Netanyahu: o cercado de Gaza

Por Júlio Benchimol Pinto 

Benjamin Netanyahu cercou Gaza, mas agora é ele quem está encurralado – por fora, por dentro e até por Trump.

1. PRESSÃO EXTERNA
• Reino Unido, França e Canadá ameaçam impor sanções a Israel se a ofensiva militar em Gaza não cessar e a ajuda humanitária não for adequadamente permitida. 
• Reino Unido suspendeu negociações comerciais com Israel, classificando as ações israelenses como “monstruosas” e acusando o governo de Netanyahu de isolar Israel e violar o direito internacional. 

2. PRESSÃO INTERNA
• Milhares de israelenses protestam contra Netanyahu, exigindo um cessar-fogo imediato e a libertação dos reféns mantidos pelo Hamas. 
• Famílias de reféns acusam Netanyahu de sacrificar seus entes por cálculo político.
• Reservistas das Forças de Defesa de Israel recusam-se a participar das operações em Gaza, alegando motivos morais e éticos.
• A oposição denuncia que Netanyahu evita negociações de cessar-fogo para manter-se no poder e atender a interesses políticos pessoais.

3. PRESSÃO DE TRUMP
• Donald Trump, anteriormente aliado próximo de Netanyahu, agora pressiona publicamente pelo fim da guerra em Gaza, expressando frustração com a duração do conflito e o sofrimento da população palestina.

CONCLUSÃO
Netanyahu quis usar a guerra para salvar seu governo. Agora, a guerra o isola. A direita democrática o critica. A extrema-direita global o abandona. A sociedade israelense o confronta. E Trump, o eterno fanfarrão, olha para Bibi como quem diz: “Foi mal, parceiro, mas você virou despesa.”

Julio Benchimol Pinto é PHD da Universidade Federal de Brasília  (UNB) com Pós-doutorado em Oxford e Duke

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