Da Redação
O ministro do STF, Alexandre de Moraes, condenou os golpistas fascistas de 8 de janeiro. O plano estava em curso desde 2021.
As acusações:
1) Uso de órgãos públicos para monitorar adversários, divulgar mentiras e atentar contra o Judiciário em 2021
2) Ações para atacar a Justiça Eleitoral a fim de colocar em xeque os resultado em 2022
3) Ameaças, com o uso de lives presidenciais, para deslegitimar as urnas eletrônicas e incitar seguidores
4) Tentativa de emparedar o Poder Judiciário com ameaças em ato na Paulista em 7/9/2021
5) Reunião ministerial em que se debateu tentativa de virar a mesa em 5/7/2022
6) Convocação de reunião com embaixadores para deslegitimar eleições em 18/7/2022
7) Uso da Polícia Rodoviária Federal para dificultar votação de eleitores de Lula no Nordeste
8) Uso da área técnica das Forças Armadas para questionar as urnas eletrônicas
9) Bloqueio de rodovias e acampamentos em quartéis por seguidores incitados por mentiras
10) Atos executórios golpistas após o resultado das eleições pelos réus
11) Monitoramento de autoridades eleitas e ministros do STF
12) Representação eleitoral do PL contra as urnas, buscando anular votos de Lula
13) Reunião dos Kids Pretos para planejar atentados contra autoridades
14) Tentativa de invasão da sede da PF e queima de veículos no dia da diplomação de Lula em 12/12/2022
15) Tentativa de explodir o aeroporto de Brasília com bomba em caminhão de combustível em 24/12/2022
16) Execução do Plano Punhal Verde e Amarelo, para matar autoridades, e desdobramentos
17) Edição de minuta do golpe de Estado e reunião com comandantes militares para discutir “golpe”
18) Atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 em Brasília, quebrando as sedes dos Três Poderes.
Combata o fascismo sem dar trégua!
Fascismo é a doutrina da burguesia e alta burguesia no momento da derrocada final do sistema capitalista mundial.
Trabalhador não solta a mão de trabalhador!
Combata os TRAIDORES da CLASSE TRABALHADORA!
Nilson Dalledone – São Paulo (SP)
“Aos nossos filhos”
O voto do ministro Alexandre de Moraes sobre bozo e sua gangue é de uma clareza solar, dito em português límpido, de forma que todos entendam a sequência dos atos criminosos e a participação de cada um.
Zero juridiquês. Dez em comunicação. Moraes encadeou os fatos de tal forma que desmonta as defesas dos réus, que “beiram a litigância de má fé”. No ponto.
Outro acerto do ministro: fazer várias referências à ditadura porque é isso que os réus pretendiam com o golpe. Instaurar uma ditadura como a de 1964.
As pitadas de ironia de Moraes deram algum respiro diante de fatos tão tenebrosos. A “samambaia jurídica” já deve ter gerado memes por aí, hahah.
Enfim, se eu fosse editora, publicaria o voto em livro, na íntegra. É para ser lido por nossos filhos e netos, é para as futuras gerações. É um voto para a História.
DITADURA NUNCA MAIS!
Cristina Serra – Rio de Janeiro (RJ)
Organização criminosa
Vamos ouvir muito, como já ouvimos no começo da fala de Alexandre de Moraes, que Bolsonaro é chefe de organização criminosa.
Não há diferença entre membros de uma organização criminosa reunidos para aplicar um golpe e membros de uma organização criminosa infiltrados na Faria Lima para lavar dinheiro sujo.
Todos são integrantes de organizações criminosas, com diferenças apenas de detalhes sobre suas atividades e finalidades.
E organizações criminosas têm chefes. Bolsonaro era o grande chefe da organização criminosa que fracassou na tentativa de golpe.
Moisés Mendes – Rio Grande do Sul (RS)
Sem anistia
Enquanto Moraes foi bisturi e marreta, Flávio Dino entrou com régua e compasso: lógica aristotélica aplicada à conspiração golpista.
Disse com todas as letras:
Golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito não admitem anistia.
Não há “ato isolado”, mas atos executórios contínuos que revelam a tentativa organizada de ruptura.
Reforçou que o julgamento não é contra as Forças Armadas, mas contra indivíduos que quiseram usar o uniforme como biombo. E lembrou: não é “normal” o Brasil ensaiar ditadura a cada 20 anos.
Sobre a delação de Mauro Cid? Dino cravou: coerente, consistente, e integrada às demais provas. Traduzindo: não é devaneio de ajudante de ordens, é peça-chave do quebra-cabeça.
E deixou claro: o STF não é torcida organizada, é árbitro que aplica a regra do jogo – ainda que os jogadores berrem na arquibancada.
Golpe não cabe em anistia.
E a democracia não é cobaia de ensaio golpista.
Júlio Benchimol Pinto – Brasília (DF)











