Construir Resistência

7 de agosto de 2023

O fascismo novo de Romeu Zema

Da Redação – coletado no Facebook Insensatez política Romeu Zema, do Partido Novo, o Zemané que desgoverna Minas graças ao apoio da mineração e da imprensa local, propôs uma frente Sul-Sudeste contra o Nordeste. O aparato separatista tem nome – Cossud – e é presidido por Ratinho Júnior. É uma pérola de insensatez política, para dizer o mínimo, mas é também reveladora da animosidade e da articulação da direita e do bolsonarismo para retomarem o poder. Zema se coloca nessa perspectiva de um nome agregador desse campo, em embate com o governador de São Paulo, e é bem sintomático que ele tenha dado a entrevista pra falar do Cossud no jornal Estado de São Paulo. Por outro lado, a fala preconceituosa e separatista dá ainda mais gás ao Nordeste, aos investimentos direcionados para a região, fortalece as estruturas e articulações culturais e sociais e o ideário simbólico de uma “nação nordestina”. Não é segredo que o Nordeste, sob os governos petistas, transformou-se num outro lugar de desenvolvimento; some-se a isso o capital humano e cultural – região maravilhosa, cultura riquíssima e em evidência, um povo acolhedor e alegre que se orgulha das origens -, e as declarações de Zema beiram o desastre – vale também lembrar que nenhuma região ganha eleição sozinha. Do ponto de vista de disputa política e disputa de narrativas, acredito que o Cossud já começa muito mal na fita. Eliara Santana – Minas Gerais Xenofobia O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), é reconhecido nacionalmente por seu despreparo e preconceito. O alento é saber que Minas e os mineiros são muito maiores do que esse funesto sujeito, um acidente político em um estado de história tão altiva. Nesse final de semana, Zema anunciou em entrevista ao Estadão, uma frente Sul-Sudeste contra o Nordeste, disse querer a direita unida contra esquerda. Espalhou xenofobia e falou que financiar a redução das desigualdades no país acarreta prejuízos para os estados do Sul e Sudeste, comparou o processo a “dar um bom tratamento para as vaquinhas que produzem pouco e deixar de lado as que estão produzindo muito”. Em resposta ao anúncio de Zema, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), saiu em defesa da iniciativa. Com Bolsonaro a caminho da cadeia, a extrema direita busca novos líderes rumo a 2026. Tem Zema que governa para si próprio e estimula o ódio contra o nordeste, Tarcisio que acha boa uma chacina policial que assassina uma dúzia de inocentes atirando a esmo em bairros populares e tem Leite, privateiro, responsável pela maior dívida que o Rio Grande do Sul já teve. Zema, Tarcísio e Leite tem desejo de pegar votos de uma elite branca e reacionária do país ao falar e endossar pautas que são super xenófobas, mostrando um “orgulho” de ser sudestino ou sulino e esquecendo de quem carregou e carrega o sul e sudeste nas costas que são os milhares de nordestinos que imigraram para São Paulo, Minas, Rio Grande do Sul. Enquanto Norte e Nordeste apostam no fortalecimento do projeto de um Brasil inclusivo, de união e reconstrução, a referida entrevista é um lampejo separatista e aprofunda a lógica de um país subalterno, dividido e desigual. O nordeste é maior que qualquer preconceito! O Brasil é rico por sua diversidade! Respeitem o nordeste, respeitem o nosso país! Frente sul/sudeste contra o nordeste é o fascismo de volta! Célio Lima – São Paulo Cria de Bolsonaro Fala xenofóbica, separatista e inconstitucional do governador Zema sobre a união e protagonismo das regiões Sul-Sudeste. Incentivar essa separação e estimular ataques a regiões essenciais pro nosso país é uma prática que pode levar ao seu IMPEACHMENT. O governador que só pensa em si parece (ou finge) não entender que só com o Brasil inteiro unido em torno de um projeto de desenvolvimento econômico com inclusão social e distribuição de renda é que teremos avanços significativos para a população. Se tentou antecipar a campanha eleitoral de 2026 para cavar sua vaga como candidato do inelegível, errou feio! Leonardo Monteiro – Minas Gerais

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Candidatura de Guilherme Boulos apavora a fascistada

Por Simão Zygband O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) almoçaram na sede da prefeitura nesta segunda-feira (7). Ventilaram que o tema do encontro é a cracolândia, mas todo mundo sabe que isso é conversa para boi dormir. Não é segredo para ninguém que a aliança do PT com o PSOL (leia mais em https://l1nq.com/fD4BE), que deverá ser engrossada pelo PCdoB, PSB e PDT em apoio à candidatura a prefeito do deputado federal Guilherme Boulos deixou a fascistada de cabelos em pé. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Fernando Haddad, respectivamente para a presidência e governo do Estado, já haviam sido os mais votados na cidade de São Paulo nas eleições de 2022. Se reproduzida a Frente Ampla na Capital, que elegeu Lula em nível nacional, dificilmente o psolista deverá perder as eleições e vai colocar fim a uma hegemonia que a direita tem na cidade desde a eleição de João Doria para prefeito. Doria conseguiu não apenas arrebentar o seu próprio partido, o PSDB, como limitou as condições de vitória em São Paulo. Há de se levar em conta também a péssima administração de Ricardo Nunes que nunca se elegeu pelas urnas (foi herdeiro da cidade com a morte de Bruno Covas de quem era vice). Junto com o execrável Tarcísio, tem colocado os pés pelas mãos na questão da Cracolândia, um calcanhar de Aquiles para gestões de direita, tão insensíveis para este drama social. Bolsonaro era o que faltava nesta união nefasta de trogloditas. Devem estar discutindo quem é que vai bancar a empreitada da candidatura da direita contra a centro-esquerda. Os três se merecem. No poder, sempre prestaram um desserviço à população, sobretudo os mais pobres. Boulos com o PT O pré-candidato Guilherme Boulos, que encabeçará a Frente de Esquerda (e possivelmente a Frente Ampla) se reuniu hoje com a Bancada do PT e com o presidente do PT municipal, Laércio Ribeiro, na Câmara Municipal paulista. O encontro acontece logo depois de que o psolista foi lançado oficialmente como candidato das Oposições ao prefeito Ricardo Nunes e serve para aparar eventuais arestas, já que parte destes vereadores defendia a tese de que o partido do presidente Lula deveria lançar um candidato próprio. A legenda deverá indicar uma candidata para vice. Circulam os nomes de Ana Estela Haddad e da deputada federal Juliana Cardoso. Simão Zygband é jornalista profissional desde 1979. Trabalhou em TVs, rádios e jornais de São Paulo, onde foi respectivamente pauteiro, repórter e redator. Foi funcionário das TVs Bandeirantes, SBT, Gazeta, Record e dos jornais Notícias Populares, Diário Popular, Diário do Grande ABC , Diário do Comércio, entre outros. Foi coordenador de Comunicação no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (onde editou o Jornal Unidade) e redator do jornal Plataforma do Sindicato dos Metroviários de São Paulo. Também fez assessoria de comunicação em campanhas eleitorais e mandatos parlamentares. Trabalhou na Comunicação de Secretaria Municipal de Transporte de São Paulo. Foi diretor da Rádio e TV Educativa do Paraná e Secretário Municipal de Comunicação da prefeitura de Jacareí, São Paulo. CONTRIBUA COM O CONSTRUIR RESISTÊNCIA Com qualquer quantia, em nome de Simão Félix Zygband 11 997268051 (copie e cole este número no seu pix)

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