Lula arma seu time para 2026

Por René Ruschel

Foto: Ricardo Stuckert 

Lula, como um técnico de futebol em início de temporada, começa a planejar a estrutura do campeonato político de 2026.

Segundo o noticiário, a próxima contratação seria do deputado federal Guilherme Boulos, do PSOL, para ocupar a posição de ministro da Secretaria-Geral da Presidência. Sua função em campo será mobilizar os movimentos sociais, pôr a campanha na rua e devolver Lula para os braços do povo.

O quarteto de ataque do time dos sonhos é, além de Boulos, Gleisi Hoffmann, o marqueteiro Sidônio Palmeira e Edinho Silva, na presidência do PT, domando a militância.

Na teoria, a escalação é ótima. Resta saber se, na prática, a tática vai funcionar. Em 1982, na Copa da Espanha, a seleção de Telê Santana com Sócrates, Zico & companhia encantou o mundo, mas foi derrotada.

Boulos, aguerrido e atuante junto às organizações populares, vai sofrer dentro de seu próprio partido, pois existe uma ala psolista que, embora apoie Lula, quer independência do governo.

A extrema-direita, principalmente em seu reduto, São Paulo, deve explorar o cansado discurso do comunismo.

Mas Lula é um arquiteto político como poucos. No tabuleiro, mexe as pedras como ninguém. Um gênio. Com faro político e domínio da estratégia, antecipa movimentos e arma o jogo com peças que só ele sabe mover.

René Ruschel é jornalista

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