Da Redação
O Brasil possui a maior concentração de milionários da América Latina e, ao mesmo tempo, é lider entre os países mais desiguais do mundo.
Segundo o relatório do banco UBS, 433 mil brasileiros possuem fortunas superiores a 1 milhão de dólares, enquanto dados do IBGE revelam que mais da metade da população vive com até um salário mínimo por mês.
Esse abismo social evidencia a necessidade de uma reforma tributária orientada pela justiça fiscal, garantindo que os mais ricos contribuam de forma proporcional para a redução das desigualdades.
Gleisi Hoffmann – ministra das Relações Institucionais

Desigualdade
O Brasil é o país com mais milionários da América Latina e, ao mesmo tempo, o mais desigual do mundo, segundo o Relatório Global da Riqueza de 2025, divulgado pelo banco suíço UBS.
O país tem cerca de 433 mil milionários em dólares, seguido do México, com 399 mil. No ranking global, o Brasil ocupa a 19ª posição. Os Estados Unidos lideram com 23,8 milhões de milionários, seguidos pela China, com 6,3 milhões.
O levantamento analisou dados de 56 países, responsáveis por 92% da riqueza mundial, considerando patrimônio, aplicações financeiras e desconto de dívidas.
O relatório também destaca que o Brasil é o país mais desigual da lista, com um índice de desigualdade de 0,82 — empatado com a Rússia. Na outra ponta, a Eslováquia é o mais igualitário, com 0,38.
Além disso, o UBS aponta que o Brasil deve movimentar quase US$ 9 trilhões (cerca de R$ 50 trilhões) em heranças nas próximas duas décadas, ficando atrás apenas dos Estados Unidos nesse quesito.
O ranking dos países mais desiguais tem, após Brasil e Rússia, África do Sul, Emirados Árabes e Arábia Saudita nas primeiras posições.
Com informações do Brasil de Fato

Rei do Ovo
“O empresário Ricardo Faria, conhecido como o “rei do ovo”, tem um patrimônio de 17.000.000.000 de reais (faço questão de colocar todos os zeros). Em entrevista – oh, surpresa! – à tarcísica folha de spaulo (com as minúsculas que merece) ele disse que está difícil contratar funcionários porque as pessoas estão “viciadas” no Bolsa Família (com as maiúsculas que merece).
A Bancada Ativista da Câmara Legislativa de S. Paulo foi pesquisar. O salário oferecido pelo oveiro é de 1.600,00 reais e a pessoa tem que aceitar morar na granja.
Pensem nos direitos trabalhistas inexistentes e no que é ficar 24 horas por dia limpando titica de galinha. Pensem no que vai sobrar no fim do mês depois de deduzidos do salário todos os descontos.
O que eu gostaria que acontecesse com esse empresário perverso é impublicável. Trezentos e tantos anos de escravatura dão nisso. A ideia de ter que pagar um salário deve causar úlcera em gente assim.
É a esse tipo de gentalha que a folha de s.paulo dá espaço. Um jornal comprometido até a medula com os interesses do grande capital e de uma das classes dominantes mais cruéis do mundo.”
Marcos Bagno – escritor










