Por Voz das Comunidades
Foto da Pleno News

Nesta terça-feira (24), uma chacina policial realizada pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) e Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Vila Cruzeiro, Complexo da Penha, ocasionou a segunda maior letalidade em operação de agentes de segurança pública na cidade do Rio de Janeiro, com 24 mortos e sete feridos até o momento. O número ainda pode aumentar.
A ação iniciou-se às 5h da manhã. Cerca de 32 escolas, juntando Penha e Alemão, tiveram que fechar para os estudantes, devido ao clima tenso, mas ofereceram ensino online, para que não fossem prejudicados. Algumas Unidades de Saúde dessas comunidades só funcionaram de maneira interna.
Em forma de protesto, moradores e mototaxistas realizaram uma manifestação na região conhecida como Matinha, no alto da Penha. Pois, conforme relato local, todas as atividades relacionadas ao comércio, que geram renda, sofreram grandes perdas pela intervenção dos agentes. Anonimamente, uma pessoa revelou que os policiais circulavam pela região gritando a seguinte frase: “todo mundo vai morrer”.
Com o objetivo em repudiar e brecar essa estratégia de genocídio nas favelas do Rio de Janeiro, 20 organizações e instituições compartilharam uma nota pública de defesa aos Direitos Humanos e a integridade à vida. Entre elas, a Anistia Internacional Brasil, Instituto Marielle Franco, Casa Fluminense, Instituto Raça e Igualdade, Observatório de Favelas e outras. O Ministério Público Federal (MPF) instaurou investigações a respeito da operação dos agentes
Importante ressaltar que a chacina de Jacarezinho, a mais violenta da história dos agentes de segurança pública, completou um ano no dia 06 de maio. Movimentos sociais, familiares inauguraram um memorial em homenagem aos 28 mortos da chacina do Jacarezinho. Porém, foi destruído por policiais uma semana depois.
Texto originalmente publicado no.link abaixo do Vozes da Comunidade









