Por Julio Benchimol Pinto
Um tarifaço por um réu – e a rendição diplomática da extrema-direita brasileira
🧠 Vamos aos fatos: Donald Trump, presidente dos EUA, acaba de sobretaxar produtos brasileiros em 50% para defender… Jair Bolsonaro, réu por tentativa de golpe de Estado.
📜 A justificativa? Que o Brasil estaria perseguindo injustamente um “grande patriota”. A consequência? Um tarifaço bilionário que atinge diretamente o agronegócio brasileiro – ironicamente, o setor mais bolsonarista do país.
🇺🇸 O mesmo Trump que já havia elogiado Putin, flertado com autocracias e sabotado acordos internacionais agora resolve interferir nos assuntos internos do Brasil com a sutileza de um trator em chamas. Tudo isso em nome da impunidade de seu amigo tropical, o “mito” em julgamento.
🇧🇷 E o que faz a extrema-direita brasileira diante da maior agressão econômica dos EUA ao Brasil em décadas? Aplaude. A Comissão de Relações Exteriores da Câmara – sim, relações exteriores – acaba de aprovar uma moção de louvor a Trump. É como ser esfaqueado na barriga e agradecer pela lâmina.

📉 O agronegócio já pressiona. O Planalto promete reciprocidade. Mas o estrago está feito: em nome da ideologia, o bolsonarismo entregou a soberania nacional num prato frio com molho de subserviência.
⚖️ A carta de Trump é chantagem explícita em favor da impunidade de Bolsonaro. Duzentos anos de relações bilaterais se esvaem com uma canetada.
💬 Trump taxa. Bolsonaro sorri. O agro geme. E o Brasil paga a conta da lealdade cega.

Julio Benchimol Pinto é PHD da Universidade Federal de Brasília (UNB) com Pós-doutorado em Oxford e Duke










