É o fascismo, estúpido

Por Simão Zygband

O fascista Sandro Fantinel

O vereador bolsonarista de Caxias do Sul, Sandro Fantinel (Patriota) verbalizou durante sessão na Câmara Municipal daquela cidade gaúcha, ao comentar o episódio em que trabalhadores das vinícolas de Bento Gonçalves, foram resgatados em condições análogas a de escravos. todo o seu preconceito e discurso de ódio contra os nordestinos.

Esta fala do vereador Fantiel, realizada na sessão ordinária, no plenário da Câmara, também se mistura com a nota divulgada pelo Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves (CIC-BG) que responsabiliza os programas sociais como o Bolsa-Família, para justificar que associados da entidade utilizem mão de obra “análoga” à escrava na produção vinícola do município gaúcho: “Há uma larga parcela da população com plenas condições produtivas e que, mesmo assim, encontra-se inativa, sobrevivendo através de um sistema assistencialista que nada tem de salutar para a sociedade”, diz a nota recheada de preconceitos.
Parafraseio a expressão cunhada pelo economista e marqueteiro James Carville, da campanha vitoriosa de Bill Clint sobre George Bush. em 1992, que ficou mundialmente famosa, explicando por que o candidato republicano, que disputava a reeleição, foi derrotado: “É a economia, estúpido!”, que inspira o título desta matéria.
O Brasil foi tomado pelo fascismo. Provavelmente ele foi o responsável pela eleição do genocida Jair Bolsonaro. Ele já era o ovo da serpente que eclodiu nos quatro anos de trevas que o país começa a dissipar. Não será um caminho suave. O discurso de extrema direita encontra mais eco nos estados do Sul, mas não apenas neles. Ele contamina como um todo as classes médias das cidades brasileiras em todo o país e até uma parcela ignorante do proletariado, que toma para si o discurso de ódio das elites.

É como apontou o filósofo alemão Willian Reich, em seu livro “Psicologia de Massas do Fascismo” (1933), ao analisar a ascenção do nazismo na Alemanha, bem contextualizado agora pelo publicitário Ari Meneghini: “Não é ao asceder ao poder que o nazismo se estabelece (na Alemanha). Ele já estava no tecido social. Reich busca na psicanálise, na economia e na política para mostrar como o fascismo estava engendrado nas famílias. Ali na célula mater do Estado estava repleto de autoritarismo e onde se reproduzia todo o ideários fascista”.

Reich acreditava que as massas não haviam sido traídas ou enganadas, mas elas desejaram o fascismo. “Análise que merece ser lida hoje à luz (escuridão) do governo Bolsonaro e seus apoiadores milicianos (para militares), evangélicos e grupos de extrema direita”, pondera Ari Meneghini.

Reitero: “É o fascismo, estúpido!”. E todos democratas têm a obrigação de combatê-lo a cada momento, no seu lar, nas ruas, no ambiente de trabalho. O primeiro grande passo já foi dado com a eleição de Lula presidente. É necessário fortalecê-lo. Esta é a tarefa de cada um.

 

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