Construir Resistência

3 de março de 2023

Distribuição de cestas básicas para população do Litoral Norte

  O Fundo Social e a Secretaria de Planejamento (SEPLAN) da Prefeitura de São Sebastião abriram nesta sexta-feira (3/3) mais um ponto de armazenamento e distribuição. Ele funciona na Casa da Cultura e os mantimentos vão auxiliar as vítimas das chuvas e pessoas em vulnerabilidade social emergencial no município que se encontra em estado de calamidade pública, conforme decreto municipal número 8.777/2023. De acordo com o Fundo Social de Solidariedade, 1 mil cestas básicas de alimentos não perecíveis serão entregues diariamente e, exclusivamente, neste posto, das 8h às 17h. Para cadastramento e retirada da cesta é necessária a apresentação de um documento com foto e comprovante de residência. Ainda de acordo com o Fundo Social, a grande quantidade de doações, mais de 1 mil toneladas, permitiu essa distribuição às famílias e pessoas vulneráveis emergencialmente. As doações às vítimas das enchentes prosseguem normalmente. Postos de Entregas Região Central Igreja Metodista Wesleyana Rua Piauí, 123, Centro; Centro Comunitário Mário Cândido de Oliveira Avenida Bernardo Cardim Neto, 214, bairro Morro do Abrigo; Costa Norte Polo de Capacitação do Fundo Social da Prefeitura de São Sebastião, Rua das Hortênsias, 117, bairro Jaraguá; Costa Sul Igrejas Rua Benedito Lopes de Araújo, 86, Juquehy, Morro do Esquimó; Rua Bartolomeu Bueno, 635, Juquehy; Rua Luís Basílio dos Santos, 135, bairro Barra do Sahy, Vila Sahy; Rua Servidão da Passagem, 02, bairro Cambury; Rua Nossa Senhora Aparecida, 411, Cambury; Rua Bandeirantes, 13, Cambury; Rua Flamboyant, 30, bairro Boiçucanga; Estrada do Cascalho, 196, Boiçucanga; Associação Comunitária Amigos de Juquehy (SAMJU) Rua Benedito Isidoro de Moraes, 175, bairro Juquehy; Sociedade Civil Rua da Nona, 55, Barra dos Pescadores, bairro Boiçucanga. Informações do site da Prefeitura de São Sebastião  Nota da Redação: há muitas cestas básicas e roupas que chegaram de navio ou caminhões em São Sebastião, fruto do empenho dos governos federal, estadual e municipal. É importante que os moradores da região se mobilizem para pegar os alimentos para que as doações não acabem caindo na mão de gente inescrupulosa que coloca à venda, inclusive no comércio, produtos oriundos de doações.      

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Lula chora em anúncio de creche com nome do seu falecido neto Arthur

Da Redação O presidente Lula (PT) chorou, durante evento em Rondonópols (MT), nesta sexta-feira (3), com uma homenagem ao neto Arthur Lula da Silva, que faleceu em 2019, aos sete anos de idade. O anúncio foi feito no início da tarde de hoje pelo prefeito da cidade, José Carlos Junqueira de Araújo, Zé Carlos do Pátio (PSB), durante evento de entrega de casas do Minha Casa Minha Vida. A criança morreu quando Lula estava preso em Curitiba, no Paraná. “Eu fui autorizado pela dona Janja. A creche leva o nome do Arthur Lula da Silva. Eu não ia falar isso, não. Eu sei o que é a dor de um avô, que estava lá em Curitiba e teve que ver isso. Presidente Lula, você é forte, você é um cara muito importante para nós”, disse o prefeito durante a cerimônia.    

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O nono aniversário da guerra na Ucrânia

