PSUV vem com força total para as urnas na Venezuela. O inimigo é o bloqueio econômico

Por Paulo Miranda

Em dezembro do ano passado, o PSUV – Partido Socialista Unificado da Venezuela elegeu a maioria absoluta dos deputados federais para a Assembleia Nacional. Aqui o sistema é unicameral. Não tem Senado.

Desta forma, a Assembleia Nacional deixou de ser um antro golpista e passou a ser uma verdadeira Casa do Povo e da Cultura.

Para hoje, na mega eleição regional e municipal, pela qual vão se eleger governadores, prefeitos, vereadores e conselheiros, o PSUV vem com força total de 750 mil militantes e o principal objetivo é DERROTAR O BLOQUEIO ECONÔMICO e as sanções à pessoas e organizações.

Esse assédio dos Estados Unidos e de gangsteres como Piñera (Chile), Duque (Colômbia) e Bolsonaro (Brasil), aliados ao Guaidó (ainda reconhecido presidente somente por marginais da política na Europa e nos Estados Unidos), precisa ser derrotado hoje nas URNAS.

Aqui o voto não é obrigatório

Para atrair a juventude e os eleitores, o PSUV realizou eleições primárias em 8 de agosto e renovou 90% de suas lideranças. O PSUV vem para as urnas com 90% de novas e novos candidatos, sendo 43% de jovens e 52% de mulheres.

É uma renovação estupenda na vida política de um país riquíssimo, com petróleo para 500 anos (detentor da 5ª maior reserva do mundo), com terras férteis, água, grande extensão marítima e “n” sítios turísticos valiosos.

Vale ressaltar que do ponto de vista geopolítico, a Venezuela é o coração das Américas, sendo o ponto mais perto de partida ou de chegada para qualquer um de nossos países.

Em comparação com dezembro de 2020, o clima aqui é de paz, de tranquilidade, tanto por parte do governo quanto da oposição e da população de forma geral.

Para finalizar repito: o bloqueio econômico é o grande inimigo dessa pátria bolivariana e deve ser repudiado por todos os defendores da vida humana no planeta, principalmente pela esquerda, partidos e instituições progressistas. É preciso encontrar uma fórmula capaz de banir este crime dos Estados Unidos.

 

Paulo Miranda é jornalista e presidente da TV Comunitária de Brasília.

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