em 12% e o Brasil devia R$ 30 bi ao FMI. Seu governo reduziu a inflação para a meta, reduziu a dívida pública. O ex-presidente lembrou que, em seu primeiro governo, também herdou um cenário econômico bastante desafiador. Para a gente consertar o Brasil agora, precisamos de credibilidade. A segunda coisa é estabilidade e garantia jurídica. Não existe mágica na economia, é um processo em construção. Hoje, temos uma crise mundial, a economia está estagnada e o Brasil cresce muito pouco e é esse problema que eu quero resolver. Porque eu quero provar que é possível, Geração de empregos e garantia de direitos Mesmo com a economia em crise, Lula acredita ser possível recuperar o País, como foi feito durante seus governos, em 2003 e em 2010: a chave é fazer girar a economia. As pessoas não querem viver de benefícios do governo, elas têm orgulho de trabalhar e levar comida

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Compra de mansões no dinheiro vivo pode levar o bolsonarismo à lona

Por Simão Zygband Charge: Aroeira     Como disse anteriormente no artigo “Compra de mansões em dinheiro foi a pá de cal  na campanha de Bolsonaro” (https://construirresistencia.com.br/compra-de-mansoes-em-dinheiro-foi-a-pa-de-cal-na-campanha-de-bolsonaro/), publicado neste mesmo Construir Resistência no dia 1 de setembro, é público e notório que este é o tema que mais atinge o bolsonarismo no fígado. Nem mesmo o sujeito mais classe média conservadora das grandes e médias cidades brasileira, daqueles fortemente manipulados pelas fake news do gabinete do Ódio, consegue argumentos para refutar as evidências de enriquecimento ilícito do clã Bolsonaro. Lula amargou 580 dias de prisão arbitrária pedida pelo juiz parcial Sérgio Moro, incensado pelo aparato midiático empresarial, onde não havia nenhuma evidência de enriquecimento ilícito. Foi acusado sem provas, algumas delas forjadas, possivelmente na maior conspiração golpista que a direita brasileira armou nos últimos anos, envolvendo vários atores políticos, uma gigantesca farsa com dedo de forças externa, aliada a lobbys no Congresso, no Judiciário complacente com ideais extremistas, além das gigantes empresarias (bancos, indústria, agronegócio, grupos de Comunicação) que construíram o golpe político, judicial e midiático, cumprindo estratégia do Plano Atlanta, articulado pelos EUA para derrubar governos progressistas na América Latina. Tenho sentido nas ruas, nas conversas com eleitores indecisos ou propensos a votar em Bolsonaro, que se trata de uma evidência demolidora, que cala fundo nos evangélicos pobres, uma poderosa base eleitoral do capitão reformado (encostado pelo Exército) que estão praticamente decidindo as eleições. Se este segmento “Lular”, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará reeleito pela terceira vez e terá talvez o maior desafio de sua vida que será reorganizar o país arrebentado pela extrema direita, em quem se espelha o bolsonarismo. A própria campanha do Lula entende que este é o calcanhar de Aquiles de Bolsonaro, que pode levá-lo à lona, e é nisso que a militância deve insistir na boca da urna e nas conversas nestas poucas semanas que faltam para as eleições em 2 de outubro. É como revela o site da campanha de Lula Presidente 13 e também o o horário político de TV. Veja no link anexo https://youtu.be/GRXifMKtIYU “Bolsonaro sentiu. E sentiu muito. Após a repercussão de reportagem dos jornalistas Juliana Dal Piva e Thiago Herdy, do UOL, que denuncia a compra pelo clã Bolsonaro de ao menos 51 imóveis pagos totalmente ou parcialmente em dinheiro vivo, o presidente, seus ministros e seguidores desesperadamente fazer crer que dinheiro não é dinheiro”. Para todos os meus conhecidos que poderiam até votar em Bolsonaro (credo), quando recebem postagens sobre este tema, não conseguem tentar justificar o injustificável: a compra de imóveis em dinheiro vivo. É o nosso ariete. Fustiguem os bolsonaristas conhecidos com vídeos sobre a compra das mansões. A estratégia pode levar Bolsonaro à lona.   CLIQUE NOS ANÚNCIOS E AJUDE A FINANCIAR O CONSTRUIR RESISTÊNCIA. PINGA UMA MIXARIA, MAS AJUDA A PAGAR OS CUSTOS. CASO POSSA E QUEIRA COLABORAR COM RECURSOS REAIS, PIX PARA O NÚMERO 11 99726-8051 EM NOME DE SIMÃO FÉLIX ZYGBAND AJUDE A FINANCIAR ESTE INSTRUMENTO DE LUTA!    

