Por Simão Zygband
A definição da chapa presidencial de Lula para as eleições de outubro não é um detalhe secundário.
Ela faz parte da disputa estratégica contra a direita e a extrema direita e deve estar subordinada a um projeto político capaz de combinar governabilidade, enfrentamento e fortalecimento do campo popular.
A permanência de Geraldo Alckmin como vice não é, em si, um problema e talvez seja uma solução de continuidade.
Sua escolha em 2022 respondeu a uma conjuntura de defesa da democracia e, no exercício do governo, Alckmin tem atuado de forma leal e institucionalmente alinhada ao presidente.
Caso Alckmin não seja mantido, Lula deverá escolher outro nome que agrege mais do que o ex-governador paulista. O ideal seria a opção de um nome forte feminino.
Isso não significa, no entanto, que qualquer nome sirva para compor a vice. A hipótese de Gilberto Kassab como vice de Lula é indesejável.
Kassab representa um projeto político orgânico do fisiologismo, da adaptação permanente ao poder.
Sua eventual presença na chapa não ampliaria a base popular nem fortaleceria a disputa ideológica contra a extrema direita; ao contrário, aprofundaria a despolitização e a lógica de acomodação.
A disputa central passa pelo enfrentamento à direita onde ela é mais forte: São Paulo, maior colégio eleitoral do país.
Nesse sentido, ganha força a defesa de uma estratégia ofensiva no estado, com Simone Tebet candidata ao governo, Raí como vice, e uma chapa ao Senado com Fernando Haddad e Marina Silva.
Trata-se de uma composição capaz de romper a hegemonia conservadora, ampliar o palanque de Lula e recolocar o campo progressista em posição de disputa real.

Simão Zygband é jornalista e analista político. Editor do site Construir Resistência. Atua na cobertura e análise da conjuntura brasileira












Respostas de 4
Por favor não tire o Alkimin, se for Casabe vamos perder, esse não perder vão fazerem igual fizeram com a Dilma , ou pior .
Concordo
Picolé de Xuxu devia ser o candidato ao governo de São Paulo e deixar o Lula montar a chapa com um nome de centro. Na condição de vice, Picolé não tem nada a oferecer
Lula decidirá