Por Simão Zygband
Ele afirmou que o ex-presidente não poderia ter participado ativamente, pois estava fora do país (Sic)
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), saiu em defesa de Jair Bolsonaro ao comentar a trama golpista julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que o ex-presidente não poderia ter participado ativamente, pois estava fora do País. A declaração foi dada durante entrevista à GloboNews.
Bolsonaro tentou dar uma de esperto e deixou o país por ocasião da posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Curiosamente, foi exatamente por ocasião da sua ausência no pais, com incidentes já acontecendo por ocasião da diplomação e após a posse do presidente, que houve os piores episódios golpistas:
* Invasão da sede da Polícia Federal em Brasília, com tumulto e queima de veículos (posse);
* Atentado fracassado de explosão de um caminhão tanque no aeroporto do Distrito Federal e
* Atos terroristas com depredação e atos de vandalismo na Praça dos Três Poderes (onde se encontram a Câmara, o Senado e o STF), uma semana após a posse de Lula.
Evidente que o espertalhão Bolsonaro se ausentou do país para ter um álibi que o inocentasse das ações criminosas, mas que lhe eram de amplo conhecimento.
Se recusou, como todo covarde, a passar a faixa presidencial a seu sucessor.
Quem diz isso é o relatório da Polícia Federal, que apresenta Bolsonaro como mentor dos crimes e tambem a Procuradoria Geral da República.
O ex-presidente foi condenado pelos crimes de:
* liderança de organização criminosa;
* tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito;
* golpe de Estado;
* dano contra o patrimônio da União;
e deterioração de patrimônio tombado.
A pena fixada para Bolsonaro foi de 27 anos e 3 meses de prisão.
Por enquanto, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar com a utilização de tornozeleira eletrônica.
Ele foi julgado e condenado no STF, mas sua defesa apresentou recursos que devem ser analisados até o final do ano, o que pode lhe valer pena em regime fechado.
No Brasil, penas acima de oito anos começam a ser cumpridas em regime fechado.

Simão Zygband é jornalista e editor do site Construir Resistência