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O que significa vencer o inominável no primeiro turno

Por Fernando Horta      • significa mais força política para se impor contra o centrão; • significa mais possibilidade de desfazer as deformas de Temer e do fascista; • significa uma demonstração clara de não aceitação da violência como prática política; • significa um mês a mais para planejamento e trabalho na transição de governo; • significa uma equipe de transição – já em outubro – acompanhando TODOS os atos do governo e tendo TODAS as informações; • significa um mês a menos de desespero para a população mais pobre; • significa um mês a menos para especulação dos bilionários bolsonaristas sobre os recursos do governo; • significa deslegitimar QUALQUER tentativa privatização já em outubro; • significa tirar a legitimidade do jogo internacional com a Petrobras; • significa retomar a autonomia da PF, retirando o cabresto que o inominável colocou nela; • significa passar uma mensagem clara para a banda golpista das forças armadas; • significa a possibilidade de Lula entrar de corpo e alma no segundo turno dos Estados para eleger candidatos progressistas; • significa aliviar a pressão sobre o STF, permitindo que as instituições voltem a funcionar; • significa acabar com a especulação de Paulo Guedes e a manipulação dos índices econômicos já em outubro; • significa menos um mês de violência bolsonarista, nas redes e nas ruas; • significa o fortalecimento do programa progressista que não vai precisar renegociar apoio para o segundo turno; • significa menos espaço para o conservadorismo DENTRO da aliança pela democracia; • significa menos chance de golpe militar; • significa organização de apoio e legitimação internacional num momento de crise externa; • significa redução de queimadas e desmatamentio na Amazônia (sabedores que responderão por tudo); • significa um final de ano em paz…     Fernando Horta é docente da Universidade Nacional de Brasília (UNB)

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Bolsonaro tenta enganar eleitor sobre uso de dinheiro vivo na compra de imóveis

Da Campanha do Lula   A verdade é uma só: os imóveis foram comprados com dinheiro vivo. Ainda assim, tentam confundir a denúncia para não prestar contas ao eleitor   Bolsonaro tenta enganar eleitor sobre uso de dinheiro vivo na compra de imóveis Bolsonaro sentiu. E sentiu muito. Após a repercussão de reportagem dos jornalistas Juliana Dal Piva e Thiago Herdy, do UOL, que denuncia a compra pelo clã Bolsonaro de ao menos 51 imóveis pagos totalmente ou parcialmente em dinheiro vivo, o presidente, seus ministros e seguidores tentam desesperadamente fazer crer que dinheiro não é dinheiro. Em entrevista à Jovem Pan, um nervoso Bolsonaro, além de ser machista com a entrevistadora, tergiversou a respeito das expressões “moeda corrente nacional” e dinheiro vivo”. O presidente tenta convencer que “moeda corrente nacional”, termo cravado em alguns dos negócios imobiliários citados na reportagem, não quer dizer, necessariamente, dinheiro em espécie, mas engloba meios de pagamento como transferência bancária, cheque ou PIX. “Em qualquer escritura está escrito moeda corrente”, disse. Em vídeo constrangedor, o ministro das comunicações e genro do empresário do dono do SBT, Fábio Faria, simula uma espécie de aula sobre a diferença entre os dois termos. Fazem de tudo para não explicar de onde saiu esse dinheiro. Afinal, no Brasil de 2022, quem paga por imóveis em dinheiro vivo? As tentativas de convencimento da população, no entanto, caíram por terra mais uma vez a partir da publicação, nessa sexta-feira (9), de outra reportagem dos mesmos jornalistas descrevendo as evidências de uso de dinheiro vivo nas compras de cada um dos 51 imóveis. Algumas das escrituras consultadas pelo UOL trazem expressões ainda mais precisas sobre o uso de dinheiro vivo, como moeda “contada e achada certa” ou “em espécie”. A reportagem também se baseia em entrevistas com parte dos vendedores e consultas aos próprios cartórios de notas. De acordo com o levantamento do UOL, as compras registradas nos cartórios como feitas “em moeda corrente nacional”, ou seja, em dinheiro vivo, totalizaram R$ 13,5 milhões. Em valores corrigidos pela inflação, o montante equivale hoje a R$ 25,6 milhões. Compras realizadas por meio de cheque ou transferência bancária, somaram R$ 13,4 milhões (R$ 17,9 milhões corrigidos pela inflação). A reportagem narra que, no Rio de Janeiro, o Código de Normas da Corregedoria Geral de Justiça estadual determina desde 1999 que na lavratura de atos notariais conste a declaração de que foi pago em dinheiro ou em cheque, no todo ou em parte, discriminando, neste caso, valor, número e banco contra o qual foi sacado. Em algumas das escrituras dos imóveis ligados à família Bolsonaro constam expressões ainda mais claras em relação ao uso de dinheiro vivo, como “moeda contada e achada certa”. Em relação a um dos imóveis citados – um apartamento na Barra da Tijuca no valor de R$ 2,5 milhões – o próprio Flávio Bolsonaro admitiu ter pagado o bem em espécie. As transações foram identificadas pelo Ministério Público. Da mesma forma, o MP identificou que o pagamento de uma cobertura em Laranjeiras coincide com depósitos em espécie oriundos do esquema de rachadinhas no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio De Janeiro (Alerj).

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