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Fui obrigado a tomar uma atitude forte, diz Lula

Da Redação com informações do NSC Total

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, ao discursar para os governadores em reunião na noite desta segunda-feira (9), que a Polícia Militar do Distrito Federal foi negligente diante dos ataques de bolsonaristas às sedes dos três Poderes ocorridos no dia anterior. Ele reuniu representantes de todos os 27 Estados brasileiros no encontro emergencial.

— Fui obrigado a conversar com o meu ministro da Justiça [Flávio Dino] e tomar uma atitude forte, porque a polícia de Brasília negligenciou, a inteligência de Brasília negligenciou. É fácil a gente ver, nas invasões, os policiais conversando com os agressores. Quando eu fui diplomado na Suprema Corte, no quebra-quebra que teve em Brasília, a Polícia Militar acompanhava as pessoas tocando fogo em ônibus, e nada foi feito. Havia uma conivência explícita da polícia apoiando os manifestantes. Mesmo aqui dentro do Palácio, havia soldados conversando com as pessoas como se fossem aliados — disse Lula.

— Até que nós resolvemos tomar uma atitude de fazer uma intervenção na polícia de Brasília, porque o responsável por ela estava sob suspeitas há muito tempo — emendou o presidente, em referência a Anderson Torres, agora ex-secretário da Segurança Pública no Distrito Federal e também ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (PL). Ele foi exonerado por Ibaneis Rocha (MDB-DF), que acabou, em seguida, afastado do cargo pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Lula ainda afirmou que as investigações dos ataques devem avançar sobre os financiadores dos acampamentos em frente aos quartéis e das viagens dos golpistas rumo à Brasília. Ele também destacou ser favorável a protestos, inclusive contra seu governo, mas considerar inaceitáveis movimentos que atentem contra a democracia no país, caso do que foi visto em Brasília no domingo (8).

— Desta vez, as pessoas não tinham pauta de reivindicação, não tinham o que reivindicar ao governo. O que eles querem é golpe, e golpe não vai ter — acrescentou.

 

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