Construir Resistência

21 de novembro de 2021

PSUV vem com força total para as urnas na Venezuela. O inimigo é o bloqueio econômico

Por Paulo Miranda Em dezembro do ano passado, o PSUV – Partido Socialista Unificado da Venezuela elegeu a maioria absoluta dos deputados federais para a Assembleia Nacional. Aqui o sistema é unicameral. Não tem Senado. Desta forma, a Assembleia Nacional deixou de ser um antro golpista e passou a ser uma verdadeira Casa do Povo e da Cultura. Para hoje, na mega eleição regional e municipal, pela qual vão se eleger governadores, prefeitos, vereadores e conselheiros, o PSUV vem com força total de 750 mil militantes e o principal objetivo é DERROTAR O BLOQUEIO ECONÔMICO e as sanções à pessoas e organizações. Esse assédio dos Estados Unidos e de gangsteres como Piñera (Chile), Duque (Colômbia) e Bolsonaro (Brasil), aliados ao Guaidó (ainda reconhecido presidente somente por marginais da política na Europa e nos Estados Unidos), precisa ser derrotado hoje nas URNAS. Aqui o voto não é obrigatório Para atrair a juventude e os eleitores, o PSUV realizou eleições primárias em 8 de agosto e renovou 90% de suas lideranças. O PSUV vem para as urnas com 90% de novas e novos candidatos, sendo 43% de jovens e 52% de mulheres. É uma renovação estupenda na vida política de um país riquíssimo, com petróleo para 500 anos (detentor da 5ª maior reserva do mundo), com terras férteis, água, grande extensão marítima e “n” sítios turísticos valiosos. Vale ressaltar que do ponto de vista geopolítico, a Venezuela é o coração das Américas, sendo o ponto mais perto de partida ou de chegada para qualquer um de nossos países. Em comparação com dezembro de 2020, o clima aqui é de paz, de tranquilidade, tanto por parte do governo quanto da oposição e da população de forma geral. Para finalizar repito: o bloqueio econômico é o grande inimigo dessa pátria bolivariana e deve ser repudiado por todos os defendores da vida humana no planeta, principalmente pela esquerda, partidos e instituições progressistas. É preciso encontrar uma fórmula capaz de banir este crime dos Estados Unidos.   Paulo Miranda é jornalista e presidente da TV Comunitária de Brasília.

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A Lei da Vadiagem e a crise humanitária

Por Sebastião Nicomedes Tá na Constituição. Mas, vê se que nem tudo que rege a Constituinte tem serventia…. Serve mais para embolar o meio campo. Vide #LeidaVadiagem: A vadiagem é uma contravenção prevista no artigo 59 do decreto-lei 3.688 de 1941. A lei classifica como vadiagem: “Entregar-se alguém habitualmente à ociosidade, sendo válido para o trabalho, sem ter renda que lhe assegure meios bastantes de subsistência, ou prover à própria subsistência mediante ocupação ilícita”.  Arapuca armada. Época da ditadura, quando os municípios chamavam aos desocupados de:  pardais, pica-pau, forasteiros, andarilhos e, por fim, trecheiros. O termo trecheiro se aplicava à classe trabalhadora. Os que migraram de sua terra natal em busca de oportunidades. Crise vai, crise vem, empregabilidade vai caindo e começa a aumentar os sem renda e sem teto. Pessoas pernoitando em praças públicas, os chamados moradores de rua. Apontam para o surgimento do fenômeno das populações de rua, que depois da criação  do SUAS trás novas terminologias: população em situação de rua do ponto de vista técnico; moradores de calçada, do ponto de vista teórico. Nos tempos da Lei da Vadiagem, quem viveu a era #Maluf vai lembrar: os lugares de acolhida  eram chamados #Cetrem. A regra, então, impunha ao abrigado: três (3) dias para arranjar trabalho. Depois disso, caso não obtivesse êxito, seria mandado de volta pra seu o lugar de origem, com direito a escolher entre a passagem de ida e ou a cadeia. Enquadrado na lei. Chegamos aos século XX quando surgem os movimentos sociais. Em #SãoPaulo, quanto aos cidadãos sem teto, uma grave ocorrência, em agosto de 2004, ficou registrada como o #MassacredaSé. Em dois ataques à moradores de rua, que dormiam na região central, o chamado triângulo do #CentroHistórico, fica marcado de sangue, revolta, indignação, impulsionando a organização dos sem casa. Até que, em 2005, é  fundado o #MovimentoNacionaldaPopulaçãoEmSituaçãodeRua, proclamado por representações de 15 estados brasileiros. A carta, escrita coletivamente, foi lida por Sebastião Nicomedes de Oliveira, que durante a realização  do 15o. Festival do Lixo e Cidadania, em Belo Horizonte, MG, onde participaram brasileiros e argentinos. O MNPR surge como resposta e clamor dos sem vez e voz Capricho da história, foi durante  o governo de um metalúrgico: o então presidente Luís Inácio Lula da Silva. #Lula abraça a causa do #PovodaRua e dos #carroceiros e cria o GT Interministerial Misto, reunindo representantes dos catadores de materiais recicláveis e da PopRua, técnicos, entidades e trabalhadores da área serviço social para formulação  propostas de politicas públicas . Finalmente, em 23 de dezembro de 2009 Lula assina o decreto n* 7.053, que institui no Brasil a Política Nacional da População em Situação de Rua. Até que, curiosamente, em 2o18, os militares voltam ao poder. Agora, pelo viés do regime democrático. Bolsonaro, um capitão do exército é eleito pelo voto direto, popular. E, pra piorar, o mundo enfrenta uma #pandemia terrível, a #Covid 19. O #coronavirus arrasa com o país. O Brasil vê o incalculável crescimento dos cidadãos que constituem a categoria: população em situação de rua! E, pra piorar, as divergências de opiniões.  A política pública para a Poprua vai pro mingau, a cargo dos estados e  municípios. Em São Paulo, por exemplo, já havia uma lei municipal,  apresentada pela vereadora #AldaizaSposati, a Lei No. 12.316, Decreto 40.232, recém atualizada em PL, pelo vereador #EduardoSuplicy.  Porém, apesar dos bons exemplos citados, não há consenso viável. Nos mais de cinco mil municípios, em cada cidade o legislativo cria suas próprias leis de onde tira as suas diretrizes . Em muitos casos violando  as normas do SUAS. Assim, a  política de assistência social fica à mercê dos gestores. Exemplo claro está acontecendo em 2021, na região sul do Brasil. Lá, no  Paraná, a #Camaradevereadores da cidade de #Londrina aprova a implementação da Lei da Vadiagem. Outra vez, justo nesse momento crítico, o país vivendo em pleno desemprego, fome e empobrecimento. Onde a miséria impera. Como validar uma lei dessas? Literalmente, o Brasil regredindo entre 60 a 70 anos. Esse é  um pais que vai pra frente. Tra la la la la… Sebastião Nicomedes de Oliveira é “poeta das ruas”. Autor da peça teatral Diário de um Carroceiro e do livro As Marvadas é artista popular. Ex-catador e ex-morador em situação de rua, integra o MIPR (Movimento Internacional de População em Situação de Rua).  

