Por Alceu Castilho

“A T4F Entretenimento (SHOW3), responsável pelas vendas dos ingressos de “The Eras Tour” da cantora Taylor Swift, reportou lucro líquido de R$ 16,3 milhões referente o segundo trimestre do ano, alta de 89% quando comparado com igual período de 2022 (R$ 8,6 milhões)”.
Essa notícia é do InvestNews. Números do balanço da empresa.
Ignoremos, por ora, os R$ 16 milhões de lucro. Fiquemos só com a parte quebrada, R$ 300 mil.
Dava para comprar umas 350 mil garrafinhas de água, para não dizer 500 mil garrafinhas, pela escala, com o objetivo de refrescar as pessoas — as fãs de Taylor Swift — que proporcionaram esse lucro eloquente.
(Claro, ao lado dos trabalhadores da empresa. Insisto: as profissionais que a T4F chama de auxiliares ganham pouquíssimo mais que um salário mínimo. As atendentes, pouco menos que dois.)
Eu estou falando do troco, da parte menor. E ainda tivemos o terceiro trimestre.
“No acumulado de 2023 até o terceiro trimestre, período que inclui as vendas de ingressos para a aguardada passagem da turnê de Taylor Swift pelo Brasil, a empresa anotou uma receita líquida de R$ 361,1 milhões, alta de 28% em relação a igual período do ano passado e de 17,4% em comparação ao mesmo intervalo de 2019”. (Valor)
A Taylor está salvando a saúde econômica da empresa.
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Fundada em 1998 por Fernando Alterio, a T4F (Tickets for Fun) tem o próprio empresário italiano — morador do fino Jardim Europa, em São Paulo — como principal acionista.
Está no Brasil, na Argentina, no Peru, no Chile, nos Estados Unidos.
Tem muitos processos trabalhistas, claro, pendências com Companhia de Engenharia de Tráfego, prefeitura de São Paulo, ISS, entre outros. E com a Receita Federal. No Brasil e no Chile.
E ainda pega grana via Lei Rouanet.
(Tudo conforme balanço divulgado este ano pela auditoria Grant Thornton.)
Membros do Conselho de Administração em maio de 2023: Marcelo Pechinho Hallack, Fernando Luiz Alterio (claro), Luis Alejandro Soberón Kuri, Carla Gama Alves e Marcus Shigueru Harushikano.
Hallack é membro independente. Trabalhou no BTG Pactual, no Goldman Sachs.
Soberón é membro efetivo e também integra o Conselho de Administração da Teléfonos de México e do Banco Nacional de México S.A.
Carla trabalhou na Vale, Grupo Soma, CVC. É do comitê de Sustentabilidade — vejam só — do Hinode Group, do segmento de bem-estar e beleza. Também coordena o Grupo de Pessoas e ESG da própria T4F. Membro independente.
Assim como Harushikano, sócio-diretor do fundo Loyall Capital Partners.
ESG significa Environmental, Social and Governance.
Ou seja, as práticas ambientais, sociais e de governança de uma empresa.
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Esses, sim, ficam no ar-condicionado o tempo todo.
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