Construir Resistência

19 de julho de 2023

Jornal chinês afirma que Exército brasileiro é o “mais falso e vazio do mundo”

Por  Victor Nunes – Diario do Centro do Mundo Um artigo publicado por um dos maiores jornais da China destacou a perspectiva de analistas chineses sobre as Forças Armadas Brasileiras. A matéria classificou o exército brasileiro como sendo o “mais falso e vazio do mundo”, além de realizar diversas outras críticas ao longo do texto. As informações são do Sociedade Militar. “O exército mais falso e vazio do mundo, 80% das despesas militares são usadas para aposentadoria e o poder de combate dos soldados é extremamente frouxo”, diz a matéria chinesa já em seu título. Os analistas, durante o texto, afirmam que a eficácia de combate das tropas brasileiras é extremamente baixa e classificam o exército brasileiro como um dos piores do mundo. Em certa parte, ainda é citada uma suposta fala de Adolf Hitler, ditador alemão responsável por liderar o partido nazista que causou a morte de milhões de pessoas, para criticar a atuação e eficácia das Forças Armadas do Brasil. “Durante a Segunda Guerra Mundial, Hitler disse uma vez que se os brasileiros soubessem lutar, as cobras poderiam fumar cigarros. Pode-se constatar que a eficácia de combate do exército brasileiro é extremamente pobre”, diz. Combatentes brasileiros na II Guerra Mundial. Reprodução “Naquela época, durante a Segunda Guerra Mundial, os soldados brasileiros eram fracos e mal equipados, e foram varridos pelos alemães no campo de batalha. Pode-se dizer que o Brasil não está aqui para ajudar, mas, como a Itália, para conter as forças aliadas”. Segundo o site, não se dá a importância ao desenvolvimento do exército por três fatores: não há uma pressão estratégica sobre o Brasil advinda dos países da região, não há “ambição de se tornar uma potência militar” e “o brasileiro é inerentemente solto e não quer ser constrangido por nada, ele defende aproveitar a vida e viver uma vida sem contenda com o mundo.” O texto conclui ironizando que a posição adotada pelo Brasil, descrita na matéria como “sem ambição” acaba provocando harmonia no mundo. “De fato, se todos os países do mundo, como o Brasil, não tiverem a ambição de dominar o mundo nem exportar as ideias da democracia, o mundo inteiro se tornará muito mais harmonioso e a humanidade não estará longe da paz permanente”.

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Regina Duarte e Partido Liberal serão processados por filha de Leila Diniz

Por Ana Claudia Guimarães Filha de Leila Diniz (1945-1972), a produtora e roteirista Janaína Diniz Guerra entra hoje (19/07) com ação indenizatória contra Regina Duarte e o Partido Liberal. Janaína, representada pelo advogado João Tancredo, acusa a atriz e o partido de “violarem o direito de imagem e honra de sua mãe”. Os casos aconteceram pelo uso indevido – e não autorizado – de uma fotografia emblemática das atrizes Eva Todor, Tônia Carrero, Eva Wilva, Leila Diniz, Odete Lara e Norma Bengell em protesto contra a censura na ditadura, em 1968. O retrato foi utilizado por Regina Duarte e também pelo Partido Liberal e Michelle Bolsonaro, presidente do “PL Mulher”. Regina Duarte postou, em dezembro do ano passado, um vídeo que reproduzia um discurso de Jair Bolsonaro em defesa do golpe militar e da ditadura. Em um determinado momento do vídeo, quando o discurso diz que “64 foi uma exigência da sociedade” e que “as mulheres nas ruas pediam o reestabelecimento da ordem”, a imagem que ilustra é, acredite!, a foto das atrizes. Em fevereiro deste ano, a fotografia voltou a ser utilizada pelo Partido Liberal e Michelle Bolsonaro. Dessa vez, Michelle Bolsonaro apareceu “ao lado” das atrizes em uma peça comemorativa pela “conquista do voto feminino”. Janaina Diniz pede R$ 52.800, o limite do juizado especial cível, em cada uma das ações. _______________ Foto emblemática acima (da esquerda para direita) Eva Todor, Tônia Carrero, Eva Wilma, Leila Diniz, Odete Lara e Norma Bengell em protesto contra a ditadura.

