Por Paulinho Cavalcanti
Muito triste ver o povo oprimido das favelas, ser favorável à sua própria carnificina
Síndrome de Lequetreque é a vocação do brasileiro que assim como aquela propaganda de final de ano, o Peru da Sadia, aparece feliz, afiando uma faca e celebrando a própria morte.
Lequetreque, o tal mascote, foi criado em 1971 pelo publicitário Washington Olivetto, e todo final de ano, invariavelmente lá está ele nas telas, cantando feliz porque irá morrer para satisfação dos paladares nas mesas das famílias em comemoração ao Natal.
Ou seja, isso não faz o menor sentido no mundo real, mas….aqui no Brasil, onde tudo é absolutamente possível, a metáfora é perfeita.
Como pode, um povo sofrido, tratado como lixo, escória da sociedade, responder a uma pesquisa, onde 88% aprovam a chacina ocorrida no RJ esta semana, onde até o momento, já contabiliza 121 mortos?
Quando em 1936 – o sociólogo e historiador, Sérgio Buarque de Holanda, escreveu o livro “Raízes do Brasil” – ele estava coberto de razão: o livro foca num retrato do perfil do povo brasileiro, como “homem cordato” – nesta obra, Sérgio Buarque, descreve o brasileiro como um indivíduo movido pela emoção.
A obra deixa claro, que é da personalidade do brasileiro, optar sempre pelo caminho do meio, não gosta de confrontos, está sempre disposto em fazer um bom acordo. Aqui vale o adágio popular que diz: “Mas vale um bom acordo, que uma péssima demanda”….
Muito triste ver o povo oprimido das favelas, ser favorável à sua própria carnificina, sabendo que o protótipo e os critérios que a polícia utiliza para classificar quem é bandido e fuzilar, é só ser preto, estar sem camisa e usando chinelos, é o suficiente para ser classificado como bandido.
Oremos!!!

Paulinho Cavalcanti autointitulado especialista em nada











