Por Alexey Dodsworh Magnavita de Carvalho
Johnny e Cleiton são namorados, ambos empresários no Mato Grosso.
Seis meses atrás, decidiram passar o fim de ano em Porto de Galinhas, Pernambuco. Compraram um pacote e para lá se dirigiram.
Esta semana, na praia, quase foram linchados.
A razão? Ao chegarem na praia, foram informados de que o aluguel das cadeiras seria 50 reais.
Na hora de pagar a conta, os atendentes mudaram o preço para 80 reais.
O casal contestou e disse que só pagaria os 50 reais acordados. Os atendentes insistiram que o preço era 80 reais.
Eis que uma turba de “profissionais” da praia avançou sobre o casal, todos ao mesmo tempo, para espancá-los.
O vídeo é assustador, pavoroso. Eles só não morreram ali mesmo porque os salva-vidas interviram e impediram o linchamento.
Pelo que andei vendo, uma das praias mais bonitas do Brasil foi sequestrada por uma máfia.

“Turistas agressores”
A imprensa agora decidiu “ouvir o outro lado” sobre o episódio em Porto de Galinhas, e deu voz aos barraqueiros que tentaram linchar o casal.
Dizem, no vídeo, que os agressivos eram os turistas. Bem, tirando o fato de que não temos vídeos do casal agredindo ninguém, mas temos vídeos de sei lá quantos barraqueiros literalmente tentando matar os dois homens, além das fotos posteriores que mostram um deles desfigurado por socos, eu sei bem em quem acreditar.
Mas se isso não basta, satisfaçam vossa curiosidade: digitem BARRACA DA MAURA RECLAME AQUI e se divirtam com a enxurrada de baixarias relatadas pelos turistas.
Colo aqui tres delas. Todas apresentam o EXATO MESMO PADRAO relatado pelo casal do Mato Grosso: mentira, ameaça e extorsão.
Turistas de Salvador, Bahia.
4 de janeiro de 2025.
“Estávamos em Porto de Galinhas ontem à tarde e fomos convidados a sentar naquelas cadeiras. Fomos abordados por um homem que tem por apelido BBB e nos foi informado que não precisaríamos pagar nada além do que consumimos. Ao final, nos foi cobrado taxas pelas cadeiras 20×6, pela mesa 20×1, além do que foi consumido. Tentamos conversar e explicar o que nos foi explicado. Porém não quiseram conversar e começaram a gritar com a gente, nos xingar e ameaçar dizendo que se não pagássemos iriamos ver. Novamente tentei conversar pra chegar ao menos a um acordo, pois estávamos em menor número, bem menor número. Estávamos em 6 e eles em mais de 20, pois é uma [Editado pelo Reclame Aqui], quando um cliente reclama de alguma barraca, todas as barracas se unem para assegurar o [Editado pelo Reclame Aqui], pois todas fazem a mesma coisa.
Pegaram ferros para nos ameaçar, dizendo que se não pagássemos hoje tinha. Mais uma vez tentei conversar pacificamente. Porém me disseram que se eu não pagasse o que eles queriam nós apanharíamos. No fim, infelizmente tive que pagar para não sermos agredidos.”
Turistas de Salvador, Bahia
20 de maio de 2025
“Passeando uma praia próximo ao centro de Porto de Galinhas comerciantes nos ofereceram cadeiras e guarda-sol, nos sentamos e bebemos 03 cervejas e quando pedimos a conta na comanda estavam cobrando 50,00 pelas cadeiras e pelo guarda-sol, questionamos e fomos insultados e ameaçados. Porto de Galinhas, nunca mais.”
Turistas de Fortaleza, Ceará
18 de setembro de 2023
“Provavelmente a primeira e única vez que piso naquele lugar. Os preços de tudo lá são simplesmente absurdos. Olhei o cardápio de uma das barracas e o menor preço era, simplesmente, R$ 79,00 (detalhe: isca de peixe, 10 unidades). Todos os outros itens eram de 100,00 pra cima. Eu e meu namorado queríamos sentar em algum local que não cobrasse por isso (sim, você paga uma taxa pra sentar nas cadeiras das barracas; um valor entre 30,00 – 40,00). Ao chegar em determinada barraca, perguntamos se eles cobravam pra sentar, disseram que não. A gente decidiu sentar, pedimos apenas duas águas de côco e ficamos por alguns minutos. Ao final, quando pedi a conta, o atendente cobrou simplesmente R$ 48,00, informando que aquele valor abrangia as DUAS águas de côco e também o aluguel da barraca, que ele tinha dito que não era cobrado. Conversamos com ele, dizendo que ele tinha nos enganado com essa cobrança, que não era certo e que não iríamos pagar pelo valor da barraca. Não adiantou. Ele se fez de idiota, continuou a dizer que tinha sim nos informando, etc. Acabei pagando os R$ 48,00, mas saí de lá com muita raiva. Fomos atrás de um posto policial próximo pra informar o ocorrido e encontramos. Infelizmente um dos policiais nos informou que essa situação é recorrentemente narrada por diversos turistas. Poderíamos seguir até uma delegacia, mas isso só iria piorar ainda mais o dia. Enfim! Minha dica: não consumam nada das barracas, levem tudo de casa, se possível: cadeiras, guarda sol, comidas e bebidas.”
Suspensão da barraca dos agressores