Por Jeffrey Sachs Nós não estamos no primeiro aniversário da guerra, como os governos e as mídias ocidentais alegam. Este é o 9º aniversário da guerra. E isto faz uma grande diferença. A guerra começou com a violenta derrubada do presidente ucraniano Viktor Yanukovych em fevereiro de 2014, um golpe que foi apoiado abertamente e clandestinamente pelo governo dos EUA. Desde 2008, os EUA empurraram a expansão da OTAN para a Ucrânia e a Georgia. O golpe de 2014 contra Yanukovych foi realizado à serviço da expansão da OTAN. Devemos manter em contexto este implacável ímpeto pela expansão da OTAN. Os EUA e a Alemanha prometeram explicitamente e repetidamente ao presidente soviético Mikhail Gorbachev que a OTAN não se expandiria “uma polegada para o leste” depois que Gorbachev dissolveu a aliança militar soviética conhecida como o Pacto de Varsóvia. Toda a premissa da expansão da OTAN foi uma violação dos acordos firmados com a União Soviética e, portanto, com a continuação com o estado da Rússia. Os neocons empurraram a expansão da OTAN porque eles buscam cercar a Rússia na região do Mar Negro, assemelhando-se às metas da Grã-Bretanha e da França na Guerra da Crimeia (1853-56). O estrategista estadunidense Zbigniew Brzezinski descreveu a Ucrânia como o “pivô geográfico” da Eurásia. Se os EUA pudessem cercar a Rússia na região do Mar Negro e incorporar a Ucrânia à aliança militar dos EUA, contra a capacidade da Rússia de projetar poder no Mediterrâneo Oriental, no Oriente Médio e desapareceria globalmente – ou é assim que diz a teoria. Obviamente, a Rússia viu isto não só como uma ameaça geral, mas como uma ameaça específica de alocar armamentos avançados até a fronteira da Rússia. Isto ficou especialmente ameaçador depois que os EUA abandonaram unilateralmente o Tratado de Mísseis Antibalísticos de 2002, o que, segundo a Rússia, constituía uma ameaça direta à segurança nacional da Rússia. Durante a sua presidência (2010-2014), Yanukovych buscou a neutralidade militar, precisamente para evitar uma guerra civil ou uma guerra por procuração na Ucrânia. Isto foi uma escolha muito sábia e prudente para a Ucrânia, mas isto barrou o caminho da obsessão neoconservadora dos EUA com a expansão da OTAN. Quando se iniciaram os protestos contra Yanukovych no final de 2013, quando do atraso na assinatura do percurso de adesão à União Europeia, os EUA aproveitaram a oportunidade para escalar os protestos em um golpe, o qual culminou com a derrubada de Yanukovych em fevereiro de 2014. Os EUA intrometeu-se implacavelmente e clandestinamente nos protestos, incitando-os a avançar ao mesmo tempo em que os paramilitares nacionalistas ucranianos de direita entraram na cena. ONGs estadunidenses gastaram vastas somas para financiar os protestos e a derrubada final. Estes financiamentos das ONGs jamais foram desvelados. Três pessoas intimamente envolvidas nos esforços dos EUA para derrubar Yanukovych foram Victoria Nuland, então secretária-assistente de estado e agora subsecretária de estado dos EUA; Jake Sullivan, na época conselheiro de segurança do então vice-presidente Joe Biden e agora conselheiro de segurança nacional dos EUA para o presidente Biden; e o então vice-presidente Biden, agora presidente. Nuland foi famosamente pega falando ao telefone com o embaixador doa EUA na Ucrânia, Geoffrey Pyatt, planejando o próximo governo da Ucrânia e, sem permitir quaisquer reconsiderações por parte dos europeus (“Fuck de EU” [Foda-se a União Europeia], disse Nuland na sua crua frase registrada na gravação). A conversação interceptada revela a profundidade do planejamento de Biden-Nuland-Sullivan. Nuland diz: “Então, Geoff, sobre esta matéria, quando eu escrevi a nota para o Sullivan dar um retorno diretamente à mim, dizendo que você precisa de Biden e eu disse provavelmente amanhã para um ‘aí garoto’ e receber os detalhes para fazer valer. Assim, Biden querendo”. O diretor de cinema estadunidense Oliver Stone nos ajuda a entender o envolvimento do governo dos EUA no golpe, no seu documentário de 2016, ‘Ukraine on Fire’. Eu insto todas as pessoas a assisti-lo para ver o que é uma operação de mudança de regime dos EUA. Eu também insto todas as pessoas a lerem os poderosos estudos acadêmicos do Prof. Ivan Katchanovski, da Universidade de Ottawa, que revisou laboriosamente todas as evidências dos eventos da praça Maidan e descobriu que a maior parte da violência e matança não se originou das forças de segurança de Yanukovych, como foi alegado, mas sim dos próprios líderes do golpe, que dispararam sobre as multidões, matando tanto os policiais quanto os manifestantes. Estas verdades permanecem obscurecidas pelo segredo dos EUA e a subserviência europeia ao poder dos EUA. Um golpe orquestrado pelos EUA ocorreu no coração da Europa e nenhum líder europeu ousou falar a verdade. As consequências brutais se seguiram, mas, mesmo assim, nenhum líder europeu fala honestamente sobre os fatos. O golpe foi o início da guerra há nove anos. Um governo extraconstitucional, direitista, antirusso e ultranacionalista chegou ao poder em Kiev. Após o golpe, a Rússia rapidamente retomou a Crimeia após um rápido referendo e a guerra explodiu no Donbass, quando os russos no exército ucraniano mudaram de lado e se opuseram ao governo pós-golpe em Kiev. A OTAN começou imediatamente a despejar bilhões de dólares em armamentos para a Ucrânia. E a guerra se escalou. Os acordos Minsk-1 e Minsk-2, nos quais a França e a Alemanha deveriam ser cofiadores, não funcionaram; primeiro, porque o governo nacionalista ucraniano em Kiev se recusou a implementá-los e, em segundo lugar, porque a Alemanha e a França não pressionaram pela sua implementação – como foi recentemente admitido pela ex-Chanceler alemã Angela Merkel. No final de 2021, o presidente Putin deixou muito claro que as três linhas vermelhas russas eram: (1) a extensão da OTAN à Ucrânia é inaceitável; (2) a Rússia manteria o controle da Crimeia; e (3) a guerra no Donbass precisaria ser resolvida através da implementação do acordo Minsl-2. A Casa Branca de Biden se recusou a negociar sobre a questão da expansão da OTAN. A invasão russa ocorreu, tragicamente e erroneamente, em fevereiro de 2022 – oito anos após o golpe contra Yanukovych. Os EUA despejaram

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