Direita está decidindo quem enfrenta Boulos

Por Simão Zygband

As urnas devem confirmar no início da noite de hoje (6/10) o que sempre se soube mas que as pesquisas de intenção de votos possivelmente já revelavam há muito tempo, mas cujos institutos procuraram a todo custo esconder: o candidato do presidente Lula em São Paulo, Guilherme Boulos (50) vai estar no segundo turno, só esperando definir qual dos concorrentes representa melhor (sic) a direita, nestes anos de pós-bolsonarismo e de posições extremistas.

O estelionatário Pablo Lamarçal e o péssimo prefeito, Ricardo Nunes, cria do extinto governador João Doria com o neto bronco de Mário Covas, o Bruninho, figuram hoje na seara direitista, figurinhas falsas e toscas, que envergonham a civilização.

O mais jovem deles, um ladino de Goiás, aplicador de golpes de furto de senhas bancárias de velhinhas, posa de messiânico, cultuador da Bíblia, como todo criminoso pertencente a facções em presídios brasileiros.

O outro lembra o personagem do caricaturista Péricles, o Amigo da Onça, que é um espertalhão, um finório que beneficiou amigos e padrinhos, remunerando seus próximos com poupudos recursos públicos, além dele mesmo, claro. Como dizia o meu amigo, o cronista Ariosto Augusto, colunista do extinto jornal Notícias Populares, é o chamado “Amém para mim também”.

Bem, não é de hoje que todos sabem que o PT tem ao menos 30% do eleitorado paulistano e que este percentual é suficiente para levar Guilherme Boulos ao segundo turno.

Este percentual só não estaria garantido caso houvesse uma insatisfação com o presidente Lula dentro de suas próprias bases, o que não é o caso.

O presidente é bem avaliado entre aqueles que votaram nele e conta com forte e fiel apoio. A exceção é uma minoria que, mesmo tendo votado em Lula, não repetiria o voto em Boulos, por fugaz antipatia, não entendendo que ele representa um freio no bolsonarismo e nas pretensões dos direitistas.

Seria não apenas uma derrota de Jair Bolsonaro como do governador milico-milíciano Tarcísio de Freitas. Este eleitor, que votou em Lula contra Bolsonaro, prefere dedicar seu voto à Tábata Amaral, a deputada que votou contra as mulheres na Reforma da Previdência, ajudando a dupla dinâmica Michel Temer/Jair Bolsonaro a acabar com as aposentadorias.

A conferir.

Simão Zygband é jornalista 

 

 

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