Por Eduardo Reina
Aldeia Yetá precisa de apoio para enfrentar a #pandemia
Durante a guerrilha do Araguaia, no início da década de 1970, as forças militares preparavam o cerco aos chamados guerrilheiros que estavam distribuídos em três destacamentos na região no sudeste do Pará e o atual Tocantins. Para montar uma barreira e aumentar a vigilância construíram duas rodovias operacionais que se ligavam à Transamazônica. No caminho de uma dessas Operacionais estava uma aldeia indígena. Eram os Aikewara Suruí.
Seus integrantes, todos, foram obrigados a deixar suas ocas, suas lavouras, para se instalar em outro lugar. Foi o modo que o Exército arrumou para se livrar o obstáculo para seus planos. Mais ainda, utilizou a mão de obra dos homens para trabalhos forçados, principalmente na caçada aos guerrilheiros.
Desde então, os Suruí estão sofrendo. São décadas de descaso dos governos estadual e federal para a situação desses indígenas. Hoje, eles vivem em pelo menos três aldeias, reservas indígenas, destinadas a esse povo. Sobrevivem a seu modo, com agricultura, pesca e pouca caça. Mas precisam comprar alimentos nas cidades próximas.
Numa dessas aldeias, a Yetá, moram em casebre de alvenaria no entorno de um imenso descampado. Há uma importante escola que é tocada pelos próprios indígenas. Os alunos são crianças e jovens Aikewara Suruí. Muitos progrediram nos estudos e puderam, com muito esforço, concluir cursos universitários. E hoje são os professores dessa escola. Estive na aldeia deles em 2017. Desde então mantenho constante contato com alguns deles.
Neste período de #pandemia, como muitos brasileiros, estão necessitando de ajuda externa. Quem puder ajudar, o mínimo possível é muito para eles.
“O Povo Indígena Suruí Aikewara da Aldeia Yetá estar precisando de ajuda para a sustentabilidade de sua comunidade e desenvolver nossos projetos…..Se o senhor (a) poder e quiser nos ajude com qualquer quantia, ou com materiais….”,
(mensagem de Francivaldo Suruí)
Para contribuir:
Banco do Brasil.
Agência: 4116-5.
Conta poupança: 15.077-0. Variação: 51.
Francivaldo Pereira de Freitas. CPF: 709.752.212-72
Eduardo Reina é jornalista, mestre em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo. Atuou em jornais em São Paulo e interior como diretor de redação, editor executivo, colunista, editor e repórter; assessor de imprensa em sindicatos, empresas e autarquias. Autor dos livros Cativeiro sem fim (2019), Depois da Rua Tutoia (2016), No Gravador (2003). Integrante dos livros O Conto Brasileiro Hoje, Vol.5, (2007) e Contos e Casos Populares (introdução de Paulo Freire), 1984