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Tarcísio quer criar um gueto de usuários de drogas no Bom Retiro

Por Simão Zygband   Vivi praticamente 25 anos da minha vida no Bom Retiro, na região central de São Paulo. Era onde morava a minha mãe e o meu pai. Logicamente um bairro que tenho verdadeiro vínculo afetivo. Que faz parte da minha história. Mudei-me para a rua dos Bandeirantes, travessa da avenida Tiradentes, quando tinha apenas 2 anos de idade. Saí de lá com 26 anos. O Bom Retiro era e é a Torre de Babel de São Paulo. Foi onde nasceu o Sport Clube Corinthians. Se formou com a imigração italiana, engrossada pela de judeus no pós-guerra e mais recentemente de coreanos. Mas também tem a colônia boliviana, armênia e muitos nordestinos. É lá onde fica a rua dos Italianos e também a minha escola que não existe mais, a Scholem Aleichem, que pertencia à Casa do Povo, que ainda hoje luta pela sobrevivência no mesmo prédio onde existe o também finado teatro Taib. Lutam há anos para reerguê-los. Meu pai, sobrevivente de guerra do nazismo se reunia com outros judeus iguais a ele (e também sobreviventes do Holocausto) para falar o idish (língua tradicional judaica) no “pletzale”(pracinha), que ficava numa esquina da rua Ribeiro de Lima. Naquele lugar trocavam ideias na língua deles sobre os horrores da segunda guerra, como haviam conseguido escapar da fúria de Adolph Hitler. Por esta razão, o Bom Retiro também ficou conhecido com o gueto judaico, parafraseando o Gueto de Varsóvia. Muitos deles, inclusive meu pai, eram poloneses. Agora o governador carioca e bolsonarista de São Paulo, Tarcísio de Freitas, num lampejo de ideia genial, como tudo que sai da cabeça de um fascista, decidiu transformar o Bom Retiro em um gueto com outra característica, uma nova Cracolândia. Quer fazer naquele bairro uma concentração de dependentes químicos. Naquele local, segundo ele, os usuários de drogas ficariam mais próximos do Complexo Prates, equipamento da Prefeitura que atende a população em situação de rua e também dependentes químicos, como o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps), além de uma unidade da Assistência Médica Ambulatorial (AMA). “A gente quer levar essas pessoas para o Complexo Prates. Lá, eu tenho uma AMA, lá eu tenho um Caps e consigo deixá-los um pouco mais afastados da área residencial e da área comercial. Vamos ver se a estratégia vai dar certo. Vai dar certo? Não sei. Vamos tentar esse movimento agora para oferecer assistência imediata, sem tanto transtorno para a cidade”, afirmou o governador bolsonarista. O ex-governador João Doria, também de triste memória, eleito no embalo do bolsonarismo com o qual depois rompeu (e foi enxotado por ele), do alto de sua arrogância, tinha decretado que havia “acabado com a Cracolândia”. Não só não conseguiu esta “proeza”, como aindou espalhou os usuários de crack por toda a região central. A Praça Princesa Isabel se transformou em uma deprimente concentração de usuários de drogas, afugentados pela força policial de ruas centrais como a dos Gusmões e Aurora. Lidar com a questão dos usuários de drogas não é tarefa fácil. Quando prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, havia conseguido algum êxito (mesmo que embrionário) implementando projetos como o “De braços Aberto”, que empregava uma parte dos dependentes químicos em trabalhos de cuidados com a cidade. Também pagou moradias sociais em hotéis baratos da região. Tudo isso foi implodido por Doria. Agora Tarcísio certamente vai amedrontar os lojistas do Bom Retiro, a maioria deles seus eleitores. Deverá descontentar judeus, coreanos, nordestinos, cristãos, armênios que possuem seus negócios neste centro de atacado e varejo, sobretudo na rua José Paulino, que fica muito próxima do Complexo Prates. Espero que ele não utilize força policial para levar os dependentes químicos para o Bom Retiro.   Simão Zygband é jornalista profissional desde 1979. Trabalhou em TVs, rádios e jornais de São Paulo, onde foi respectivamente pauteiro, repórter e redator. Foi funcionário das TVs Bandeirantes, SBT, Gazeta, Record e dos jornais Notícias Populares, Diário Popular, Diário do Grande ABC , Diário do Comércio, entre outros. Foi coordenador de Comunicação no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (onde editou o Jornal Unidade) e redator do jornal Plataforma do Sindicato dos Metroviários de São Paulo. Também fez assessoria de comunicação em campanhas eleitorais e mandatos parlamentares. Trabalhou na Comunicação de Secretaria Municipal de Transporte de São Paulo. Foi diretor da Rádio e TV Educativa do Paraná e Secretário Municipal de Comunicação da prefeitura de Jacareí, São Paulo. CONTRIBUA COM O CONSTRUIR RESISTÊNCIA Com qualquer quantia, em nome de Simão Félix Zygband 11 997268051 (copie e cole este número no seu pix)  

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