Por Simão Zygband

O querido compositor Jorge Benjor, em sua música Charles, Anjo 45, descreve em uma das estrofes da música o que ele chama de Malandro Otário, personagens dos morros cariocas que se aproveitaram da prisão do chefão do pedaço e fizeram um tremendo reboliço na comunidade:
“Então os malandros otários. Deitaram na sopa. E uma tremenda bagunça. O nosso morro virou”, cantou o Benjor.
O Bolsonaro é o que se costuma chamar de Malandro Otário (pensa que é malandro, mas é um tremendo otário). Justo ele que deitou na sopa do Exército e achou um jeito de se encostar, se transformando em capitão reformado (pasmem, afastado por que queria colocar bomba no quartel), mas mantendo o salário de oficial (tremenda mamata).
Bolsonaro acredita que todo mundo é otário (o que, em alguns casos, ele está coberto de razão). Ele acha que pode fazer qualquer coisa que todo mundo vai engolir. Isso por um tempo deu certo, mas parece que as suas malandragens estão chegando ao fim.
Todo mundo sabe que por detrás dos estúpidos ataques à Praça dos Três Poderes, em Brasília, ocorridos no dia 8 de janeiro, existem os dedos podres de Jair Bolsonaro. Ele novamente acredita que todo mundo é otário, mas parece que desta vez a casa dele vai cair. É a linguagem miliciana que ele tanto gosta.
O capitão reformado está pela bola sete ( a preta, a mais valiosa) com ela na caçapa para o inimigo encaçapar. Basta quebrar o sigilo telefônico do ex-secretário de Segurança do Distrito Federal, Anderson Torres, (e também ex-ministro da Justiça do genocida) cuja prisão preventiva já está decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que toda a malfadada operação quebra-quebra será esclarecida.
É quase certo que neste sigilo esteja a logística de toda a operação que culminou com o vandalismo na Praça dos Três Poderes. Para tornar as suspeitas mais evidentes, basta dizer que Bolsonaro, o malandro otário, se encontrou com Anderson Torres no último sábado (7), um dia antes dos ataques terroristas promovidos por bolsonaristas em Brasília. Precisa de mais evidências?
Por “coincidência”, ambos estavam em férias em Orlando, nos Estados Unidos. Segundo informações obtidas pelo governo de Lula, o ex-capitão teria mandado auxiliares seus, que o acompanham na estadia nos EUA, receberem seu ex-ministro no aeroporto. Torres, que inicialmente foi demitido pelo governador do DF, Ibaneis Rocha, é acusado de omissão nos ataques fascistas ocorridos na capital federal e porisso teve sua prisão preventiva decretada. Torres foi substituído por um interventor do governo federal, o atual secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Cappelli, que o acusou de ter sabotado o esquema de segurança de Brasília.
Em entrevista à CNN, Cappelli afirmou que o bolsonarista mudou todo o comando da secretaria antes de viajar. “No dia 1º, tivemos uma posse com milhares de pessoas e uma operação de segurança extremamente exitosa. O que mudou para o último domingo, dia 8, foi que, no dia 2, Anderson Torres assumiu a Secretaria, exonerou todo o comando e viajou. Se isso não é sabotagem eu não sei o que é”, disse o interventor.
Como todo malandro otário, Bolsonaro recepcionou Torres em Orlando, atitude para lá de suspeita. Com isso, claro, deixou suas digitais como prova do crime do terrorismo realizado em Brasília. É como se tivesse tirado uma selfie de si mesmo quebrando tudo na Praça dos Três Poderes.
Não sou vidente. Mas a prisão de Bolsonaro também está por um fio.
A batata do Bozo está assando. Bola sete na caçapa.
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