Por Palas Atena
Ver essa estética do Hades dar lugar ao arco-Ãris dos fãs de Lady Gaga é um alento. A gente precisa resgatar nossa potência como paÃs,
eduardo paes é um polÃtico populista, de direita. Mas não tem nenhum polÃtico no paÃs para entender tão bem a alma do RJ como ele. A prefeitura fechou uma espécie de contrato para, no prazo de cinco anos, fazer um megashow em Copacabana, no estilo do reveillon, com apelo midiático mundial, fãs do mundo inteiro. A cada ano, em maio, um artista do topo vem fazer um show.
A artista é obviamente patrocinada por grandes empresas, como bancos. A prefeitura cuida da parte de estrutura, trânsito, segurança (junto com o estado), saúde etc.
O itaú bancou a vinda de Madonna, primeira a se apresentar. O RJ foi foi notÃcia no mundo inteiro. Em 2024, bombou no turismo, muito em função dessa projeção positiva, superando os anos de isolamento pelo desgoverno genocida e pela imagem de criminalidade (que cola no RJ, mas não cola em SP né?).
Agora é Lady Gaga, patrocinada pelo Santander. O ensaio em que ela resolveu cantar e mostrar dois trechos inteiros do show parecendo o show oficial, com uma Copacabana lotada, já está rodando o mundo. E, como diz aquela personagem de Paulo Gustavo, a senhora dos absurdos, só da as gay. Haha
Mas é bonito demais ver o paÃs assim, gente. O povo dançando e cantando, ocupando as ruas, a praia. As pessoas felizes, consumindo cultura que, mesmo sendo indústria cultural, pelo menos é de artistas que lutam contra retrocessos civilizatórios, são pela inclusão, levantam suas vozes indo contra a opressão da sexualidade, por exemplo.
Num paÃs como o nosso, homofóbico, feminicida, ver os corpos desejantes vivendo suas fantasias de glamour, podendo ser eles mesmos, gays, lésbicas, trans, bi, etc., é uma forma de Eros vencer tânatos.
Copacabana foi o lugar apropriado pelo bozofascismo, pela mentalidade mais retrógrada, virulenta, recalcada das trevas do militarismo neopentecostal. Lá, estão as senhoras de santana, os senhores de coturno, ambos saudosos da censura, da tortura, da ditadura militar, naquelas arruaças feitas pela orcrim do genocida, os silas malafaias da vida.
Ver essa estética do Hades dar lugar ao arco-Ãris dos fãs de Lady Gaga é um alento. A gente precisa resgatar nossa potência como paÃs, que pode ser alegre, festivo, vibrante, pra cima e espantar essa uruca que insiste em nos subjugar. Um paÃs que canta e dança sem medo de ser feliz.
Nota do editor:
Palas Atena é pseudônimo de uma mulher de Minas Gerais. O Construir Resistência não sabe seu nome verdadeiro e nem sua aparência, mas mantém sua escrita da forma por ela produzida por admirar a sua coragem. Mas nem sempre concorda com ela.

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