MP dos Ministérios: Lula cala fundo a oposição

Por Pala Athena 

QUE MAR DA HISTÓRIA!

Não estamos alegres, / é certo,/ mas também por que razão
haveríamos de ficar tristes?/ O mar da história é agitado.”

(Vladimir Maiakovski)

Quem não assistiu ao jogaço de ontem não foi feliz completamente. Desde a campanha, Lula criticou o orçamento secreto, que era o pagamento feito pelo genocida para ter o Congresso nas mãos. Ele colocou ciro nogueira, cúmplice de arthur lira, na Casa Civil e lhe entregou a chave do cofre da União. Assim, pôde praticar suas barbaridades tranquilo, e lira pôde atropelar a Constituição do modo como quis pagando por apoio.
Lula, eleito, ao ser perguntado sobre como ia lidar com um Congresso de maioria à (extrema)direita, disse que ia conversar, conversar. Falaria com os presidentes da Casa e cada líder da oposição. Ali, ele deu a senha de que não se submeteria aos mesmos desmandos autoritários de arthur lira.
Lula apoiou a reeleição de lira porque sabia não ter, naquele momento, nenhuma chance de outra vitória. Por sua vez, o presidente da Casa achou que nada mudaria em seu poder imperial. Tentou um golpe na votação da MP do Arcabouço. Haddad cedeu um pouco, mas, no fim, o governo saiu vitorioso.
Ontem lira tentou outro golpe. Fez ameaças, trucou que a MP dos ministérios não seria votada. Lula conversou com os líderes de partidos. Liberou 1,9 bi de emendas individuais, constitucionais, aquelas emendas a que os deputados têm direito, que vêm com nome e destinação certos.
Não foi compra de voto, não foi orçamento secreto. Foi liberação de emenda que o Executivo deve liberar mesmo. E não sou eu que estou passando pano, são especialistas que esclarecem isso.
O governo ganhou a votação de lavada. lira viu que o jogo é outro. E não só essa derrota de lira.
Ontem dias toffoli liberou ação de corrupção passiva, pela qual lira já foi condenado e contestou no STF. O processo estava parado desde 2020. E quem vai julgar é a 1ª turma, onde está Alexandre de Moraes. Segundo se comenta, lá, a condenação é certa, ou seja, lira é ficha suja. Conta-se que ele está tentando manobrar para tirar a ação da 1ª turma e passar para a 2ª a fim de se livrar da derrota. Fiquemos de olho.
E não só. Hoje a PF fez busca e apreensão (inclusive apreendeu um monte de dinheiro vivo) como parte da investigação sobre o desvio de milhões na compra de material de robótica em Alagoas. E adivinhem? A única empresa que embolsou a grana, sem ter entregue nada, é de um amigão de lira. O dele está na reta da PF num caso de desvio de verba do MEC, denunciado durante o desgoverno genocida, mas abafado porque era a anderson torres no comando do Ministério da Justiça. Aliás, essa história foi usada por Renan Calheiros, nas eleições, em disputa que trava com lira em Alagoas.
Hoje, o presidente da Câmara está dando entrevistas, falando grosso que agora o governo vai ter de andar sozinho, que a Câmara não vai se “sacrificar” para votações. Como o menino que era dono da bola e perdeu mesmo assim, está dizendo “não jogo mais”. Está tentando passar a imagem de que é ainda forte, manda e desmanda. Se precisa anunciar isso, é porque já se enfraqueceu.
A mídia, que quer garrotear o governo Lula, amplifica isso como se lira ainda fosse o mesmo imperador de outrora. Mas o jogo mudou, amigos. Não significa que o governo não vá enfrentar sabotagens na Câmara. Mas a derrota de ontem calou fundo a oposição e mostrou a lira que ele não está jogando sozinho. Lula mandou o recado sobre como vai tratar achacadores.
Além disso, a economia vem dando sinais muito positivos, surpreendendo projeções. O PIB do trimestre, com previsão de 1,3% pelo mercado, foi de 1,9%. No acumulado, está em 3,3% de crescimento. O desemprego caiu.
Aquilo que Lula disse de não aceitar projeções pessimistas, de que o Brasil ia crescer mais do que o previsto, está ocorrendo. Com a aprovação das MPs mais estruturantes, o governo vai poder pensar e atuar nas novidades, nos novos projetos.
E mais uma boa notícia. A Petrobras suspendeu a proibição absurda de empresas nacionais não poderem participarem das licitações e pegarem obras da empresa. Agora estão livres para disputarem as licitações. Isso significa reaquecer o mercado interno, com mais emprego.
É só o começo. Ao estilo Maiakovski, no mar agitado da história, vamos cortar o pessimismo como uma quilha corta as ondas na tempestade e avança.

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