Por Júlio Benchimol Pinto
Tarifaço, sabotagem e submissão: contra o país e a favor da chantagem trumpista
Enquanto o governo brasileiro tenta desesperadamente abrir um canal de diálogo com Washington para conter o tarifaço de 50% imposto por Donald Trump aos produtos brasileiros, Eduardo Bolsonaro, filho do investigado por tentativa de golpe, diz com todas as letras que trabalha para impedir o diálogo entre Brasil e EUA.
Sim, leu certo: um parlamentar brasileiro, com salário pago pelo povo, atua abertamente contra o interesse nacional – sabotando uma missão oficial do Senado e tentando impor como moeda de troca o engavetamento do processo contra seu pai por conspiração golpista.
Isso não é política externa. É extorsão com sobrenome famoso.
Trump já deixou claro que só senta à mesa se o Brasil rastejar. Eduardo quer que rastejemos de joelhos – e ainda com a cabeça enfiada na areia.
O resultado? O país corre risco real de perder acesso privilegiado ao mercado americano de suco de laranja, café e aeronaves da Embraer. Empresários, diplomatas e Alckmin se movimentam. E Eduardo? Faz lobby contra o próprio país para salvar a pele do pai.
Estamos diante de algo que vai muito além da antipolítica. É antipatriotismo com selo oficial.
E o silêncio de muitos é ensurdecedor.
Resta saber: até quando o Brasil aceitará ser refém de uma família que transforma tudo o que toca em chantagem, conflito e caos?
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Julio Benchimol Pinto é PHD da Universidade Federal de Brasília (UNB) com Pós-doutorado em Oxford e Duke

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