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Sarau Delivery no Dia de Zumbi : que nossa consciência seja perene contra o racismo

Por Washington Luiz de Araújo Será que já raiou a liberdade, ou se foi tudo ilusão? Será, oh, será que a lei áurea tão sonhada, há tanto tempo assinada, não foi o fim da escravidão? Hoje dentro da realidade, onde está a liberdade? Onde está, que ninguém viu? Moço, não se esqueça que o negro também construiu as riquezas do nosso Brasil”. (Trecho do samba enredo da Mangueira de 1988 “100 Anos de Liberdade, Realidade ou Ilusão” (Alvinho / Helio Turco / Jurandir) “A nossa escrevivência não pode ser lida como histórias para ninar os da casa grande e sim para incomodá-los em seus sonos injustos” (Conceição Evaristo) Sarau Delivery canta, declama o Dia da Consciência Negra. “Não ser racista não é suficiente! Por que é preciso ser antirracista? A noção de que racismo é e deve ser tratado como crime não é nova: a primeira lei brasileira que o considerava uma contravenção penal, a Lei Afonso Arinos, tem 70 anos! Mas, sete décadas depois, o preconceito e a exclusão seguem presentes no cotidiano do país. O Brasil de Fato Explica por que o antirracismo é único caminho para desenvolvimento pleno do Brasil.” Abri como texto acima, do Brasil De fato (vejam o vídeo neste post), para tentar nos conscientizar de que não basta sermos todos negros no Dia da Consciência Negra, Dia de Zumbi, mas sim de que todos os dias temos que lutar contra o racismo. Vamos ver aqui uma coletânea de vídeos e poemas e textos não para divertir, para entreter, para ninar os donos da casa grande, como diz a poeta Conceição Evaristo, mas para que pensemos na dor de negras e negros. Dor perene, dor que persiste, pois o racismo continua nos outros 364 dias do ano. Veja os vídeos com músicas alusivas a Zumbi em seus cantos de liberdade e assista ao filme Palmares – Coração Brasileiro Alma Africana. Que não esperemos mais um 20 de novembro para lembrarmos Zumbi. Um dia vi num filme que num país africano não existe a palavra liberdade, pois ela é desnecessária, sendo que é praticada em sua plenitude. Aqui, fala-se de liberdade o tempo todo e temos que falar, pois ela não é praticada. E você é só racista ou antirracista? Washington Luiz de Araújo, jornalista, #BemBlogado Leia e ouça direto da fonte em: Sarau Delivery no Dia de Zumbi: que nossa consciência seja perene contra o racismo

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